quarta-feira, 18 de julho de 2012

Bagagem de mão

Webjet lança ferramenta para ajudar a despachar a bagagem

A Webjet criou duas formas de mostrar se a bagagem deve ou não ser despachada. A partir de agora, o cliente vai encontrar no saguão do aeroporto, junto aos quiosques de autoatendimento e na entrada da fila de despacho de bagagem, um painel onde poderá conferir se a sua mala tem dimensões compatíveis com a da figura impressa, que mostra o tamanho máximo permitido para a bagagem de mão. 
Um dos modelos utilizados pela aérea para medir bagagens de mão dos passageiros
Caso ultrapasse as dimensões do desenho, o volume deverá ser despachado. Já na área de embarque, um agente da Webjet terá uma espécie de caixa, com fundo falso, para medir se a mala tem tamanho compatível com o espaço do bagageiro da cabine do avião. Se a bagagem for maior, será despachada ali mesmo, de forma ágil, sem perda de tempo, evitando contratempos a bordo e atraso no voo.
As soluções, que já estão disponíveis no Rio de Janeiro e nas próximas semanas estarão disponíveis em todos os aeroportos operados pela Webjet têm o objetivo de tornar a acomodação dos clientes dentro do avião ainda mais prática e rápida, ajudando a companhia a manter a liderança em pontualidade. 
A Webjet mostra também seu comprometimento ao utilizar material totalmente sustentável na construção das novas ferramentas, sendo que parte do valor investido nestes materiais será revertido para o reflorestamento da Mata Atlântica. 
Fonte: Filipe Cerolim (Mercado & Eventos) / Portal Panrotas - Foto: divulgação

segunda-feira, 30 de abril de 2012

American Airlines



American Airlines promove novidades em Curitiba






José Roberto Trinca, diretor de vendas e marketing da American Airlines no Brasil, comandou o jantar para o trade no dia 7, realizado no Hotel Bourbon curitibano,reunindo seus principais colaboradores no Paraná e Santa Catarina. As duas décadas de presença da AA no Brasil- ( o primeiro vôo do Boeing 767-200 foi em 2 de junho de 1990)- deram frutos. Hoje são 10 vôos diários, ligando São Paulo, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília com os Estados Unidos (Miami- Nova York – Dallas). Miami tem 54 frequências semanais e as três cidades norte americanas totalizam 70 vôos semanais.

Junto com a American Eagle, atende 112 destinos, oferecendo 319 voos diários. Um número em expansão: no dia 3 de abril começa a operar mais um vôo, para Barcelona. E em 15 de junho inicia a operação Manaus-Miami, com vôos diários. Manaus foi escolhida por distar apenas 4 horas de Miami, uma rota que pode ser servida por aeronaves menores e que já existem.  

Curitiba e Porto Alegre ficam na lista de espera, aguardando os novos aviões encomendados, e a formação de novas tripulações. Serão entregues 210 Airbus A 320 e 200 Boeing , ao preço de 38 bilhões, renovando toda a frota até 2025, com 465 novos aviões. Também nas encomendas, 42 B 787-900 Dreamliner, que deverão operar no Brasil.

Trinca destacou as melhorias, reformas e ampliações no Aeroporto de Miami, projeto de um milhão de dólares, que a companhia aérea bancou sozinha. Agora o Terminal D é exclusivo da AA, com 21 novos portões de embarque, ocupando 290 mil metros quadrados, inaugurados em novembro de 2011. Lojas e restaurantes com gastronomia do sul da Flórida, nova área de entrega de bagagens, o Skytram, que dá volta em todo o aeroporto em 5 minutos e pode atender até 9 mil passageiros por hora, são boas notícias. O Admirals Club, no D 15 e D30, são ilhas de conforto, com chuveiros, PCs com Internet, sala de conferências . E O RCC – Rent Car Center - agora ocupa 4 andares e oferece 6,5 mil veículos perto do aeroporto, reunindo todas as locadoras para atender até 28 mil clientes ao dia. O Miami Mover é trem direto do aeroporto ao prédio de locação (www.miami-airport.com).
Até 2013 serão implantadas novas áreas na imigração e alfândega, além do check-in. Outra novidade é o check in online, no nacional e internacional, com máquinas exclusivas de auto atendimento: 4 em Guarulhos e 2 no Galeão.
Fonte Bem Paraná

domingo, 5 de fevereiro de 2012

INFRAERO

Privatização dos aeroportos: vergonha nacional!

Por Paulo Kliass

A estatística dos 3 aeroportos a serem privatizados (Guarulhos, Brasília e Campinas) reflete bem a realidade do que vai ser subtraído do setor público. Eles são responsáveis por 30% do total dos passageiros, 57% do total das cargas e 19% das aeronaves em todo o País.

O próximo fim de semana certamente será palco de muitas reuniões a portas fechadas, encontros discretos e momentos de tensão. Não me refiro aqui aos efeitos da violenta desocupação de Pinheirinho, nem às repercussões da desastrada operação na Cracolândia e muito menos à retomada dos trabalhos no Congresso Nacional. Na verdade, trata-se da tentativa de ressuscitar o nada saudoso processo de privatização de bens e serviços públicos aqui em nosso País. Eis mais uma incongruência que o governo traz à agenda, uma medida tão polêmica quanto anacrônica nos mundos de hoje, em que alguns dos principais dogmas do neoliberalismo estão sendo colocados em xeque, até mesmo por seus ideólogos nos países centrais. Mas aqui em solo tupiniquim, as coisas parecem funcionar ao revés. A bola da vez é a Infraero, empresa pública que se encarrega da gestão e operação dos aeroportos em todo o território nacional.

Aeroporto
O “lobby” pela privatização dos aeroportos
O pesado “lobby” que atua a favor da privatização dos serviços aeroportuários é antigo e conhecido. Desde os tempos de ouro da hegemonia da agenda do Consenso de Washington que os representantes do setor privado vêem com olhos gordos essa verdadeira mina de fazer dinheiro fácil, às custas do monopólio dos bens públicos. Nos tempos em que o discurso contra a presença do Estado na atividade econômica era considerado irreparável esse foi um setor que conseguiu resistir e não ser repassado à exploração pelo capital. Uma das razões para tal fato refere-se, sem sombra de dúvida, à natureza estratégica dos aeroportos e de sua tangência evidente com as questões de segurança e soberania nacionais.

E, ao que tudo indica, setores expressivos das Forças Armadas nunca foram muito simpáticos à idéia de transferir tal atividade ao setor privado. Mas os interesses empresariais não haviam desistido de tal projeto e estavam apenas à espreita para saltar em cena no momento adequado. Quis a ironia da historia, que tal oportunidade fosse oferecida, assim de bandeja, justamente por um governo comandado pelo Partido dos Trabalhadores.

O caminho foi sendo pavimentado aos poucos, sem muita pressa. Todos nós lembramos da forma como os meios de comunicação têm tratado a questão do chamado “apagão aéreo” ao longo dos últimos anos. É preciso reconhecer que o quadro dos aeroportos tem ficado cada vez mais crítico. Mas isso ocorreu por um verdadeiro sucateamento a que foi submetido o setor. Ou seja, a situação a que chegaram os aeroportos brasileiros contou com a conivência do próprio Estado. A política de arrocho orçamentário e de cortes nas rubricas de investimento em infra-estrutura contribuiu para aprofundar as dificuldades de oferta de condições adequadas para a operação aeroportuária em nosso País. No entanto, a versão oferecida para a maioria da população, como sempre, acentua apenas a suposta incapacidade do setor público em gerir o setor com padrões de eficiência. A solução seria a bem conhecida panacéia para todos os males: transferir para o setor privado. Aliás, estamos cansados de assistir às demonstrações de tal eficácia do capital na crise atual que assola o planeta. Na hora do aperto, sempre grita pela ajuda do Estado!

Por outro lado, a realização da Copa do Mundo em 2014 e os compromissos assumidos pelo Brasil perante a FIFA e a comunidade internacional passaram a atuar como elemento de reforço da versão catastrofista. E mais uma vez o discurso em favor da eficiência do setor privado prevalece. O tempo é curto, as necessidades são urgentes, não existe alternativa viável que não seja a privatização – os argumentos se repetem. Assim, em função de um fluxo aéreo extraordinário e concentrado durante tão somente um mês da competição, decide-se por transferir toda a operação dos aeroportos, por décadas, para o capital privado.

O leilão marcado para dia 6/2
Agora a cena toda está montada para a segunda-feira, dia 6 de fevereiro, quando deverão ser realizados os leilões para a privatização de alguns dos principais aeroportos do Brasil. Apesar de todos os protestos e manifestações contrárias ao processo por parte de entidades do movimento sindical, de especialistas na matéria, de órgãos da sociedade civil organizada e até mesmo do Tribunal de Contas da União (TCU), o governo permaneceu irredutível na manutenção da data e das condições previamente estabelecidas desde meados do ano passado.

Serão leiloadas as concessões dos aeroportos de Guarulhos (SP), Brasília (DF) e Campinas (SP). Esses três são considerados dentre os mais rentáveis e os menos problemáticos de todo o conjunto da Infraero. As condições são as melhores possíveis para os interessados. Tanto que o preço inicial solicitado no leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN) foi largamente superado durante o leilão realizado em agosto de 2011. Naquela espécie de experiência piloto dessa nova onda de privatização, o valor pago pelo consórcio vencedor foi quase 230% superior ao preço inicial fixado pelo governo.

Guarulhos tem um lance mínimo fixado em R$ 3,4 bilhões, com concessão de 20 anos. Viracopos tem um valor inicial estipulado em R$ 1,5 bilhão e prazo de uso de 30 anos. Brasília teve o lance mínimo arbitrado em R$ 582 milhões, com prazo de uso de 30 anos. As regras prevêem que seja formada uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com o objetivo de gerir o excelente negócio. Na verdade, trata-se de um eufemismo jurídico para a famosa Parceria Público Privada (PPP), onde o capital privado fica com 51% dos votos e a Infraero com 49%. Como há necessidade de realizar investimentos para ampliação e modernização, com certeza a SPE receberá empréstimos do BNDES e de outras fontes federais com todas as facilidades e juros subsidiados. E o que mais impressiona é que o edital admite até mesmo a possibilidade de participação de empresas estrangeiras na gestão dos aeroportos. Uma verdadeira irresponsabilidade, dada a natureza estratégica desse tipo de atividade e os riscos envolvidos com a questão de segurança nacional.

O Estado tem recursos para investir
O principal argumento utilizado pelo governo para lançar mão da privatização é a tão propalada falta de verbas para investimento. Porém, a verdade dos fatos desmente essa versão enganosa. Recursos sobram no Orçamento! O problema é a prioridade definida pelas autoridades para sua utilização. Encerradas as contas de 2011, por exemplo, apurou-se que o Estado brasileiro forçou a geração de um superávit primário no valor de R$ 130 bilhões ao longo do ano. Uma loucura! Mais de 3% do PIB destinados exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública. Um número que se revela 30% mais elevado do que o superávit de 2011. E agora basta uma simples comparação. A operação de privatização desses 3 aeroportos vai render R$ 240 milhões por ano aos cofres da União. Ou seja, se houvesse destinado apenas minguados 0,2% do superávit a cada ano para esse importante compromisso, não precisaria transferir a concessão dos aeroportos ao capital privado. Mas a vida é feita de escolhas. E elas revelam a essência de nossas verdadeiras vontades.

A Infraero é responsável pela gestão de 66 aeroportos em todo o território nacional, Eles representam 97% do movimento do transporte aéreo regular, o que corresponde a 2,6 milhões de pouso e decolagens, transportando mais de 155 milhões de passageiros por ano. Como esse serviço não é o mercado da batatinha (“não gostei do serviço, vou aqui no aeroporto da esquina”…), a SPE tem assegurada a renda das tarifas por passageiro embarcado e aeronave na pista. Um negócio com perspectivas crescentes de ganho e rentabilidade, inclusive porque em 2011, pela primeira vez, a população brasileira passou a utilizar mais o avião do que o ônibus para o transporte interestadual.

Apesar de todas estas evidências, a opção foi de repassar à exploração privada os aeroportos mais promissores, sem nenhuma exigência de contrapartida, como a responsabilização do consórcio ganhador por aeroportos de menor fluxo, mas de grande importância no trânsito regional. É o caso das unidades da Amazônia, por exemplo. A estatística dos 3 aeroportos a serem privatizados reflete bem a realidade do que vai ser subtraído do setor público. Eles são responsáveis por 30% do total dos passageiros, 57% do total das cargas e 19% das aeronaves em todo o País. Assim, fica claro que a Infraero deverá perder parcela significativa de sua fonte de receitas, pois boa parte dos demais aeroportos apresenta baixo faturamento, que tem como principal fonte as taxas aeroportuárias cobradas das empresas e dos passageiros.

Assim, a pergunta que todos nos fazemos é simples e direta: por que a Presidenta Dilma decidiu, então, pela privatização? Como os argumentos relativos à escassez de recursos não resistem ao exame atento dos números do orçamento, a única explicação plausível é de que ela teria sido convencida de que a gestão aeroportuária não seria mesmo uma atividade típica de Estado. E aí o quadro ficaria bem mais complicado, abrindo margem para especulação a respeito da existência de lista contendo outros setores que poderiam vir a sofrer o mesmo tratamento.

Paulo Kliass é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Aeroporto Internacional Afonso Pena

Obras no Afonso Pena serão retomadas

As obras na pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, serão retomadas na madrugada da próxima terça. As intervenções estavam suspensas desde o dia 22 de dezembro para evitar transtornos durante o fim de ano, período de maior movimentação nos aeroportos.

A etapa atual das obras contempla a montagem da infraestrutura elétrica e a pavimentação da pista. Com a retomada dos serviços, o Afonso Pena volta a ficar fechado para pousos e decolagens de segunda a sábado, da 0h15 às 6h15, e das 20h15 de sábado até as 12h15 de domingo. A previsão é que as obras, que permitirão futuramente a implantação do sistema de pouso por instrumentos ILS-3, sigam até junho.

Segundo a Infraero, em dezembro cerca de 490 mil pessoas passaram pelo aeroporto. Apesar da suspensão dos serviços na pista, o aumento da movimentação de passageiros acabou não sendo significativo, já que as companhias aéreas não reativaram os voos que foram interrompidos desde o início das obras, em setembro.

Neste mês, deve ser concluída a ampliação do estacionamento, que passará a ter 1.806 vagas ge­­rais para automóveis, 196 vagas para idosos e pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida, quatro vagas para micro-ônibus e 196 vagas para motos. Conforme a In­­fraero, os serviços se encontram na fase final, restando apenas a instalação das áreas de controle de acesso.

Gazeta do Povo

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Aeroporto Internacional Afonso Pena

Ministro da Aviação Civil recebe proposta de construção da nova pista do Afonso Pena

O prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues, apresentou a proposta para construção da nova pista e do terminal de cargas do Aeroporto Internacional Afonso Pena ao ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, e ao presidente da Infraero, Gustavo do Vale, na tarde desta terça-feira (13), em Brasília. A resposta das autoridades da aviação às propostas foi bastante positiva, no entender do prefeito.

O projeto inovador mantém a atual pista de 2.215 metros e desativa a pista auxiliar, que possui 1.800 metros. A nova pista a ser construída teria 3.400 metros e poderia receber aeronaves sem limitações de peso, já que as condições atuais do Afonso Pena não permitem que grandes aviões de carga pousem ou decolem com 100% da sua capacidade.

No espaço da pista auxiliar, o objetivo é instalar um terminal de logística de cargas, para receber as demandas de toda a região Sul do país, que hoje utilizam o aeroporto de Guarulhos (SP). O novo terminal de cargas aliviaria também o trafego pesado na BR-116 entre Curitiba e São Paulo e facilitará a ligação com os portos marítimos da região, além de gerar divisas para São José dos Pinhais e facilitar a exportação de produtos locais.

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, disse que irá solicitar um estudo mais aprofundado para viabilizar essas obras, mas em princípio recebeu bem a iniciativa. “Essa parceria entre a União, a cidade de São José dos Pinhais e o Estado do Paraná é extremamente importante, pois o trabalho conjunto tornará nossas ações mais proveitosas”, afirmou o ministro. Apoio que foi reforçado pelo prefeito Ivan. “Estamos dispostos a trabalhar no que for possível para viabilizar esse projeto de ampliação, aquilo que couber à Prefeitura será realizado”, comentou.

O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, se entusiasmou com a proposta. “O Aeroporto de Guarulhos está esgotado e o de Campinas é muito longe do Sul do país. Este em São José dos Pinhais tem tudo para ser um grande terminal de cargas. Ele fica perto de três grandes portos (Paranaguá, Itajaí e São Francisco do Sul) o que facilita ainda mais a viabilização desse terminal”, reforçou Vale. O movimento de cargas aéreas dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – que seriam atendidos pelo terminal de cargas de SJP - representa aproximadamente 30% do movimento de cargas do aeroporto de Guarulhos.

O deputado federal Eduardo Sciarra (PSD) também comentou as propostas. “A ampliação do aeroporto, com a construção da nova pista e do terminal de cargas, representará grande avanço para o país. Será um importante apoio logístico para o setor produtivo paranaense e da região Sul”, afirmou.

A construção de uma pista paralela à principal beneficiaria também a mobilidade no aeroporto. Aviões convencionais de passageiros e os aviões de cargas poderão pousar ou decolar simultaneamente, fato que hoje não ocorre em São José dos Pinhais porque as pistas atuais se cruzam. “A pista auxiliar quase não opera aqui. Então a nova pista melhorará muito as condições do Afonso Pena”, disse o prefeito de São José dos Pinhais.

Aeroporto Internacional Afonso Pena poderá ter terminal de cargas para atender toda a região Sul do país

O prefeito Ivan também mostrou o projeto da Prefeitura para melhorar a mobilidade entre o Aeroporto e a capital Curitiba, através de um veículo sobre trilhos. A idéia é ceder a construção e exploração à iniciativa privada.

As sugestões de projeto de São José dos Pinhais já foram apresentadas e receberam elogios de diversas autoridades como a ministra-chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann, o governador Beto Richa, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o secretário estadual de Planejamento e Coordenação Geral, Cassio Taniguchi, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, o superintendente da Infraero, Antonio Pallu, o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA-PR), Álvaro Cabrini Júnior, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Edson Campagnolo, o chefe do Escritório de Representação do Paraná em Brasília, Alceni Guerra e o ex-secretário e integrante da Câmara Técnica da FIEP, Mário Stamm.

A reunião de terça-feira, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília, contou ainda com as presenças do diretor de aeroportos da Infraero, João Marcio Jordão e do Secretário de Comunicação de São José dos Pinhais, Luiz Carlos da Rocha.

Aeroporto Internacional Afonso Pena

Prefeitura e Estado iniciam processo de desapropriações para a nova pista do aeroporto

O prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues, debateu com autoridades do governo do Estado e representantes da Infraero, nesta quinta-feira (15), as providências necessárias para a implantação da nova pista de pousos e decolagens e outras melhorias no Aeroporto Internacional Afonso Pena. A reunião ocorreu na Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística.
Autoridades de diversas instâncias estaduais reuniram-se na Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística.

No dia 9 de dezembro foi publicado no Diário Oficial do Paraná o decreto que declara de utilidade pública área destinada à implantação da nova pista.

Para isso, entre as medidas necessárias para a reforma está a desapropriação de algumas áreas de São José dos Pinhais. O prefeito Ivan Rodrigues defendeu os interesses da população do município, reforçando a necessidade de formular um cronograma de planejamento para que as obras transcorram com toda a tranquilidade e segurança possíveis.

O projeto inovador mantém a atual pista de 2.215 metros e desativa a pista auxiliar, que possui 1.800 metros. Pelo projeto, a nova pista terá 3.400 metros de extensão e poderá receber aeronaves sem limitações de peso, já que as condições atuais do Afonso Pena não permitem que grandes aviões de carga pousem ou decolem com 100% da sua capacidade. No lugar da atual pista auxiliar seria construído um terminal de logística de cargas com capacidade para atender toda a demanda cargueira da Região Sul do país, que hoje utiliza o aeroporto de Guarulhos (SP).

“A definição das linhas mestras do projeto vai permitir que a gente dê outros passos”, afirma o prefeito. Ele propõe ainda algumas alternativas e soluções para melhorar a mobilidade entre o Aeroporto e Curitiba, como a implantação de um veículo sobre trilhos. A ideia é ceder a construção e exploração à iniciativa privada.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, destaca a importância da reunião e da discussão entre as diversas esferas envolvidas no projeto. “Estamos avançando na parte técnica e precisamos uniformizar as informações de todos os atores desse processo”, diz. Ele informou ainda que irá solicitar auxílio ao Governo Federal para realizar as desapropriações, que são de competência do Estado.

Segundo o superintendente da Infraero, Antonio Pallu, o decreto foi um passo fundamental para o trabalho. “Ele nos possibilita viabilizar o estudo de impacto ambiental, necessário para a realização da obra”, afirma. “A construção da nova pista e a desativação da atual pista auxiliar para que seja erguido terminal de cargas – que por sinal foi uma ideia brilhante do prefeito Ivan Rodrigues - permitirá ao aeroporto efetuar operações simultâneas. O ganho técnico operacional dará um fôlego de demanda”, complementa Pallu.

Também estiveram presentes na reunião o diretor-presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC), Gil Fernando Bueno Polidoro; representantes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Secretaria de Infraestrutura e Logística; e os secretários municipais de São José dos Pinhais - de Comunicação, Luiz Carlos da Rocha, e de Urbanismo, Luis Scarpin.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Empresas Aéreas

CORREIO DO BRASIL

Leilão da Vasp e a ineficiência privada
Altamiro Borges

Os telejornais de ontem deram grande destaque ao leilão de objetos da Vasp – a lendária Viação Aérea de São Paulo. Dias antes, as emissoras de TV também mostraram o desmanche das aeronaves da empresa no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. As cenas são deprimentes, tristes. Mas a mídia privatista preferiu não abordar as reais causas do desmonte da outrora poderosa Vasp.O leilão e o desmanche desmascaram o discurso da mídia neoliberal sobre a chamada “eficiência da iniciativa privada”, que serviu para sucatear e privatizar inúmeras empresas estatais. A Vasp foi criada em novembro de 1933 por um grupo de empresários e pilotos paulistas. Devido a graves problemas financeiros, em janeiro de 1935 a empresa foi estatizada pelo governo de São Paulo. Motivo de orgulho nacionalCom o tempo, a Vasp deixou de ser uma companhia regional. Em 1936, ela inaugurou a primeira linha comercial entre São Paulo e Rio de Janeiro. Robustecida, adquiriu pequenas empresas comerciais. Em 1962, comprou a Lloyd Aéreo e ampliou sua presença no território nacional. A Vasp se orgulhava de possuir a sua própria frota e de ser a segunda maior empresa de aviação do país. No início dos anos 1990, já no clima privatizante da ofensiva neoliberal, a empresa sofreu brutal sucateamento com o objetivo da sua privatização. O governador Orestes Quércia contratou a consultoria Price Waterhouse para acelerar a venda da estatal, que tinha 32 aeronaves e 7.300 funcionários. Em 1º de outubro de 1990, o Grupo Canhedo comprou a empresa por US$ 44 milhões. A privatização criminosa Wagner Canhedo foi apresentado pela mídia privatista como um empresário inovador, eficiente, moderno. Em pouco tempo, ele se mostrou um verdadeiro bandido, um aventureiro. A Vasp, outrora motivo de orgulho nacional, deixou de pagar impostos e os salários de seus funcionários. A empresa cancelou as rotas internacionais e a frota foi drasticamente reduzida.Em setembro de 2004, o Departamento de Aviação Civil (DAC) suspendeu as operações de oito aeronaves da VASP, que estavam sem manutenção e colocavam em risco a vida dos passageiros. De segunda maior companhia de aviação, a empresa privatizada passou a deter apenas 1,39% dos vôos no país. Em 2004, os trabalhadores fizeram a primeira greve contra o atraso dos salários.Mídia privatista não confessa seu crimeA ineficiência privada, expressa na ambição de lucro de Walter Canhedo, matou a Vasp em janeiro de 2005, quando o DAC cassou a sua autorização de operação. As suas aeronaves ficaram estacionadas nos pátios dos aeroportos de todo o país, numa cena triste e deprimente. Toda esta tragédia, porém, não foi relatada pela mídia privatista na cobertura do show do leilão dos restos da Vasp.