sexta-feira, 30 de abril de 2010

INFRAERO


Presidente da Infraero visita obras da nova Torre de Controle de Congonhas (SP)

O presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, visitou na última segunda-feira as obras de construção da nova Torre de Controle do Aeroporto de São Paulo/Congonhas. “Fiquei satisfeito com o progresso do trabalho, que está dentro do cronograma previsto”, afirmou Murilo.

A nova Torre de Controle do Aeroporto de Congonhas já tem 70% das suas obras estruturais concluídas. Com 40 metros de altura, o edifício possuirá nove andares e contará com uma cabine de 12,7m de diâmetro, que proporcionará maior espaço para a instalação de equipamentos e mais conforto aos controladores. A obra, um investimento de R$ 11 milhões, foi iniciada em julho de 2009 e está prevista para ser concluída no final de 2010, quando deverá ser entregue à Aeronáutica para o início das operações.

A visita do presidente foi acompanhada pelo assessor especial da Presidência, Marcos Tonelli Munhoz, pelo superintendente da Regional São Paulo, Antonio Filipe Bergmann, pelo superintendente do Aeroporto de Congonhas, Carlos Haroldo Novak, e pela equipe da Gerência de Obras.

jornal de turismo

INFRAERO


Deputado Flávio Dino elogia Infraero

Na tarde desta quinta-feira (29/4), o deputado federal Flávio Dino (PCdoB/MA) fez um pronunciamento na Câmara dos Deputados onde elogiou o trabalho desenvolvido pela Infraero na manutenção e modernização dos aeroportos brasileiros. "Acredito que a infraestrutura aeroportuária está em boas mãos, pois a Infraero tem investido de forma sistemática na ampliação e modernização dos nossos aeroportos.

O parlamentar destacou também o trabalho desenvolvido pela atual gestão da empresa - presidida pelo engenheiro Murilo Marques Barboza. "Queremos cumprimentar a atual Diretoria da Infraero, toda os seus membros, todo o seu corpo técnico e gerencial, na pessoa de seu Presidente, o competente, dedicado e probo Dr. Murilo Marques Barboza", disse o deputado.

Confira o discurso na íntegra:

"Sr. Presidente, senhoras e senhores, apesar do impacto da crise financeira mundial no desempenho da economia nos dois anos que se passaram, o Brasil tem crescido de forma sustentada nos últimos tempos.

A aviação comercial, um dos setores mais sensíveis a esse crescimento, tem expandido as suas operações em patamares superiores a 10% já há alguns anos. Estimativas divulgadas pela revista Veja mostram que a aviação civil deve crescer aproximadamente 36% apenas neste ano, em comparação com os números de 2009. Trata-se de um desempenho impressionante, senhoras e senhores. A previsão é de que o crescimento continue ainda por um bom tempo, uma vez que ele é reflexo da inclusão da nova classe média brasileira no transporte aéreo de passageiros.

Há bem pouco tempo, é bom lembrar, apenas cerca de 5% da população brasileira utilizava os aviões como meio de transporte. Essa inserção da classe média no transporte aéreo nos deixa extremamente feliz, porque mostra que a política econômica do Governo Lula tem dado claros sinais de sua eficácia, com o aumento significativo do consumo das classes de renda mais baixa. Lembremos que nesses 8 anos de Governo, que ora findam, mais de 20 milhões de brasileiros deixaram as classes D e E, alcançando patamares mais altos de renda e de bem-estar.

Sabemos, entretanto, Sr. Presidente, que o perfeito funcionamento do setor depende da integração de uma série de fatores: sistema de controle do tráfego aéreo, infraestrutura aeroportuária, organização e fiscalização da malha aérea e prestação continuada dos serviços por parte das companhias aéreas. Basta que um desses setores não funcione ou que funcione de forma precária para que todos os outros sejam afetados, comprometendo a eficiência do sistema.

É preciso, portanto, ficarmos atentos, pois o tão badalado e esperado crescimento econômico tem de vir acompanhado do desenvolvimento da nossa infraestrutura em todas as áreas, inclusive aeroportuária e dos meios de navegação aérea. Acreditamos que, quanto ao desenvolvimento da logística dos aeroportos, estamos no caminho certo, pois a INFRAERO tem empenhado grande esforço no sentido de cumprir seu plano de investimento voltado para a ampliação, modernização, operacionalidade e segurança da infraestrutura.

Em 2009, a INFRAERO investiu na modernização do Terminal 1 do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e avançou de forma significativa nas obras de reforma do Terminal 2. Também concluiu as obras do terminal de passageiros do Aeroporto de Cruzeiro do Sul, no Acre, e do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Boa Vista, em Roraima. Entregou ainda o terminal de logística de carga, da torre de controle e de edificações do controle de tráfego aéreo do Aeroporto Internacional de Fortaleza.

Estima-se que nos próximos 4 anos o Governo Federal irá investir R$6,6 bilhões em 28 aeroportos administrados pela INFRAERO, sendo que grande parte desses recursos será direcionada para as cidades que irão sediar jogos da Copa do Mundo de 2014. Para atender à demanda projetada para essas cidades, a INFRAERO irá investir em torno de R$5,4 bilhões, sendo R$434 milhões apenas para as cidades da região Nordeste.

A empresa também está firmando parcerias com o Exército Brasileiro, com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica — ITA e com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas — IPT, de São Paulo, com o intuito de retomar e concluir obras paralisadas nos aeroportos de Guarulhos, Goiânia, Vitória e Macapá. A empresa pretende utilizar a expertise dessas instituições para acelerar as etapas inconclusas desses empreendimentos, paralisados, em sua maioria, por determinação do Tribunal de Contas da União, em função de problemas na execução dos contratos.

Tenho conhecimento de que a empresa tem buscado, nos últimos tempos, estreitar o relacionamento com a Controladoria-Geral da União e com o Ministério Público Federal, com o objetivo de identificar possíveis problemas que possam ocorrer com as licitações das obras aeroportuárias, atuando previamente para evitar atrasos nos cronogramas e prejuízos ao Erário.

Entre as realizações da INFRAERO, quero destacar muito especialmente as obras projetadas e as em curso nos aeroportos de São Luís e de Imperatriz, no Maranhão, as 2 maiores cidades do Estado, com crescente movimento derivado de diversos fatores, notadamente turismo e novos investimentos públicos e privados, que estão em fase de implantação em solo maranhense.

Ainda em 2009, formulei a Indicação nº 5.199, requerendo providências administrativas por parte daquela empresa pública, as quais agora estou vendo concretizar, em favor da nossa população, dos trabalhadores que exercem suas atividades nos aeroportos e daqueles que nos visitam. Também em 2009, a nosso convite, esteve em visita técnica ao Maranhão o Dr. Murilo Barboza, atual Presidente da INFRAERO, que constatou pessoalmente a necessidade das providências então reclamadas.

Na ocasião, reuniu-se com empresários locais na sede da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão — FIEMA, sob a coordenação do Presidente Edilson Baldez, profissionais ligados ao trade turístico, funcionários da INFRAERO do aeroporto de São Luís, usuários de modo geral, comunidade política, que pode assim atestar a necessidade das obras então reclamadas, inclusive por intermédio da indicação que havia formulado perante esta Casa.

Graças a esses esforços, muito em breve serão concluídas importantes melhorias nos aeroportos do Maranhão, razão pela qual quero, desde logo, registrar o sentimento de gratidão dos maranhenses.

Além do robusto investimento previsto para os próximos anos, do qual já falamos, a INFRAERO tem buscado aprimorar a gestão dos aeroportos em funcionamento. Em 2009, trinta e dois aeroportos administrados pela empresa foram certificados dentro do Sistema de Gestão da Qualidade, com base nos requisitos da ISO 9001.

Enfim, Sr. Presidente, diversas ações estão sendo empreendidas pela INFRAERO com o objetivo de dotar o Brasil de infraestrutura aeroportuária adequada ao seu crescimento econômico. Evidentemente, isso não se faz do dia para a noite. É preciso planejamento, vontade política e eficiência administrativa.

Assim, acredito que a infraestrutura aeroportuária está em boas mãos, pois a INFRAERO tem investido de forma sistemática na ampliação e modernização dos nossos aeroportos. Sua diretoria tem pautado a gestão pela continuidade administrativa, o que se verifica pelo fato de os últimos Presidentes terem dado seguimento à implantação dos projetos definidos como prioritários pelo planejamento estratégico da empresa.

Essa gestão técnica e continuada torna possível desenvolver a logística aeroportuária dentro dos padrões de crescimento do movimento de passageiros nos terminais e diminui o peso das pressões externas sobre os dirigentes.

Gostaríamos — esse é o objetivo central deste pronunciamento que faço em nome do povo do Maranhão, mas tenho certeza de que também de outros Estados beneficiados por esses fatos que estou a elencar — de expressar nossa concordância com os rumos que estão sendo adotados pela INFRAERO na condução do processo de ampliação e modernização dos nossos aeroportos.

É evidente que, entre os diferentes modelos de administração aeroportuária adotados em outros países, podemos encontrar alguns tão ou até mais eficazes que o nosso. Temos de aprender permanentemente com as experiências internacionais em todos os setores, obviamente também no difícil, relevante e crescente desafiador tema da gestão aeroportuária.

Também é evidente que muita coisa ainda precisa ser feita nesse setorem termos de velocidade, bom atendimento, conforto dos passageiros, sobretudo, Como sabemos, nos momentos de pico da movimentação aeroportuária, quando as deficiências existentes se tornam mais nítidas para a percepção dos consumidores dos serviços prestados pela INFRAERO. Contudo, no âmbito do desenho institucional brasileiro e com as limitações orçamentárias impostas pelo cenário macroeconômico, a INFRAERO tem buscado de forma incontestável entregar ao País um sistema aeroportuário moderno, eficiente e seguro.

Essas conquistas se tornam ainda mais expressivas se nos lembrarmos do difícil ano de 2007, quando ocorreu o chamado Apagão Aéreo. Todos lembramos o debate que houve no Parlamento, na ocasião, bastante polarizado entre Governo e Oposição. Houve inclusive a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito.

Prognosticava-se, então, um cenário ainda mais sombrio para esse mundo da navegação aérea e da infraestrutura aeroportuária. Chegava-se a projetar que o apagão aéreo então vivenciado não seria episódico, conjuntural, contingencial, e sim algo que iria se impor como marca inafastável, indelével no nosso cenário institucional, na nossa vida social.

Decorridos 3 anos, nós podemos verificar que, felizmente para todos os brasileiros, para todo o nosso povo, esses prognósticos, esses exames prospectivos acerca do funcionamento dos aeroportos não se revelaram corretos, muito pelo contrário.

Na esteira daqueles fatos dramáticos ocorridos então naquele ano, assumiu o Ministério da Defesa, o — entre tantos títulos — ex-Deputado Federal e ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim, que mais uma vez demonstrou suas principais qualidades: espírito de liderança e competência para enfrentar grandes desafios.

Ouço com muita satisfação o Deputado Lira Maia, em seu aparte.

O Sr. Lira Maia - Deputado Flávio Dino, no momento em que V.Exa. faz um pronunciamento relacionando toda a atuação da INFRAERO, gostaria de cumprimentá-lo.

No caso de Santarém, no Pará — V.Exa. conhece essa realidade — , o movimento aéreo cresceu muito. Há um projeto aprovado pela INFRAERO, e no momento em que são relacionadas tantas obras neste País, faço aqui um registro da nossa vontade de que de fato a obra do terminal de passageiros do aeroporto de Santarém possa começar. Sabemos que a INFAERO tem tomado providências, que já foi feito o projeto executivo. No ano passado, tivemos um movimento de mais de 370 mil passageiros/ano, portanto de mais de mil passageiros por dia, o que jájustifica um terminal mais moderno, como os que a INFRAERO implanta em muitas partes deste País. Cumprimento V.Exa. pelo pronunciamento. Peço desculpas por aproveitar para fazer este registro de solicitação e peço a V.Exa. que transmita aos dirigentes da INFRAERO este nosso sonho. Já há um compromisso, e tenho certeza de que será cumprido. Muito obrigado.

O SR. FLÁVIO DINO - Posso assegurar a V.Exa., Deputado Lira, que o clamor que V.Exa. traz em nome do povo de Santarém será levado ao conhecimento da Diretoria da INFRAERO. V.Exa. é testemunha dos esforços que são feitos. Não tenho a felicidade de conhecer a sua cidade e a sua região, mas sei da importância de Santarém, e sem dúvida nenhuma o pleito é revestido de justiça, como todos os que V.Exa. traz a esta Casa em nome do povo do Pará, e me solidarizo com sua reivindicação e com a população de Santarém, porque sabemos todos nós da Região Norte e da Região Nordeste o quanto, infelizmente, os investimentos públicos por vezes são assimétricos.

A grande novidade que temos nesta era que o Brasil atravessa é se pautar como prioridade nacional o fim das desigualdades regionais, que se dão também no terreno da infraestrutura aeroportuária. Daí porque me associo a essa reivindicação.

Dizia há pouco, Sr. Presidente, nobres pares, que foi exatamente nesta quadra do chamado apagão aéreo que o ex-Deputado Federal, portanto ex-Parlamentar e nosso colega, e ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, assumiu o Ministério da Defesa demonstrando espírito de liderança e competência, o que fez com que buscasse recrutar os melhores quadros técnicos para auxiliá-lo nessa missão.

Faço questão de, entre tantos e tantos auxiliares de S.Exa. à frente dessa gigantesca tarefa que se desenrolou subsequentemente à crise aérea, elencar os nomes dos atuais Presidentes da INFRAERO, Dr. Murilo Marques Barboza, e da Agência Nacional de Aviação Civil — ANAC, Dra. Solange Paiva Vieira.

Para encerrar, Sr. Presidente, nobres Pares, queremos cumprimentar a atual Diretoria da INFRAERO, toda os seus membros, todo o seu corpo técnico e gerencial, na pessoa de seu Presidente, o competente, dedicado e probo Dr. Murilo Marques Barboza. Quero saudar todos os funcionários daquela empresa, especialmente os lotados no meu Estado, o Maranhão, pelo excelente trabalho desenvolvido até aqui.

Tenho certeza de que muito será feito por essa valorosa equipe em prol do transporte aéreo brasileiro, afinal estamos em um País que tem uma avenida de prosperidade econômica àsua frente, o que implica novos e crescentes desafios para os nossos serviços públicos.

Era o que tinha a dizer.

Muito obrigado".

Fonte: INFRAERO

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Noticias Brasil


Algumas reflexões sobre o nosso Galeão

A questão aeroportuária brasileira volta a ordem do dia. O Aeroporto do Galeão será o grande portão de entrada do país e estará pronto por obrigação nacionalista não apenas para a Copa com também para as Olimpíadas.
Por Adm. Vinicius Costa Formiga Cavaco

A questão aeroportuária brasileira volta a ordem do dia. O Aeroporto do Galeão será o grande portão de entrada do país e estará pronto por obrigação nacionalista não apenas para a Copa com também para as Olimpíadas.

Não se trata de uma previsão ou aposta otimista, mas é porque não há como ser diferente. Nas obras de recuperação, os técnicos das empreiteiras contratadas estão surpresos com a qualidade da estrutura física do terminal. Foi uma obra construída para durar, quando o dinheiro público era respeitado e o construtor era duramente fiscalizado.

O Galeão construído na época da antiga Arsa (Aeroporto do Rio de Janeiro S/A), foi feito dentro de uma relação de absoluta idoneidade entre a empresa de construção e o cliente público. Uma grande obra de concreto, premiada internacionalmente e feita para durar. A relação promíscua entre o contratado e contratante nas décadas seguintes fizeram do Brasil um canteiro de obras e de estradas solúveis, apodrecidas precocemente por um sistema corrupto que não zelava pela qualidade do patrimônio público.

Durante a construção do Galeão, se agrados existiram por parte dos construtores, eram pequenos excessos de relações públicas, nada comparado ao que ocorreu nos últimos anos.

O sistema aeroportuário brasileiro esteve durante décadas nas mãos de espartana gestão militar. A Infraero nasceu com este espírito e retornou às suas origens com uma exemplar despolitização dos seus cargos, que reservou apenas 12 funções de assessoria para não-funcionários. Até as diretorias ligadas a atividade fim são obrigatoriamente ocupadas por funcionários de carreira.

Mas o que tudo isso tem haver com o futuro do Galeão? Tudo! A recuperação tem uma dupla base sólida. Uma é a existência de uma colossal estrutura física que forma o complexo dos dois terminais, com as bases já prontas para receber mais dois. O sistema de esgoto, abastecimento e de infraestrutura elétrica foi feita para o projeto completo. Não evaporou para cobrir comissões.

Além de uma intervenção cosmética, sistemas mecânicos, com os de ar-condicionado, colapsaram pelo peso dos anos. Faltou força para atualizá-los, principalmente na era dos aeroshoppings.

Um Galeão novo vai surgir e neste caso surge o novo ingrediente: a gestão realizada por técnicos que fizeram a sua vida no dia a dia aeroportuário.

A despolitização da Infraero foi um dos maiores acertos da gestão do ministro da Defesa Nelson Jobim. Um legado que deveria ser aplicado em outras estatais.

Os funcionários de carreira da Infraero são o grande ativo da empresa. Existem hoje na ativa pelo menos duas gerações que foram criadas em um regime de austeridade e respeito à infraestrutura aeroportuária.

Quando a Infraero se transforma na Geni, em que todos jogam pedra, esconde-se um interesse de negociatas e empreiteiras. O Galeão é a maior área urbana do Rio. Não é apenas um terminal de passageiros, mas um latifúndio que envolve um possível pólo industrial. Os interesses na privatização do aeroporto do Rio são revelados pela agressividade da mídia e de como alguns colunistas e veículos se colocam a serviço deste jogo imobiliário.

Neste tiroteio, os funcionários da Infraero mantém a máquina funcionando e a empresa faz o seu dever de casa. A solução dos problemas existentes não são mais varridos para baixo do tapete. Neste contexto, a empresa tem a sorte de ser comandada por um carioca, Murilo Marques Barboza, que sabe da missão histórica que lhe foi confiada.

Teremos um Aeroporto Internacional do Galeão Maestro Antonio Carlos Jobim pronto para receber os visitantes da Copa e das Olimpíadas. Precisamos confiar na estrutura pré-existente e em uma equipe de funcionários que sabem da sua missão. Não devemos é deixar contaminar os ouvidos e as idéias com o choro de parte da imprensa que se coloca a serviço de interesses inconfessáveis.

Cláudio Magnavita, Presidente da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet), membro do Conselho Nacional de Turismo e Presidente da Aver.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Noticias Brasil

A mudança da marca Ocean Air Linhas Aéreas para Avianca, anunciada ontem, deve refletir positivamente nos voos da companhia que operam no Paraná. Apesar do Estado não ser destino inicial ou final de nenhuma das rotas da empresa, o diretor-executivo da companhia, Renato Pascowitch, admitiu um possível aumento no número de voos a partir do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, principalmente com destinos ao Rio Grande do Sul e à região Centro-Oeste.
“As operações diárias que temos para Curitiba são consagradas e bem ocupadas. São voos bastante interessantes, nos quais nós apostamos muito”, afirmou Pascowitch a O Estado. Atualmente, a rota que faz escala na capital paranaense vem de Porto Alegre, segue para Campo Grande e Cuiabá, e faz o caminho de volta, uma vez por dia.
A previsão da Avianca é que, com a adição, até o fim do ano, de quatro novas aeronaves do modelo Airbus A319 à frota (a primeira já deve começar a operar nos próximos dias), a empresa deve contar com mais voos para os mesmos lugares em que já atua. Hoje, a companhia opera com 14 aeronaves Fokker MK28.
Em relação ao mercado, o executivo ressaltou que a tendência atual é de uma boa demanda na baixa estação. Isso, para ele, deve refletir em mais voos disponíveis colocados em operação pelas companhias.
E, apesar de não necessariamente ocorrer queda nos valores das passagens, os bilhetes estarão cada vez mais acessíveis, especialmente por conta do aumento da oferta de crédito.
Para concorrer nesse mercado (composto principalmente pela classe C), a empresa deve criar parcelamentos de até 24 vezes hoje, as parcelas chegam no máximo a 10, dependendo da promoção.
A alteração de marca foi feita via um contrato de uso do nome Avianca pela Ocean Air, que do ponto de vista jurídico continua sendo Ocean Air. Isso porque o grupo Taca-Avianca também pertence ao grupo Sinergy, do empresário German Efromovich, e que também detém a Ocean Air.
Com relação a participação societária, o grupo está trabalhando para que a Avianca Internacional incorpore a participação na OceanAir que a legislação brasileira permitir o mais rápido possível. Pela atual legislação, os estrangeiros podem deter até 20% de participação em companhias brasileiras.

www.parana-online.com.br

Noticias Brasil

OceanAir adota marca Avianca e apresenta primeiro A319

A OceanAir anunciou hoje que passa a operar com a marca Avianca, maior companhia aérea da Colômbia, que é controlada pelo empresário boliviano naturalizado brasileiro German Efromovich, através do grupo Synergy Aerospace. Segundo o presidente da OceanAir, José Efromovich, irmão de German, foi assinado um contrato formal sem remuneração para uso da marca, portanto, a razão social da companhia permanece OceanAir. O site da empresa passa a adotar o nome Avianca a partir de hoje.
A empresa também anunciou a operação nos próximos dias de seu primeiro Airbus A319. Com capacidade para 132 passageiros, a aeronave tem configuração de classe única. “Esse avião poderia ter 150 lugares, mas optamos por oferecer mais espaço”, diz o executivo. A empresa receberá o segundo A319 no final de maio, o terceiro entre o final de junho e início de julho e o quarto até dezembro. Com a chegada dos novos aviões, a companhia aérea prevê um crescimento de 30% em 2010 em receita e oferta de assentos. “Com isso, nossa participação de mercado deve ficar próxima de 4% até o final do ano.” Em participação no mercado interno, no momento a OceanAir ocupa a sexta posição, com 2,5%.
Nos próximos dois meses, o primeiro A319 percorrerá a rota Porto Alegre, São Paulo, Brasília e Salvador. Com a entrada em operação do segundo Airbus, essa aeronave será destacada para a ponte aérea Rio-São Paulo.
Foram investidos US$ 250 milhões neste ano, dos quais US$ 200 milhões para a compra de aviões. Depois da reestruturação, anunciada em abril de 2008, agora a empresa se diz preparada para crescer. “Na ocasião reduzimos frota e pessoal, mas estamos prontos para retomar o espaço perdido”, acrescenta Efromovich.
Segundo Renato Pascowitch, diretor executivo da companhia, os programas de relacionamento de ambas permanecem inalterados. “Estamos trabalhando para a integração dos programas de fidelidade, mas por enquanto os clientes continuam sendo atendidos de forma separada”.
Conforme a companhia, a Avianca planeja comprar mais aeronaves em 2011, mas isso dependerá da evolução do mercado. Desde 2008, quando teve início o projeto de renovação da frota, o grupo Synergy já investiu US$ 6 bilhões.
Interesse em IPO
Perguntado sobre o interesse da companhia em abrir capital, Efromovich lembrou que a Avianca se preparou para lançar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2008, mas desistiu em razão da piora nas condições de mercado. “Hoje diria que isso não é considerado prioridade, mas no médio prazo posso dizer que sim, avaliamos a questão”, afirmou o executivo.
Com relação aos planos de novas rotas, o presidente da companhia diz não ter planos de entrar em novos mercados ou trocar os Fokker MK28 que opera. “Atualmente temos 15 desses voando na Colômbia e 14 no Brasil e não temos nenhuma intenção de aposentá-los”.
A companhia aérea colombiana, fundada em 1919, já havia anunciado em outubro do ano passado fusão com o Grupo Taca, de El Salvador, que é controlado pela família Kriete. O negócio resultou na criação de uma das maiores empresas aéreas da América Latina, com receita anual de quase US$ 3 bilhões e com atuação em toda a região. German Efromovich controla 67% da nova companhia por meio de sua holding Synergy Aerospace e a família Kriete possui os outros 33% de participação. O Grupo Taca possui um conjunto de companhias independentes na América Central e no Peru, enquanto a Avianca é dona da OceanAir e da equatoriana VIP.
Fonte: Agência Estado

Noticias Brasil

Avianca-TACA pretende encomendar novos jatos regionais e turbo-hélices

Os Fokker 50 que eram da OceanAir estão na Avianca
O CEO da Avianca-TACA, Fabio Villegas, anunciou que o grupo planeja selecionar até o final deste ano dois novos tipos para integrar sua frota, sendo um modelo de jato regional e um turbo-hélice, informou a ATI.
O objetivo será a substituição gradual dos Fokker 100 atualmente operados pela Avianca e pela OceanAir (que ainda este mês passará a se chamar Avianca Brasil), e dos Fokker 50 operados também pela Avianca e ATR-42 das empresas afiliadas à TACA.
Segundo Villegas no momento estão sendo considerados diversos fabricantes tanto para a aquisição dos jatos quanto dos turbo-hélices, sendo inclusive ressaltado no caso dos primeiros que, mesmo já sendo operada pela TACA uma frota nova de EMBRAER 190, isso não significa que há preferência por qualquer fabricante. Optando-se por outro avião – estão sendo avaliados jatos regionais da Bombardier, Sukhoi e Mitsubishi, além da EMBRAER – os brasileiros seriam substituídos.
Feita a escolha, a renovação terá início em 2012 com a retirada de serviço dos primeiros Fokker 100 e 50 da Avianca e, posteriormente, dos aviões das demais empresas do grupo.
Além dos planos referentes às aeronaves regionais, o executivo destacou os objetivos do grupo em relação ao restante da frota, mantendo o foco na padronização dos narrowbodies com os Airbus da família A320 já operados por Avianca e TACA e que, este mês, passaram a ser incorporados pela Oceanair com o recebimento de seu primeiro A319. Somando-se a essas três empresas, a partir do segundo semestre também a AeroGal, outra integrante do grupo, receberá seus primeiros A320, com a chegada programada de dois aviões.
Por fim, a malha de longo curso também poderá ter novidades, estando sob avaliação a possibilidade da TACA passar a realizar voos ligando a América Central à Europa. Atualmente a única empresa do grupo a realizar voos intercontinentais é a Avianca, e para que a TACA possa se tornar a segunda está sendo avaliada a transferência de dois Airbus A330 que seriam recebidos pela Avianca em 2011 para a companhia salvadorenha.
Fonte: Contato Radar

Noticias Brasil

Secretaria dos Transportes estuda proposta de redução para o pedágio

A Secretaria dos Transportes deve concluir, nas próximas semanas, estudo técnico e jurídico, que vai servir de base para negociação da redução das tarifas de pedágios no Paraná. O anúncio foi feito pelo secretário, Mário Stamm Júnior, em entrevista à rádio Bandnews na segunda-feira (26). Segundo Stamm, o estudo foi determinado pelo governador Orlando Pessuti e leva em consideração os dados e levantamentos feitos pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) desde 1998, com mais destaque aos realizados a partir de 2003.

“Já possuímos muitas informações, o que temos que encontrar agora é uma proposta, para ser debatida e aceita com boa vontade de ambas as partes”, explicou Stamm. Assim que o estudo estiver concluído, será debatido com o governador, para, então, abrir o diálogo com as concessionárias. “Pessuti vai ser o condutor do processo, fundamentado em aspectos técnicos e embasado em questões jurídicas essenciais. Será uma solução definitiva que pode servir de exemplo para outras soluções nacionais e dos programas futuros que possam ser implementados em outros Estados.”

Um dos focos do debate com as empresas é a consolidação de dois corredores rodoviários duplicados. Um, ligando Apucarana a Ponta Grossa, e outro, de Medianeira, Cascavel e Ponta Grossa. “Essas obras fazem parte da análise conjunta que estamos desenvolvendo. O pedágio precisa de uma solução, mas essa tem que estar atrelada ao desenvolvimento da infraestrutura logística do Estado”.

Stamm explicou que cada negociação possui a sua peculiaridade já que são seis concessionárias, contudo adiantou que os debates passarão pela execução de outras obras, termos aditivos, taxa interna de retorno e o contencioso jurídico. “A tese não deve se concentrar em um ponto ou outro, mas em vários pontos. Temos que encontrar um modelo, uma remodelagem, uma nova forma de solucionarmos. E o Paraná pode ser dentro dessa ação pode ser o criador de uma nova teoria para o tema.”

MULTIMODALIDADE – O secretário explicou ainda que a Secretaria de Transportes iniciou estudo para integrar os diferentes modais de transporte no Paraná – rodoviário, ferroviário, aeroviário e portuário. “Estamos trabalhando para dar encaminhamento a estudos e projetos para resolver gargalos operacionais com o objetivo de aumentar a competitividade e reduzir o custo do transporte no Paraná”.

Stamm lembrou que já estão incluídos na segunda etapa do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal cerca de R$ 300 milhões para a construção da terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais. “Estamos em contato com a Infraero para trabalharmos juntos na definição do projeto e no estudo das desapropriações necessárias. Essa nova pista vai tornar o aeroporto em um concentrador e distribuidor de cargas na região Sul”.

Junto com o Afonso Pena, a secretaria também vai ampliar os estudos para o fortalecimento da infraestrutura na região de Londrina, de Cascavel, do Sudoeste, de Ponta Grossa e os campos gerais e do Litoral. “Temos que ter visão futura, trabalhar para resolver problemas e encaminhar projetos”.

noticias horahnews

INFRAERO


Restrições a voos por causa de neblina devem durar mais três anos no Salgado Filho
Ampliação da pista do aeroporto, que permitirá o sistema antineblina, deve demorar pelo menos 36 meses

Devem surgir no Rio Grande do Sul esta semana as primeiras brumas dos nevoeiros que costumam atormentar a região. E gaúcho que tem compromisso com hora marcada, em outras partes do país, pode se munir de muita paciência.

Éque voar nos céus de Porto Alegre, nas manhãs de maio a agosto, vai se tornar loteria. Calvário que vai se prolongar, pelo menos, pelos próximos invernos. Tudo porque a ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho, dos atuais 2.280 metros de comprimento para 3.200 metros, não sai antes de três anos. E, sem ela, não pode ser instalado o equipamento ILS-2 (Instrumental Landing System, categoria 2), que propicia pousos e decolagens em dias de pouca visibilidade.

A previsão é de que a remoção de vilas situadas na cabeceira, o aumento da pista e a instalação da aparelhagem estejam concluídas até julho de 2013 – mas essa é uma perspectiva otimista. As três providências, fundamentais para driblar a neblina, são cogitadas desde 1997 e foram sucessivamente adiadas. Só agora começam a sair do papel.

A primeira novela a ser resolvida é a remoção de duas vilas e de parte das residências de um bairro situados na cabeceira da pista do Salgado Filho. São 2.978 famílias, das vilas Dique, Nazareth e do bairro Jardim Floresta, que impedem a ampliação da pista do aeroporto em 920 metros. O aumento é vital para a instalação de equipamentos mais modernos para voo em neblina, que vão evitar, por exemplo, que a empresa aérea gaste R$ 19,3 mil adicionais cada vez que uma aeronave não consegue pousar em Porto Alegre.

Para instalar os dois conjuntos de aparelhos que compõem o ILS-2, o glideslope e o localizer, é necessário colocá-los onde estão hoje as vilas. Mesmo que a retirada de casas seja rápida, só as obras nas pistas levarão três anos, porque é necessário aterramento de áreas alagadiças e descanso do terreno, antes de pavimentá-lo. Mas o superintendente regional da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Jorge Herdina, não perde o otimismo.

– Para quem esperou 15 anos, estamos na reta final. Em 2013 o aparelho deve estar instalado, até porque vem aí uma Copa do Mundo. E os nevoeiros, que existem, afetam cerca de 1% do total de horas de funcionamento do aeroporto – minimiza Herdina.

Entenda o problema do aeroporto

Menos de 10% das casas removidas

O poder público conseguiu concretizar, até agora, menos de 10% da sua meta de remover 2.978 residências situadas nas cabeceiras do aeroporto.

Desde outubro, foram transferidas 152 famílias da Vila Dique. Foram em três etapas, a última em março, para sobrados construídos pelo Departamento Municipal de Habitação (Demhab) para uma área nas proximidades da Avenida Bernardino Silveira Amorim, no bairro Rubem Berta. A previsão é de que todas as 1.476 famílias da Dique sejam transferidas até 2011.

Com relação a 1.322 famílias da Vila Nazareth, sequer existe terreno disponível. Três áreas estão sendo estudadas para compra e construção de residências. De forma paralela, o Estado deve adquirir ainda áreas para realocar 200 famílias do Jardim Floresta.

É provável que a transferência total das quase 3 mil famílias leve 10 anos e custe R$ 1,1 bilhão.

Só que, com 500 residências transferidas – as situadas diretamente na cabeceira da pista – a Infraero considera que será possível ampliar a área de decolagem. Essas remoções podem se concretizar em pouco mais de um ano. Enquanto isso, a Infraero trata de alargar a pista, dos atuais 42 metros para 45 metros, além de sete metros de acostamento. As obras são feitas à noite, para não atrapalhar os voos.

humberto.trezzi@zerohora.com.br

sábado, 24 de abril de 2010

INFRAERO


Presidente da Infraero se reúne com governador do Espírito Santo


O presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, reuniu-se nesta sexta-feira (23/4) com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, no Palácio Anchieta, em Vitória (ES). No encontro, foram discutidas as obras a ser realizadas pela Infraero no Aeroporto de Vitória/Eurico de Aguiar Salles, entre outros assuntos de comum interesse da empresa e do Estado.
Murilo Barboza disse a Hartung que já estão contratadas as obras de instalação do Módulo Operacional no aeroporto, que vai ampliar a capacidade de embarque e desembarque do terminal e ter área total de 2,25 mil m². “O Módulo Operacional vai garantir o conforto dos passageiros enquanto damos seguimento às obras de modernização do aeroporto”, disse Murilo. A previsão é que o Módulo seja instalado até setembro próximo.
Também com relação aos projetos de modernização, o presidente antecipou que, na segunda-feira próxima (26/4), os diretores de Operação e de Engenharia e Meio Ambiente da Infraero estarão no Espírito Santo para uma reunião com representantes do Ministério Público Federal a fim de oferecer os esclarecimentos necessários quanto à extensão da nova pista de pousos e decolagens projetada para o aeroporto. “Queremos garantir o reinício das obras. Já estamos tratando desse assunto por meio de nossa área jurídica para agilizar ao máximo a continuidade dos trabalhos", afirmou Murilo, ressaltando que Anac e Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) são os órgãos normativos da questão.
Segurança de Voo
Outra boa notícia anunciada pelo presidente da Infraero foi o início do processo de compra, para futura implantação no aeroporto, de um ILS – sob coordenação do Comando da Aeronáutica. O ILS é um equipamento que possibilita segurança nas operações de pouso em condições adversas, como chuva ou neblina. O presidente da Infraero também ressaltou que está em negociação entre Infraero e Decea uma parceria para que seja viabilizado o fornecimento à Torre de Controle do Aeroporto de Vitória das informações obtidas pelo radar de aproximação do CINDACTA-1, localizado no Morro Santa Tereza.
Desde março, a segurança dos pousos e decolagens realizados no aeroporto foi reforçada com a implementação de novos procedimentos de navegação aérea, visando à melhoria das operações. As novas medidas permitem operações por instrumentos, pela cabeceira sul, proporcionando maior fluidez nas operações e na liberação do espaço aéreo.
O governador Hartung solicitou à Infraero uma análise sobre a tendência de aumento das operações com helicóptero verificadas no Aeroporto de Vitória. Para tanto, o presidente Murilo se propôs a intermediar uma reunião entre Infraero, Decea e Governo Estadual para tratar da criação de um corredor visual de aproximação de helicópteros.
“A Infraero só nos trouxe boas noticias hoje”, disse Hartung. “Há um caminho para a retomada das obras no aeroporto, com uma agenda de trabalho produtiva e positiva. A economia no Espírito Santo melhorou e a atividade aeroportuária é importante para o desenvolvimento do Estado”, completou o governador.


Assessoria de Imprensa – Infraero

terça-feira, 20 de abril de 2010

Noticias Brasil

Projeto para ampliar Cumbica está em fase final, diz estatal

A Infraero afirma que o projeto básico para o terceiro terminal de Cumbica, obra mais importante para ampliar a capacidade operacional do aeroporto, “está em fase final de licitação internacional”. Segundo a estatal, a primeira fase estará concluída em novembro de 2013. Com o terceiro terminal, Cumbica terá sua capacidade ampliada para 30,5 milhões passageiros por ano.

Para contornar o atraso do novo terminal, a Infraero planeja instalar em Guarulhos (Grande São Paulo) dois módulos operacionais que, segundo a estatal, têm o mesmo padrão de conforto das salas de embarque e desembarque convencionais.

O primeiro deles deve ser contratado ainda neste ano e, quando ambos estiveram prontos, o que deve ocorrer em 2014, Cumbica poderá receber 36 milhões de usuários/ano -no ano passado foram 21,7 milhões de passageiros.

O cronograma de obras contempla investimentos de R$ 952 milhões até 2014, verba que será destinada à fase 1 do novo terminal, aos módulos, aos pátios e a uma nova pista de taxiamento de aeronaves.

“Os investimentos realizados em pista e pátio vão ampliar a capacidade de processamento de aeronaves. Todavia, vale destacar que atualmente a pista de pousos e decolagens de Guarulhos atende com folga à demanda”, afirma a empresa, em nota enviada à reportagem.

Também foi contemplada no investimento da empresa a ampliação do número de guichês de atendimento da Polícia Federal na área internacional do aeroporto de Guarulhos, sendo de 12 para 18 no desembarque e de 10 para 14, no setor de embarque do aeroporto.

“A Infraero vai investir em 2010 cerca de R$ 7 milhões para adequação das áreas de embarque e desembarque em Guarulhos. Esse tem sido o compromisso da Infraero na gestão dos seus aeroportos: mantê-los funcionando em tempo integral com segurança e eficiência”, diz a nota.

Ainda em defesa de seu padrão operacional, a estatal afirmou que o índice de pontualidade de voos durante a última temporada 2009/2010 ficou em torno de 84%. “Nos últimos três anos não há registro de transtornos que desrespeitem o passageiro.”

Fonte: Folha de SP

sábado, 17 de abril de 2010

INFRAERO


Funcionários do Afonso Pena participam de simulação de acidente aéreo
Exercício prático serve como teste final para alunos que vão integrar o Corpo de Voluntários de Emergência

Fogo, muita fumaça e diversas vítimas feridas. Este foi o cenário montado para a simulação de um acidente aéreo, realizado no início da tarde desta sexta-feira (16) no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (RMC). Ao todo, cerca de 300 pessoas participaram do procedimento utilizado como avaliação final para os alunos que vão fazer parte do Corpo de Voluntários de Emergência (CVE).

Antes da simulação, cerca de 80 pessoas se aglomeraram próximo ao setor de desembarque do aeroporto. Todos ansiosos para acompanhar o “acidente”. Entre os que aguardavam, estavam socorristas, estudantes do curso de enfermagem e técnicos da área. Elizete Luzia Mueller foi acompanhar o treinamento pela primeira vez. “Vamos só observar, mas vendo tudo na prática aprendemos mais do que em sala de aula”, diz a técnica em enfermagem.

Atores que vão se passar por feridos se reúnem antes do início do "acidente"
Estudantes e profissionais da área aguardam o início do treinamento no saguão do aeroporto

Saiba mais
Aparelho permitirá que Aeroporto Afonso Pena opere sem visibilidade Aeroporto Afonso Pena reabre após três horas fechado por nevoeiro Três ônibus da Infraero levaram os espectadores e os atores para o local da simulação, uma área afastada, a cerca de 500 metros das pistas do Afonso Pena. Em um grande retângulo montado, foram despejados diversos barris com combustível. Com os “feridos” posicionados nos locais estipulados e com o início do fogo, o acidente aéreo, enfim, tomou forma.

Não bastasse o dia ensolarado, as volumosas labaredas que chegaram a pelo menos quatro metros de altura ajudaram a aumentar o calor no local. Apesar do “clima quente”, os bombeiros e voluntários envolvidos na operação têm que demonstrar frieza na hora de resgatar as pessoas. “Vendo tudo de perto, tentamos ver o jeito que eles abordam as vítimas, como eles agem no local do acidente”, relata Cláudia Germano, que participa de um curso para se tornar socorrista.

Funcionários voluntários

O Corpo de Voluntários de Emergência (CVE) é formado por funcionários do aeroporto que, em um eventual desastre aéreo, são deslocados para prestar os primeiros socorros às vítimas. Uma turma, com uma média de cem alunos, é formada a cada ano.

Em uma situação real de acidente, a torre de controle do aeroporto aciona o Centro de Operações Aeronáuticas que vai reunir os voluntários da emergência e enviá-los para o local da ocorrência. Lá eles fazem os atendimentos iniciais aos feridos e aguardam a chegada dos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate).

“Cumprimos a exigência de uma legislação internacional importante, pois temos dentro da comunidade aeroportuária pessoas preparadas para uma situação emergencial”, afirma o diretor da Infraero no aeroporto, Antônio Pallu.

Em 2010, são 120 novos trabalhadores que passam a fazer parte do CVE. Todos passaram por uma semana de treinamento com instrutores do Samu de São José dos Pinhais. Segundo informações do Aeroporto Afonso Pena, atualmente, cerca de mil pessoas integram o corpo de voluntários.

Adriano Ribeiro / Gazeta do Povo

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Noticias Brasil

Afonso Pena ganhará ILS-3, afirma Infraero

Aeroporto será o primeiro do país a receber o instrumento, que permite o pouso de aeronaves mesmo com pouca ou nenhuma visibilidade

O Ministério da Defesa e a Infraero se comprometeram a instalar, até o fim de 2011, um aparelho que pode acabar com os atrasos e cancelamentos de voos provocados por nevoeiros no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. Antiga reivindicação de empresários e entidades do estado, o sistema de pouso por instrumentos ILS-3 – mais avançado que o existente hoje no terminal (ILS-2) – permite que os aviões se aproximem da pista de pouso com pouca ou nenhuma visibilidade, dependendo da especificação do aparelho.

Em reunião com o governador Orlando Pessuti na quarta-feira, o ministro Nelson Jobim afirmou que o terminal paranaense será o primeiro do país a receber o ILS-3, com prioridade sobre os outros dois que devem ser contemplados com o sistema, o de Guarulhos (SP) e o do Galeão (RJ). A instalação do sistema no Afonso Pena já foi aventada em várias ocasiões, mas o governo federal nunca havia se comprometido a executá-la. Pessuti disse ontem que a compra do ILS-3 será feita com recursos da Infraero e que não vê possibilidade de o compromisso ser desfeito. “Isso já está definido, não é preciso apresentar algum projeto ou algo diferente.”

Apesar desse otimismo, o custo do sistema não foi divulgado, e a Infraero ainda não iniciou a licitação para comprar o aparelho. Além disso, a instalação do ILS-3 pode não significar melhora imediata para as condições de pouso no Afonso Pena, adverte João Carlos Mattioda, professor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da Universidade Tuiuti do Paraná. “Teoricamente, o sistema acabaria com os cancelamentos de voo por falta de visibilidade, e a maioria das aeronaves que voam no país já conta com equipamentos compatíveis com ele. O problema é que os tripulantes [pilotos e co-pilotos] têm de estar capacitados para operar esse sistema, e não creio que as companhias aéreas vão investir em treinamento em massa para isso. O risco é o ILS-3 ficar subutilizado.”

* Saiba mais
* Aeroporto Afonso Pena deve passar por melhorias. Veja o que já está previsto nos PAC 1 e 2

Terceira pista

Durante o encontro em Brasília, também ficou definido que uma equipe da Infraero estará em São José na próxima semana para determinar a “poligonal” da chamada “terceira pista” do Afonso Pena, ou seja, o espaço necessário para o empreendimento. “Depois disso, nossa tarefa será começar o trabalho de desapropriação dessas áreas”, disse Pessuti. Segundo ele, o projeto da nova pista – que provavelmente terá 3,4 mil metros de extensão, 1,2 mil a mais que a pista principal usada hoje – ficará pronto em 2011, o que permitirá o começo dos trabalhos. A prefeitura de São José informou recentemente que 200 lotes teriam de ser desapropriados, a um custo estimado de R$ 75 milhões.

Promessas

O governo federal também prometeu que, até o fim de 2011, vai executar a construção de novos “fingers” (passarelas que ligam o terminal de passageiros às aeronaves), melhorias no pátio de aeronaves e no terminal de passageiros do Afonso Pena. Cerca de R$ 72 milhões serão destinados a essas obras, segundo o empresário Valmor Weiss, que coordena o Grupo de Trabalho Pró-Afonso Pena e participou da reunião de quarta-feira. Assim como a terceira pista, que tem custo estimado de R$ 320 milhões, alguns desses projetos fazem parte da segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), anunciada no mês passado.

Essas e outras obras, no entanto, foram anunciadas diversas vezes nos últimos anos, até mesmo em três “PACs” diferentes – e a Infraero nem sequer conseguiu concluir as licitações para elas. Ampliações do pátio de aeronaves e do terminal de cargas, por exemplo, fazem parte do primeiro PAC, de 2007, e deveriam receber investimentos de R$ 29,1 milhões até o fim deste ano, mas não saíram do estágio embrionário de “ação preparatória”. A Gazeta do Povo enviou ao Ministério da Defesa questões sobre custos e prazos dos projetos anunciados, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.

Fonte: Fernando Jasper e André Gonçalves

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Noticias Brasil

O servo Jabour
As críticas do deputado Fernando Marroni (PT-RS) chegam em boa hora, Jabour desfruta de espaços privilegiados na Rede Globo e CBN e não encontra nenhum contraponto, pelo contrário, comentaristas como Miriam Leitão, Carlos Alberto Sademberg, Merval Pereira e Lúcia Hipólito reproduzem a opinião dos donos dos meios de comunicação, concessões públicas que deveriam, no mínimo contemplar a pluralidade de opiniões da sociedade.

Onde está o espaço para o contraditório e a divergência de opiniões? Por que estas empresas não tem entre seus quadros comentaristas que expressem outras visões de sociedade e e de Estado? A resposta é simples, os donos da mídia temem a democratização do setor, temem perder seu poderio, a propriedade cruzada dos meios de comunicação e outros benefícios acumulados em décadas de hegemonia.

Desta forma, Jabour segue a tendência de outros articulistas que servem ao "bom patrão", reforçando a imagem radical dos adversários e colorindo a experiência privatista que rendeu ao Brasil não uma mas décadas de atraso. A resposta do deputado Marroni merece ser repercutida entre os que desejam um país mais justo, democrático e moderno.

Marroni: ataques de Arnaldo Jabor mostram desespero pré-eleitoral

O deputado Fernando Marroni (PT-RS) criticou hoje (15) duramente o comentarista Arnaldo Jabor, da Rede Globo de Televisão, por usar o espaço na emissora para disseminar preconceitos contra o povo brasileiro e o governo Lula. O parlamentar rebateu as críticas de Jabor à pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, à Infraero e aos aeroportos brasileiros. O deputado classificou os ataques neoliberais de Jabor como um "desespero pré-eleitoral" ocasionado pelo crescimento da candidatura da ex-ministra Dilma.
O ex-cineasta comentou que a classe média está andando de avião e que os aeroportos estão insuportáveis. Mas, conforme Marroni, Jabor esqueceu de dizer que essa classe média que agora passou a viajar de avião surgiu com o governo Lula, por meio de políticas públicas que engrossou esse segmento da população com mais de 30 milhões de pessoas. "Eram camadas mais baixas da população, que, de pobres, passaram a ter poder aquisitivo para andar de avião através do Brasil", disse o parlamentar.

Marroni também defendeu a Infraero- empresa estatal que administra os aeroportos brasileiros- dos ataques do comentarista da rede Globo. Na análise de Marroni, os ataques "histriônicos" de Jabor se devem ao fato de a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, ter declarado que não vai privatizar a Infraero.

"Bem se percebe que o hoje cronista eletrônico parou no tempo e gravita em um mundo irreal de políticas governamentais ultrapassadas" , disse o parlamentar. Para Marroni, o comentário feito na tevê, uma concessão pública, visa claramente a dar força ao projeto neoliberal com o qual o pré-candidato tucano José Serra irá disputar as eleições deste ano.

"Jabor, do alto de sua intelectualidade esnobe, faz piadas irônicas com os brasileiros que a custo de trabalho duro conseguiram mudar de vida graças à estabilidade econômica do governo do presidente Lula", disse Marroni. Segundo ele, Jabor usa a tevê como "palanque eletrônico" e deixa clara sua estratégia para beneficiar a oposição e defender a volta do neoliberalismo do governo FHC (1995-2002), marcado pelas privatizações, terceirizações e desemprego.

Marroni ainda questionou Jabor por seus "tons dramáticos, em encenação televisiva", com o objetivo de tentar fechar os olhos da população para os grandes investimentos e para os esforços feitos pelo Governo Lula para acelerar o crescimento do país e levá-lo à condição de quinta maior economia do mundo, com geração de emprego, justiça social e distribuição de renda.

Fonte: PT na Câmara

Noticias Brasil


Pessuti define com ministro Jobim melhorias em aeroportos do Paraná
O governador Orlando Pessuti esteve nesta quarta-feira (14), em Brasília, com o ministro Nelson Jobim e dirigentes da Infraero, no Ministério da Defesa. Em pauta estavam os investimentos que o Governo Federal vai realizar nos aeroportos do Paraná, beneficiando o turismo e o transporte de cargas no Estado.
“Conversamos sobre os grandes investimentos que o Ministério da Defesa começa a fazer nos nossos aeroportos. A aquisição do aparelho ILS3 irá trazer grandes avanços porque vai permitir pousos e decolagens de aviões mesmo sem nenhuma visibilidade”, disse o governador.

O Ministério da Defesa está adquirindo três aparelhos ILS3, que servem de localização do piloto em relação à pista, para atender os aeroportos Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Galeão, no Rio de Janeiro e Guarulhos em São Paulo.

O aeroporto paranaense será o primeiro da América Latina a contar com o equipamento de localização por radar, por registrar mais ocorrências de atrasos e cancelamentos de vôos por falta de visibilidade. O equipamento deve ser instalado no próximo ano.

Além desse equipamento, o Ministério da Defesa prevê investimentos de R$ 73 milhões, que serão feitos até 2013 no aeroporto Afonso Pena. Entre as obras previstas estão a ampliação do terminal de passageiros e da área de manobras dos aviões, melhorias na infraestrutura das pistas e a construção de uma terceira pista para pousos e decolagens.

Já está agendada para as próximas semanas a visita de técnicos do Ministério da Defesa e da Infraero à Curitiba para o início dos estudos de viabilização da construção da terceira pista.

“Os estudos vão nos informar a área que terá que ser desapropriada e eventualmente desocupada para podermos iniciar os projetos de engenharia para a construção”, disse Pessuti.

A construção da nova pista possibilitará ainda a vinda de aviões cargueiros, beneficiando as exportações paranaenses e a instalação de linhas internacionais ligando Curitiba à Europa, Ásia e Oriente Médio. Estão previstos ainda investimentos no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e de Londrina.

“Essas obras que vão beneficiar os três aeroportos paranaenses, que são de responsabilidade da Infraero, também visam a qualidade dos serviços que serão oferecidos tendo em vista a Copa do Mundo de 2014”, ressaltou.

AMBULÂNCIAS – O ministro Nelson Jobim também adiantou ao governador que os aeroportos de Cascavel e de Pato Branco – que será inaugurado ainda este ano – receberão uma ambulância.

“O ministro também prometeu se empenhar para equipar o aeroporto de Maringá com o veículo”, disse o governador.

Também participaram da reunião os secretários chefe de gabinete, André Pegorer, especial para Assuntos da Copa do Mundo, Wilson Portes, coordenador de aeroporto da comissão Pró-Copa, Valmor Weiss, assessor especial da presidência da Infraero, Ivan Golçalves, secretária interina de Aviação Civil, Fabiana Todesco, chefe de gabinete do ministro, Cleso José da Fonseca e o deputado federal Osmar Serraglio.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Noticias Brasil

Neeleman apontou a falta de infraestrutura dos aeroportos

David Neeleman, presidente da Azul, apontou a falta de infraestrutura dos aeroportos brasileiros e a burocracia para investimentos como um dos grandes problemas do setor aéreo no país.

Segundo o empresário a previsão é de que três vezes mais pessoas passem a utilizar o transporte aéreo, o que implica a necessidade de 300 novas aeronaves e quatro mil pilotos, além da melhor utilização dos aeroportos.

“O mercado de aviação no Brasil poderia ser quatro vezes maior, mas com a infraestrutura que temos hoje não há condições de todo mundo voar. A Infraero, como instituição do governo, está amarrada, é muita burocracia. Só para pintar um pátio no aeroporto demora um ano", criticou Neeleman.

Para o palestrante, uma das saídas seria transformar a Infraero em um órgão independente do governo, dotado de um conselho de administração transparente. "Não acredito que a privatização seja uma solução, pois tende a aumentar custos. Na Argentina, México e Inglaterra, onde os aeroportos foram privatizados, foi desastroso, hoje possuem as tarifas mais caras do mundo", exemplificou.

Além da questão burocrática, Neeleman ressaltou o alto custo dos produtos, quatro vezes maior do que nos Estados Unidos, como barreira aos investimentos no Brasil.

"É um fator que está impedindo o Brasil de crescer. Quanto mais barato forem as mercadorias em um país, maior é a produção, maior a geração de emprego, é bom pra todo mundo", referiu.

Embora a maior dificuldade da Azul no Brasil, de acordo com o empresário, tenha sido com os custos, como as tarifas que chegam a ser 150% mais caras, o cenário ainda é otimista para a companhia: “as oportunidades no Brasil ainda são maiores que os desafios”, concluiu.

A palestra de Neeleman foi destaque do Painel Investimento Estrangeiro, um dos seis temas do 23º Fórum da Liberdade que encerrou nesta terça-feira, 13, em Porto Alegre.

A atividade ainda contou com a presença de Fernando Navarrete, economista do Banco da Espanha e de Tom Palmer, vice-presidente de Programas Internacionais do Cato Institute
Baguete - Juliana Franzon

terça-feira, 13 de abril de 2010

INFRAERO

Nova Torre de Controle de Congonhas tem 70% das obras concluídas

A nova Torre de Controle do Aeroporto de São Paulo/Congonhas já conta com 70% das suas obras estruturais concluídas. Atualmente, a Infraero trabalha na estrutura de concreto dos pavimentos e do corpo central do edifício.

Com 40 metros de altura, a nova Torre de Controle garantirá aos controladores de voo melhor visibilidade do sistema de pistas e do pátio de manobras do aeródromo. O edifício contará com nove andares, além de uma cabine com 12,7 metros de diâmetro – a antiga possuía 7 metros – que proporcionará maior espaço para a instalação de equipamentos e mais conforto aos controladores.

A obra, um investimento da ordem de R$ 11 milhões, iniciada em julho de 2009, está sendo realizada pelas empresas Tecon (Tecnologia em Construções Ltda.), responsável pelos serviços de construção civil, instalações elétricas e ar condicionado, e pela MPE (Montagens e Projetos Especiais S.A.), que fará a instalação dos sistemas especiais eletrônicos, como a rede telemática, sistema de TV e vigilância, sistema de sonorização, controle de acesso e sistema de detecção e alarme de incêndio. Já os equipamentos específicos e operacionais da nova torre serão instalados pela Aeronáutica.

A previsão é que até o final de 2010 os serviços sejam finalizados e entregues à Aeronáutica, órgão responsável pelas operações da Torre de Congonhas.

FONTE: Infraero

INFRAERO

Infraero inicia este mês recuperação da pista do Aeroporto de Rio Branco

A Infraero assina neste mês de abril uma ordem de serviço para o início das obras de recuperação do sistema de pátio e pistas do Aeroporto Internacional de Rio Branco/Plácido de Castro (AC). Os serviços serão realizados por meio do convênio já firmado com o 7º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) de Rio Branco, cujo investimento será de R$ 28 milhões. As obras devem ser iniciadas na primeira quinzena de maio, quando as chuvas na região começam a diminuir. O BEC está aparelhando o aeroporto com todos os equipamentos necessários para o início das obras. A usina de asfalto já foi instalada.

De acordo com o gerente de Engenharia da Regional Noroeste, Adelcio Guimarães, a Infraero, paralelo ao convênio firmado para obras de recuperação da pista, firmou ainda um convênio da ordem de R$ 3 milhões com o BEC para realização de reparos emergenciais, cujas atividades estão diretamente voltadas para o levantamento de pontos frágeis a fim de que as deficiências apuradas sejam imediatamente solucionadas.

FONTE: Infraero

INFRAERO


Os aeroportos internacionais de Guarulhos (SP) e Belém (PA) ganharam novos monitores para seus painéis de check-in. Esses monitores informam sobre horários e número de voos, destinos, próximos atendimentos, entre outras informações.

No Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, o novo sistema para visualização eletrônica dos painéis de check-in começou a ser instalado em fevereiro de 2010. Foram instalados 226 novos monitores LCD de 26 polegadas nos dois terminais do aeroporto, totalizando um investimento de R$ 1,1 milhão para instalar o novo sistema. O novo modelo substitui os antigos painéis de LED.

Segundo o superintendente do Aeroporto de Guarulhos, Lucínio Baptista da Silva, os novos painéis trazem vantagens para empresas aéreas, passageiros e para a própria Infraero. “Além de maiores e mais modernos, a manutenção é mais simples e econômica”, explica Baptista.

Já no Aeroporto Internacional de Belém/Val de Cans, a instalação dos novos monitores faz parte de um investimento de R$ 90 mil para a modernização do Sistema Informativo de Voos dos aeroportos da Superintendência Regional Norte. No total, a Infraero adquiriu 119 monitores LCD de 26 polegadas e 71 monitores de 42. Destes, 30 LCDs foram destinados ao check-in do Aeroporto de Belém, dois foram implantados na área de esteiras de check-out, quatro na área da esteira de restituição. Outros monitores estão em fase de instalação na área de embarque doméstico e internacional do Aeroporto de Belém.

No Brasil, terminais aeroportuários como o do Internacional JK (DF) e Galeão (RJ) já dispõem dessa tecnologia. Esse sistema também pode ser encontrado em alguns grandes terminais pelo mundo como os de Munique (Alemanha), Manchester (Inglaterra) e Dallas (EUA). De acordo com o coordenador de Tecnologia da Informação da Infraero em Guarulhos, Eric Gamba, até setembro deverá estar concluída a instalação desse sistema em diversos pontos no aeroporto.

FONTE: INFRAERO

sábado, 10 de abril de 2010

INFRAERO


Infraero entregou novo Setor B do Galeão totalmente revitalizado

A Infraero entregou na terça-feira (6) mais uma etapa das obras de revitalização do Terminal de Passageiros 1 do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão-Antonio Carlos Jobim, cumprindo, dessa forma, o cronograma de obras previsto para o aeroporto. O novo Setor B – antigo Setor Azul – foi entregue aos passageiros para embarque doméstico, após conclusão das obras de modernização que iniciaram em janeiro de 2010 e custaram R$5,47 milhões.

O Setor B compreende uma área de quatro mil m² e possui seis canais de inspeção de passageiros. As obras incluíram nova sinalização vertical, reforma dos banheiros, troca do forro e luminárias, instalação de granito nas colunas, 496 novos assentos, 12 alimentadores de energia (cada um com seis tomadas) distribuídos pelo salão, entre outras melhorias.

Reforma do Setor A

Também a partir da terça-feira, o embarque doméstico do Setor A – antigo Setor Verde - entrou em obras de reforma com término previsto para 30 de junho de 2010. As obras de revitalização do Terminal 1 e de conclusão do Terminal 2 tiveram início em 2008 e, após o término, cada terminal terá capacidade de processar até 10 milhões de passageiros ao ano.

“Estas obras são fundamentais para o bom funcionamento do Galeão e o conforto de quem utiliza o aeroporto. Todas estas melhorias garantirão a qualidade do atendimento aos usuários”, finaliza o superintendente do Aeroporto Tom Jobim, André Luis Marques de Barros.

Fonte e fotos: Assessoria de Imprensa – Infraero

INFRAERO


Infraero é eleita a 65ª empresa com capacidade para gerar energia no Brasil

O sistema de grupos geradores dos aeroportos e dos Grupamentos de Navegação Aérea (GNAs) da Infraero conquistou a 65ª posição no Anuário 2010 da Análise Energia, publicação dirigida ao setor energético e que faz um levantamento detalhado das diversas matrizes energéticas do País.

Com capacidade para gerar 45,64 megawatts, os 70 grupos geradores da Infraero ficaram à frente de outros sistemas que englobam Estados, como o da Companhia Energética de Roraima, que ficou na 74ª posição e com capacidade para gerar cerca de 31 megawatts. Ao todo, a lista reuniu 166 empresas geradoras no Brasil.

De acordo com o levantamento da Análise Energia, a geração nos aeroportos brasileiros corresponde a 0,04% de toda energia produzida no Brasil, sendo que o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos é responsável por 10 megawatts, o que representa 0,01% da energia brasileira.

Apesar da grande capacidade de geração de energia da Infraero, o sistema é acionado apenas em casos de falha no fornecimento por parte das concessionárias nos Estados. Dessa forma, 20 segundos após registrar alguma variação ou ausência de energia, os geradores entram em ação para garantir que os terminais operem com condições mínimas de conforto e segurança, permitindo, assim, o embarque e desembarque normal de passageiros, seja em voos domésticos ou internacionais.

Segurança

O sistema de geradores da Rede Infraero foi exigido pela última vez no dia 10 de novembro de 2009, quando uma interrupção no fornecimento deixou parte das regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste sem energia. Naquela ocasião, o sistema foi imediatamente acionado nos aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Campinas, em São Paulo; Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro; Vitória (ES) e Campo Grande (MS). Apesar do transtorno, o episódio mostrou que a estrutura de geração está pronta para suprir a falta de energia, garantindo a segurança operacional e o conforto aos passageiros e à comunidade aeroportuária.

Estrutura

A estrutura dos grupos geradores varia conforme a demanda e o tamanho do aeroporto. No caso do Aeroporto Internacional de Guarulhos, a Central de Emergência pode funcionar por até três dias e meio com um único tanque, cuja capacidade é de 134 mil litros de óleo diesel. Ainda assim, o sistema pode ser reabastecido enquanto está em funcionamento, o que reforça ainda mais a confiabilidade do sistema. Associada a essa estrutura, Guarulhos possui ainda dois grupos geradores para a pista 09/27, capazes de garantir a energia necessária ao sistema de balizamento das pistas por mais de cinco horas com um único tanque.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Infraero

sexta-feira, 9 de abril de 2010

INFRAERO


Resposta à revista Veja


Na edição nº 2159 da revista Veja, publicada neste domingo (4/4), a matéria de capa "O Insuportável Peso de Voar" é tendenciosa e traz informações equivocadas.

Atendimento da Infraero à Revista:

A Infraero foi procurada pela revista, que demandava dados estatísticos sobre os principais aeroportos da Rede. Essas informações – que revelam a grandiosidade dos nossos equipamentos e os esforços que devem ser empreendidos pela Empresa para que eles continuem atendendo à demanda – foram encaminhadas à publicação, que pouco fez uso delas, optando por uma crítica inconsistente. Números foram editados e comparados com a clara intenção de atingir a imagem da Empresa, e tentando minimizar os esforços realizados para a segurança e melhoria do conforto dos passageiros.

É importante, aliás, destacar o caráter editorial da matéria, onde opiniões da revista – ou de outros interessados – foram mais relevantes que os números divulgados - estes sim, traços verdadeiros dos 67 aeroportos administrados pela Infraero. Números esses que foram repassados de forma integral aos repórteres da revista e que poderiam expressar com exatidão a realidade dos aeroportos, sem padecer em "achismos" inconsistentes.

Caráter parcial

O caráter parcial da matéria se evidencia pela escolha das pessoas ouvidas pela revista. Dos nove passageiros entrevistados, por exemplo, oito reclamam de serviços ou situações que não são de competência da Infraero, como atrasos de voos, lotação em aeronaves, atraso na conexão e overbooking. Essas reclamações são imputadas indiretamente à Infraero, buscando ludibriar o leitor desavisado, levando-o a crer que essas faltas são cometidas pela administração aeroportuária.

Copa de 2014

A Infraero publica, periodicamente, o cronograma de investimentos previstos ou em andamento nos aeroportos da Rede Infraero, inclusive naqueles que serão sede da Copa 2014. Esse documento foi encaminhado aos repórteres que assinam a matéria.

Diante do exposto, é fácil constatar que a matéria reflete interesses de alguns segmentos, que talvez pouco se importem com a função real dos aeroportos – ou da Infraero - que é a de unir o país de Norte a Sul, possibilitando a integração do território nacional e o crescimento econômico e turístico de todo o País. E mais, ignoram que a Empresa tem trabalhado por uma gestão transparente e focada no cumprimento de suas metas a partir de um trabalho sério e técnico de todos os empregados que fazem a Infraero. Desta forma, a Empresa vai persistir em sua função de oferecer, com segurança e conforto, a infraestrutura aeroportuária.

Equívocos:

1) "Os pátios dos principais aeroportos do país estão saturados".

Verdade: Apenas três aeroportos apresentam gargalos nos horários de pico: Guarulhos, Brasília e Salvador. É importante destacar que a infraestrutura está disponibilizada nessas localidades durante 24 horas e que existem diversos horários disponíveis para uso das companhias aéreas. Estas, entretanto, insistem em manter concentradas suas operações nos horários de pico.

2) "As companhias aéreas anunciam investimentos bilionários para colocar dezenas de novas aeronaves nos céus do Brasil nos próximos anos, sem contrapartida na ampliação da capacidade dos pátios, pistas e terminais."

Verdade: Da mesma forma, a Infraero anunciou investimentos da ordem de R$ 6,4 bilhões – constantes do PAC - até 2014 em aeroportos relacionados com a Copa-2014 e demais aeroportos.

3) "Isso significa que o ruim vai piorar. O caos parece inevitável mesmo antes de o Brasil sediar uma Copa do Mundo em 2014 e um evento ainda mais complexo, os Jogos Olímpicos, em 2016."

Verdade: A previsão de caos não tem fundamento. É verdade que se os investimentos não forem realizados haverá problemas para atendimento da demanda, entretanto esse cenário não é sequer plausível, vez que os investimentos estão programados, muitos projetos estão prontos, licitações estão em andamento e obras já estão em curso. Assim como se previu caos nos aeroportos na alta temporada 2009/2010, em seu lugar o que se viu foram voos com 84% de pontualidade. A Infraero continuará a assegurar o atendimento com conforto e segurança aos passageiros nos próximos anos.

4) "A construção e a operação dos aeroportos no Brasil são monopólio da Infraero, órgão do Ministério da Defesa que historicamente logrou se destacar no mundo estatal como um dos mais eivados de corrupção e marcados pela incompetência e politicagem." + "A Infraero, estatal responsável por administrar os aeroportos do país desde 1972 e que sempre foi comandada por técnicos, transformou-se num antro de dirigentes corrompidos e contratos superfaturados. Milhões de reais que deveriam ter sido gastos em obras de infraestrutura foram parar no bolso de políticos, lobistas e empresários. A Polícia Federal e o Ministério Público abriram investigações criminais que correm até hoje na Justiça."

Verdade: É uma afirmação leviana e desrespeitosa. Uma empresa com 37 anos de existência, segunda maior operadora de aeroportos do mundo em número de terminais e terceira em número de passageiros, é também forte integradora nacional e tem papel fundamental no desenvolvimento econômico do interior do País. A Empresa passou por relevantes mudanças voltadas à reestruturação de sua gestão, alteração do Estatuto Social, que pôs fim aos contratos especiais de empregados que não eram do quadro orgânico da Empresa, e tem sua Diretoria Executiva toda formada por empregados da Infraero. As irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União e as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público contam com irrestrito apoio da Infraero, que deseja ver sanados todos os questionamentos a fim de dar continuidade às últimas gestões, com transparência e eficiência.

5) "O Estado brasileiro não tem capacidade nem recursos em volume suficiente para custear as obras de ampliação dos aeroportos já existentes e para a construção de novos no ritmo exigido pela demanda atual e futura."

Verdade: É, no mínimo, controverso afirmar que o Estado brasileiro não tem capacidade para construção de novos aeroportos no ritmo exigido pela demanda atual e futura, se a Rede existente foi totalmente construída por este mesmo Estado, por meio da mesma Infraero. Por outro lado, não há falta de recursos, que estão assegurados para os investimentos a curto, médio e longo prazos.

6) "O número de brasileiros que viajam de avião dobrou nos últimos cinco anos. A notícia só não é melhor porque os viajantes são submetidos a momentos infernais nos superlotados aeroportos do Brasil."

Verdade: Ao mesmo tempo em que o movimento cresceu, todo o setor aéreo se empenhou em atender à demanda, caso contrário não haveria suporte ao rápido crescimento e cenas críticas do passado teriam se repetido, o que não ocorreu. O aperfeiçoamento e a adequação do sistema são constantes. A superlotação de um aeroporto em dado momento pode ser resultado de diversos fatores: climáticos, de tráfego aéreo, da companhia aérea e mesmo de desajuste pontual da infraestrutura. A má fé surge quando se imputa à Infraero todos os motivos de um aeroporto apresentar alta lotação em dado momento.

7) "A Infraero não tem recursos nem condições técnicas para dar conta da atual demanda – quanto mais dos imensos desafios que se avizinham."

Verdade: Como já dito, não há falta de recursos. A contribuição da Infraero ao País nas últimas décadas pode ser comprovada com a administração de 67 aeroportos, 34 Terminais de Logística de Carga, 68 Grupamentos de Navegação Aérea, 50 Unidades Técnicas de Aeronavegação. A opinião da revista não encontra suporte na história da infraestrutura aeroportuária brasileira, na situação atual dos aeroportos, nem nas avaliações de entidades internacionais a que nossos aeroportos são periodicamente submetidos.

8) "Hoje, os grandes aeroportos recebem mais passageiros do que sua capacidade comporta, tornando um suplício o embarque e o desembarque nos horários de maior movimento. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) recomenda que as obras de ampliação e remodelação dos aeroportos sejam feitas tendo em vista que eles operem 40% abaixo de sua capacidade máxima – justamente para absorver sem traumas as demandas nos períodos de pico e o aumento natural do tráfego aéreo. Na contramão dessa norma, os principais aeroportos brasileiros operam 30% acima de sua capacidade."

Verdade: A percepção de capacidade esgotada nos principais aeroportos é sempre feita com base na hora pico, ou seja, horários concorridos tanto por passageiros como pelas empresas aéreas. Há de se ressaltar a ociosidade existente na maior parte do dia e da noite, cujos horários não são explorados. A Iata, como representante das companhias aéreas, evidentemente defende que os investimentos propiciem infraestrutura com grandes disponibilidades para manterem sua malha aérea de forma a maximizar seus lucros, utilizando essa infraestrutura sempre nos horários de maior demanda por parte dos passageiros. A Infraero, como operadora aeroportuária, tem como missão otimizar o uso dos aeroportos, tornando eficaz o investimento realizado, sem, é claro, se descuidar do adequado conforto aos passageiros.

9) "A situação, que é ruim, deve se tornar caótica na Copa do Mundo de 2014, quando o tráfego aéreo no país, segundo as estimativas, será 49% maior do que hoje".

Verdade: A situação se tornará caótica se os investimentos não forem realizados, o que não é plausível. Os investimentos estão programados e serão suficientes para atendimento da demanda. Em relação à Copa 2014, a expectativa, baseada nas experiências de outros países, é que ocorra um crescimento de movimento de passageiros de 10% nos dois meses relativos ao período do evento, sendo tal situação já considerada no nosso planejamento.

10) "Filas quilométricas no check-in – O número de guichês no check-in em todos os dezesseis aeroportos da Copa precisa ser ampliado."

Verdade: Filas não podem ser atribuídas apenas à falta de guichês. Quem opera os guichês são as companhias aéreas e muitas vezes ocorrem problemas diversos como queda no sistema das companhias, guichês sem atendentes, situações essas que também geram filas.

11) "Superlotação nas salas de embarque. De acordo com a Iata, a ocupação ideal de uma sala de embarque, para que se garanta um mínimo de conforto aos passageiros, não deve ultrapassar a média de aproximadamente uma pessoa por metro quadrado. Nos aeroportos de Congonhas, Confins, Porto Alegre, Brasília e Fortaleza, nos horários de maior movimento, essa média é maior."

Verdade: Outra conclusão errônea. As salas de embarque são projetadas para o atendimento em condições normais de operação, ao longo do dia. Entretanto, vários motivos concorrem para que a sala de embarque fique lotada: atrasos e cancelamentos de voos, retardos de decolagem de aeronaves por condições climáticas adversas, dentre outras, ocasionando, eventualmente, acúmulo de passageiros.

12) "Demora na retirada das bagagens – As esteiras dos aeroportos brasileiros são obsoletas e não atendem à demanda. Por elas passam, em média, 600 bagagens por hora, enquanto em aeroportos internacionais do exterior o ritmo chega a 2 000 malas por hora. Nesse quesito, a pior situação é a dos aeroportos de Curitiba e Salvador, onde as esteiras, em péssimo estado de conservação, chegam a danificar as malas."

Verdade: A devolução das bagagens não é de responsabilidade da Infraero, que apenas disponibiliza os sistemas de esteiras para operação das companhias aéreas. Há possibilidade de paradas para manutenção preventiva e corretiva. Não há como atribuir os atrasos à citada obsolescência que a revista fez de forma generalizada, mesmo porque esses equipamentos foram dimensionados à demanda projetada nesses aeroportos, sendo constantemente programadas revitalizações.

13) "Falta de vagas para os aviões nos pátios – Frequentemente os passageiros ficam de castigo, dentro do avião, à espera de outra aeronave decolar e ceder espaço para o desembarque. Os casos mais dramáticos são os de Guarulhos e Brasília, aeroportos em que os passageiros ficam retidos dentro do avião por até meia hora por causa dessa limitação."

Verdade: É fato que há gargalo de pátio nos horários de pico em Guarulhos e Brasília, mas não é fator preponderante de espera dentro de avião. Na maioria dos casos, a espera ocorre porque outros voos que deveriam ter decolado não saíram por motivos afetos às companhias aéreas, ou ao tráfego aéreo, mesmo havendo folga de cerca de 30 minutos entre as operações. A revista maliciosamente imputa o problema mais uma vez somente à Infraero.

14) "Em Guarulhos, um problema crítico é o fluxo de passageiros que chegam do exterior. Primeiro, formam-se longas filas no setor de imigração para apresentar o passaporte aos agentes da Polícia Federal. Há apenas vinte guichês para isso. Para efeito de comparação, o aeroporto de Seul, que recebe 30 milhões de passageiros por ano, 11 milhões a mais que Guarulhos, conta com 120 postos de inspeção de passaportes. Depois, nova fila se forma na alfândega, para a entrega de um papelete de "nada a declarar" à Receita Federal. Ao todo, pode-se levar duas horas entre cruzar a porta do avião e sair do terminal. Mesmo que as autoridades resolvessem agilizar o desembarque em Guarulhos, faltaria espaço físico para ampliar as instalações da Polícia Federal e da alfândega. O problema só seria resolvido, em parte, com a construção do terceiro terminal do aeroporto, já prevista, mas que até hoje não saiu do papel."

Verdade: A Infraero reformulou, há quatro meses, todo o layout da área de embarque internacional do Aeroporto de Guarulhos que resultou em aumento de 31% nas estações de trabalho da Polícia Federal nesse setor, ampliando os atuais 22 para 29 balcões. O sistema de verificação da Receita Federal também foi otimizado. Paralelo a isso, encontra-se em curso a implantação de Módulos Operacionais que garantirão ampliação das áreas de desembarque internacional, enquanto as obras definitivas não ficam prontas. Em relação ao terceiro terminal de passageiros, o projeto está sendo totalmente reformulado para se enquadrar nos atuais requisitos dos grandes aeroportos internacionais, inclusive para atendimento ao Airbus A380.

15) "A grande novidade do novo aeroporto de Natal, contudo, é que ele será o primeiro do Brasil que escapará da gerência ruinosa da Infraero."

Verdade: Esta grande novidade tem investimentos, até o momento, integrais realizados pela Infraero, com recursos próprios e do Governo Federal, que devem chegar a R$ 213 milhões. Até 2009 foram investidos na pista, mediante contratação do Batalhão de Engenharia do Exército, o montante de R$ 52,6 milhões, e estão previstos para este ano mais R$ 65,7 milhões nas obras que abrangem também toda a infraestrutura dos sistemas de pistas e pátios. Por outro lado, é importante destacar que a proposta do Governo Federal é a de realizar licitação para concessão do novo terminal, o que só se efetivará se houver interesse por parte da iniciativa privada. A revista, além de tratar como certa a concessão do aeroporto, omite que os investimentos até então foram realizados pela Infraero.

16) "O último aeroporto de grande porte construído no Brasil foi o de Palmas, capital do Tocantins. As demais obras aeroportuárias tocadas pela Infraero são pouco mais que remendos em instalações já saturadas, cujo resultado não deve causar alívio duradouro no congestionamento dos aeroportos."

Verdade: A Infraero concluiu em 2009 dois terminais: de Cruzeiro do Sul, no Acre, e de Boa Vista, em Roraima, e implantou Módulo Operacional em Florianópolis. O Aeroporto de Palmas foi inaugurado em 2002. Depois dele diversos empreendimentos de vulto foram inaugurados como: Recife (2004), Congonhas (2004/2007), Campinas (2005), Santos Dumont (2007), Brasília (2003), Joinville (2004), Uberlândia (2005), Maceió (2005), Uberaba (2008), Navegantes (2004) e João Pessoa (2007), além de importantes obras de infraestrutura como a segunda pista de Brasília (2005), Terminal de Cargas de Fortaleza (2008), terceiro Terminal de Cargas de Manaus (2004), acesso viário de Salvador (2008), reforma das alas B e C do Terminal de Passageiros 1 do Galeão (2010), dentre outros.

Assessoria de Imprensa - Infraero
imprensa@infraero.gov.br

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Noticias Brasil


Curitiba vence prêmio global de cidades sustentáveis

A cidade de Curitiba foi escolhida para receber o prêmio Globe Award Sustainable City 2010, ofertado pelo Globe Forum, entidade sueca que reúne empreendedores preocupados com a sustentabilidade global. "É uma vencedora muito sólida, com um plano holístico que integra todos os recursos estratégicos conectados com inovação e sustentabilidade futura", disse o presidente do comitê de jurados do Globe Award, Jan Sturesson, ao anunciar a escolha hoje. A entrega será em 29 de abril no Museu Nórdico de Estocolmo, com a presença do prefeito Luciano Ducci (PSB).

A capital paranaense disputava o prêmio com Sidney, na Austrália; Malmö, na Suécia; Múrcia, na Espanha; Songpa, na Coreia do Sul; e Stargard Szczecinski, na Polônia. Curitiba foi escolhida por unanimidade pelo comitê, do qual faz parte o diretor de Relações Internacionais da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda.

A nota do Globe Forum destacou que "particularmente, a abordagem holística com que a cidade encarou os desafios da sustentabilidade é bem delineada e gerenciada numa clara demonstração de forte e saudável participação da comunidade e integração da dimensão ambiental com as dimensões intelectual, cultural, econômica e social". O principal programa apresentado por Curitiba foi o Biocidade, que condiciona todas as ações do município à questão ambiental.

Uma política que começou há anos e não sofreu descontinuidade. Em razão disso, Curitiba tem hoje média superior a 50 metros quadrados de área verde por habitante. De acordo com o secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, a preservação é possível em Curitiba em razão do planejamento urbano de longo prazo, da prioridade para criação de parques, de políticas de educação ambiental e de políticas de incentivo.

EVANDRO FADEL - Agência Estado

Noticias Brasil



Curitiba é eleita a cidade mais sustentável do mundo

Premiação do Globe Forum, da Suécia, escolheu a capital paranaense pelo projeto Biocidade, que tem como objetivo reduzir as perdas da flora e fauna no meio ambiente urbano

A capital paranaense ganhou, por unanimidade, o prêmio Globe Award Sustainable City, que elege a cada ano a cidade mais sustentável do mundo. A premiação é organizada pelo Globe Forum, da Suécia. Concorria com o município brasileiro, Sydney, na Austrália, Malmö, na Suécia, Murcia, na Espanha, Songpa, na Coreia do Sul, e Stargard Szczecinski, na Polônia.

O Globe Award Sustainable City avaliou itens como preservação de recursos naturais, bem-estar e relação social nas cidades, inteligência e inovação nos projetos e programas, cultura e lazer, transporte, confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. "Particularmente, a abordagem holística com que a cidade encarou os desafios da sustentabilidade é bem delineada e gerenciada numa clara demonstração de forte e saudável participação da comunidade e integração da dimensão ambiental com as dimensões intelectual, cultural, econômica e social", disse o júri em nota oficial.

O principal projeto apresentado por Curitiba à premiação foi o Biocidade, que integra a questão ambiental a todas as ações do Município. O programa foi lançado em março de 2007 com o objetivo de reduzir as perdas da flora e fauna no meio ambiente urbano, compatibilizando o desenvolvimento da cidade com a conservação ambiental.

Entre as ações que já foram implementadas pelo Biocidade, estão a criação da Linha Verde, parque linear com cinco mil árvores e 350 mil m² de grama, a revitalização do Horto Florestal, a recuperação de áreas degradadas pela ocupação irregular das margens dos rios da cidade, como a Bacia do Rio Barigüi, a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal e o investimento em ônibus movidos a biocombustível.

"É uma vencedora muito sólida, com um plano holístico que integra todos os recursos estratégicos conectados com inovação e sustentabilidade futura", disse Jan Sturesson, presidente do comitê de jurados do Globe Award. Além de Sturesson, participaram do júri Lawrence Bloom, membro do Programa Ambiental da ONU, Marilyn Hamilton, fundador da Integral City Meshworks Inc., C. S. Kiang, professor da Universidade de Pequim e o brasileiro Carlos Arruda, diretor de relações internacionais Fundação Dom Cabral.

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, receberá o Globe Award Sustainable City no dia 29 de abril, em cerimônia no Museu Nórdico de Estocolmo. Além da premiação, Curitiba terá um espaço para exibição de seus programas e um palestrante na sessão Inovação em Cidade Sustentável da Conferência Mundial de Sustentabilidade Globe Forum, que acontecerá em Estocolmo, entre os dias 28 e 29 de abril.

Curitiba também ganha dois anos como membro especial do Globe Forum, em 2010 e 2011, e destaque nas conferências que acontecerão em Dublin, em novembro de 2010, e em Gdansk, em 2011.

INFRAERO

Para analistas, Cumbica peca por falta de conforto

Atendimento no aeroporto de Guarulhos é comprometido porque demanda cresce mais do que infraestrutura; Infraero prevê reforma

O aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, é reconhecido pelos passageiros como o melhor do Brasil, mas perde em qualidade de atendimento para aeroportos no exterior, segundo avaliações de passageiros reunidas pela consultoria Skytrax. A Infraero reconhece as falhas nos serviços e afirma que tem investimentos programados para melhorar o atendimento. “Para alcançar o padrão de qualidade internacional, é preciso aumentar o índice de conforto aos usuários”, diz Lucínio Baptista da Silva, superintendente da Infraero no aeroporto de Guarulhos.

As discrepâncias entre o atendimento aeroportuário no Brasil e no exterior ficarão mais evidentes a partir de 2014, quando será realizada a Copa do Mundo no País. Os 16 aeroportos das cidades-sede da Copa devem receber um volume extra de 2 milhões a 2,5 milhões de passageiros durante o campeonato. Em Guarulhos, a previsão do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) é que o movimento atinja 27 milhões de pessoas em 2014.

Mais do que adequar o aeroporto para receber a Copa, as obras programadas pela Infraero em Guarulhos visam ampliar a capacidade do aeroporto para atender a expansão da demanda por transporte aéreo no Brasil. Os problemas enfrentados pelo aeroporto, como filas e tempo de espera elevado para embarque e desembarque, se devem a um crescimento da demanda maior do que a infraestrutura pode atender dentro de um padrão de conforto, diz Silva.

Investimentos

O aumento da capacidade de Guarulhos depende da construção de um novo terminal de passageiros e do aumento do pátio de aeronaves. Hoje, há concentração excessiva de pessoas nos dois terminais existentes e, mesmo com as pistas livres, muitos aviões não podem pousar porque não há espaço no pátio de aeronaves. “Guarulhos precisa de um terceiro terminal para descongestionar os dois já existentes”, afirma o consultor em aviação Paulo Bittencourt Sampaio.

A principal obra prevista em Guarulhos nos próximos cinco anos é exatamente a construção de um terceiro terminal de passageiros. Com custo estimado de R$ 1,6 bilhão, o projeto adicionará ao aeroporto uma estrutura para atender mais 12 milhões de pessoas por ano. A previsão da Infraero é que o terminal comece a operar em 2014, mas depois da Copa do Mundo.

Até lá, a Infraero planeja reformas menores no aeroporto de Guarulhos. Neste ano, serão investidos R$ 7 milhões em ações como aumentar o número de postos de atendimento da Polícia Federal. Hoje, há 14 balcões de atendimento para embarque e 38 para desembarque. A meta da Infraero é ampliar neste ano para 20 e 68, respectivamente. A estimativa do superintendente do aeroporto é que a iniciativa reduza pela metade o tempo de espera nas filas de imigração.

Além de aumentar o número de balcões de atendimento, Guarulhos precisa investir em tecnologias de ponta que permitam acelerar os processos, afirma Respício do Espírito Santo, presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “O Brasil precisa modernizar seus aeroportos e usar as tecnologias de ponta disponíveis, como sistemas de biometria e leitores óticos de passaporte”, afirma Espírito Santo. Outra sugestão dele para Guarulhos é a implantação de softwares de gerenciamento de fluxo de bagagem, que facilitariam a busca das malas.

A Infraero também estuda a realização de um convênio com o Exército para a ampliação do pátio de aeronaves. A obra já foi iniciada, mas o Tribunal de Contas da União determinou sua paralisação por suspeita de superfaturamento dos custos. Para o brigadeiro Mauro Gandra, presidente da Associação Nacional das Empresas Concessionárias dos Aeroportos Brasileiros (Ancab), a ampliação pode diminuir os atrasos de voos e aumentar o fluxo de pousos e decolagens. “Muitos aviões ficam rodando no ar porque não podem pousar em Guarulhos, por falta espaço no pátio”, afirma. Além da ampliação, outra possibilidade de aumentar a capacidade do pátio é uma mudança na gestão do pátio, com novos rearranjos para as aeronaves, diz o professor Espírito Santo.

Para a Ancab, também é necessário melhorar a disposição dos estabelecimentos comerciais no aeroporto. “Os passageiros permanecem entre uma e duas horas na área restrita ao embarque, mas a maioria das lojas fica fora deste espaço. Houve um erro de concepção”, diz Gandra.

Conexões de voos

Muitos dos passageiros que desembarcam em Guarulhos não viajam para São Paulo, mas usam o aeroporto como ponto de conexão para outros destinos. O aeroporto liga a Grande São Paulo a 144 cidades de 26 países. Cerca de 40% dos voos da Gol com destino a São Paulo são conexões, por exemplo, afirmou o presidente da companhia aérea, Constantino Junior, no Fórum Panrotas, realizado em março.

Uma das possibilidades para desafogar Guarulhos é transferir parte das conexões para o aeroporto de Viracopos, em Campinas. “O maior aeroporto do Brasil deve ser Viracopos. Isso é o futuro. Mas hoje há uma demanda das companhias aéreas e dos passageiros de voos diários para locais mais próximos de São Paulo”, afirma Silva.

Ligação metro-ferroviária

Há dois projetos em estudo para ligação metro-ferroviária do aeroporto de Guarulhos, mas os dois continuam indefinidos. Um é o projeto de construção do trem de alta velocidade (TAV), o trem-bala, que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro e prevê uma estação no aeroporto. Outro é o Expresso Aeroporto, que prevê uma ligação por trilhos de Guarulhos com o centro de São Paulo e com o sistema de trens da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM).

“Se houvesse conexão de trem com o aeroporto, 70% das pessoas usariam esse serviço para chegar ao local”, diz Gandra. O brigadeiro afirma ainda que a oferta deste meio de transporte pode reduzir o tempo de deslocamento do aeroporto para o centro de São Paulo, prejudicado pelo trânsito congestionado, e as filas para pegar táxi.

Segundo Silva, o superintendente da Infraero em Guarulhos, esses projetos estão em estudo nos governos federal e estadual, mas não envolvem a Infraero. “A existência de veículos que tragam passageiros ao aeroporto de forma facilitada é benéfica. Mas a Infraero não tem detalhes sobre os projetos”, diz Silva.

Fonte: Marina Gazzoni (iG)