quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Aeroporto Internacional Afonso Pena

Ministro da Aviação Civil recebe proposta de construção da nova pista do Afonso Pena

O prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues, apresentou a proposta para construção da nova pista e do terminal de cargas do Aeroporto Internacional Afonso Pena ao ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, e ao presidente da Infraero, Gustavo do Vale, na tarde desta terça-feira (13), em Brasília. A resposta das autoridades da aviação às propostas foi bastante positiva, no entender do prefeito.

O projeto inovador mantém a atual pista de 2.215 metros e desativa a pista auxiliar, que possui 1.800 metros. A nova pista a ser construída teria 3.400 metros e poderia receber aeronaves sem limitações de peso, já que as condições atuais do Afonso Pena não permitem que grandes aviões de carga pousem ou decolem com 100% da sua capacidade.

No espaço da pista auxiliar, o objetivo é instalar um terminal de logística de cargas, para receber as demandas de toda a região Sul do país, que hoje utilizam o aeroporto de Guarulhos (SP). O novo terminal de cargas aliviaria também o trafego pesado na BR-116 entre Curitiba e São Paulo e facilitará a ligação com os portos marítimos da região, além de gerar divisas para São José dos Pinhais e facilitar a exportação de produtos locais.

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, disse que irá solicitar um estudo mais aprofundado para viabilizar essas obras, mas em princípio recebeu bem a iniciativa. “Essa parceria entre a União, a cidade de São José dos Pinhais e o Estado do Paraná é extremamente importante, pois o trabalho conjunto tornará nossas ações mais proveitosas”, afirmou o ministro. Apoio que foi reforçado pelo prefeito Ivan. “Estamos dispostos a trabalhar no que for possível para viabilizar esse projeto de ampliação, aquilo que couber à Prefeitura será realizado”, comentou.

O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, se entusiasmou com a proposta. “O Aeroporto de Guarulhos está esgotado e o de Campinas é muito longe do Sul do país. Este em São José dos Pinhais tem tudo para ser um grande terminal de cargas. Ele fica perto de três grandes portos (Paranaguá, Itajaí e São Francisco do Sul) o que facilita ainda mais a viabilização desse terminal”, reforçou Vale. O movimento de cargas aéreas dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – que seriam atendidos pelo terminal de cargas de SJP - representa aproximadamente 30% do movimento de cargas do aeroporto de Guarulhos.

O deputado federal Eduardo Sciarra (PSD) também comentou as propostas. “A ampliação do aeroporto, com a construção da nova pista e do terminal de cargas, representará grande avanço para o país. Será um importante apoio logístico para o setor produtivo paranaense e da região Sul”, afirmou.

A construção de uma pista paralela à principal beneficiaria também a mobilidade no aeroporto. Aviões convencionais de passageiros e os aviões de cargas poderão pousar ou decolar simultaneamente, fato que hoje não ocorre em São José dos Pinhais porque as pistas atuais se cruzam. “A pista auxiliar quase não opera aqui. Então a nova pista melhorará muito as condições do Afonso Pena”, disse o prefeito de São José dos Pinhais.

Aeroporto Internacional Afonso Pena poderá ter terminal de cargas para atender toda a região Sul do país

O prefeito Ivan também mostrou o projeto da Prefeitura para melhorar a mobilidade entre o Aeroporto e a capital Curitiba, através de um veículo sobre trilhos. A idéia é ceder a construção e exploração à iniciativa privada.

As sugestões de projeto de São José dos Pinhais já foram apresentadas e receberam elogios de diversas autoridades como a ministra-chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann, o governador Beto Richa, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o secretário estadual de Planejamento e Coordenação Geral, Cassio Taniguchi, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, o superintendente da Infraero, Antonio Pallu, o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA-PR), Álvaro Cabrini Júnior, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Edson Campagnolo, o chefe do Escritório de Representação do Paraná em Brasília, Alceni Guerra e o ex-secretário e integrante da Câmara Técnica da FIEP, Mário Stamm.

A reunião de terça-feira, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília, contou ainda com as presenças do diretor de aeroportos da Infraero, João Marcio Jordão e do Secretário de Comunicação de São José dos Pinhais, Luiz Carlos da Rocha.

Aeroporto Internacional Afonso Pena

Prefeitura e Estado iniciam processo de desapropriações para a nova pista do aeroporto

O prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues, debateu com autoridades do governo do Estado e representantes da Infraero, nesta quinta-feira (15), as providências necessárias para a implantação da nova pista de pousos e decolagens e outras melhorias no Aeroporto Internacional Afonso Pena. A reunião ocorreu na Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística.
Autoridades de diversas instâncias estaduais reuniram-se na Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística.

No dia 9 de dezembro foi publicado no Diário Oficial do Paraná o decreto que declara de utilidade pública área destinada à implantação da nova pista.

Para isso, entre as medidas necessárias para a reforma está a desapropriação de algumas áreas de São José dos Pinhais. O prefeito Ivan Rodrigues defendeu os interesses da população do município, reforçando a necessidade de formular um cronograma de planejamento para que as obras transcorram com toda a tranquilidade e segurança possíveis.

O projeto inovador mantém a atual pista de 2.215 metros e desativa a pista auxiliar, que possui 1.800 metros. Pelo projeto, a nova pista terá 3.400 metros de extensão e poderá receber aeronaves sem limitações de peso, já que as condições atuais do Afonso Pena não permitem que grandes aviões de carga pousem ou decolem com 100% da sua capacidade. No lugar da atual pista auxiliar seria construído um terminal de logística de cargas com capacidade para atender toda a demanda cargueira da Região Sul do país, que hoje utiliza o aeroporto de Guarulhos (SP).

“A definição das linhas mestras do projeto vai permitir que a gente dê outros passos”, afirma o prefeito. Ele propõe ainda algumas alternativas e soluções para melhorar a mobilidade entre o Aeroporto e Curitiba, como a implantação de um veículo sobre trilhos. A ideia é ceder a construção e exploração à iniciativa privada.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, destaca a importância da reunião e da discussão entre as diversas esferas envolvidas no projeto. “Estamos avançando na parte técnica e precisamos uniformizar as informações de todos os atores desse processo”, diz. Ele informou ainda que irá solicitar auxílio ao Governo Federal para realizar as desapropriações, que são de competência do Estado.

Segundo o superintendente da Infraero, Antonio Pallu, o decreto foi um passo fundamental para o trabalho. “Ele nos possibilita viabilizar o estudo de impacto ambiental, necessário para a realização da obra”, afirma. “A construção da nova pista e a desativação da atual pista auxiliar para que seja erguido terminal de cargas – que por sinal foi uma ideia brilhante do prefeito Ivan Rodrigues - permitirá ao aeroporto efetuar operações simultâneas. O ganho técnico operacional dará um fôlego de demanda”, complementa Pallu.

Também estiveram presentes na reunião o diretor-presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC), Gil Fernando Bueno Polidoro; representantes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Secretaria de Infraestrutura e Logística; e os secretários municipais de São José dos Pinhais - de Comunicação, Luiz Carlos da Rocha, e de Urbanismo, Luis Scarpin.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Empresas Aéreas

CORREIO DO BRASIL

Leilão da Vasp e a ineficiência privada
Altamiro Borges

Os telejornais de ontem deram grande destaque ao leilão de objetos da Vasp – a lendária Viação Aérea de São Paulo. Dias antes, as emissoras de TV também mostraram o desmanche das aeronaves da empresa no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. As cenas são deprimentes, tristes. Mas a mídia privatista preferiu não abordar as reais causas do desmonte da outrora poderosa Vasp.O leilão e o desmanche desmascaram o discurso da mídia neoliberal sobre a chamada “eficiência da iniciativa privada”, que serviu para sucatear e privatizar inúmeras empresas estatais. A Vasp foi criada em novembro de 1933 por um grupo de empresários e pilotos paulistas. Devido a graves problemas financeiros, em janeiro de 1935 a empresa foi estatizada pelo governo de São Paulo. Motivo de orgulho nacionalCom o tempo, a Vasp deixou de ser uma companhia regional. Em 1936, ela inaugurou a primeira linha comercial entre São Paulo e Rio de Janeiro. Robustecida, adquiriu pequenas empresas comerciais. Em 1962, comprou a Lloyd Aéreo e ampliou sua presença no território nacional. A Vasp se orgulhava de possuir a sua própria frota e de ser a segunda maior empresa de aviação do país. No início dos anos 1990, já no clima privatizante da ofensiva neoliberal, a empresa sofreu brutal sucateamento com o objetivo da sua privatização. O governador Orestes Quércia contratou a consultoria Price Waterhouse para acelerar a venda da estatal, que tinha 32 aeronaves e 7.300 funcionários. Em 1º de outubro de 1990, o Grupo Canhedo comprou a empresa por US$ 44 milhões. A privatização criminosa Wagner Canhedo foi apresentado pela mídia privatista como um empresário inovador, eficiente, moderno. Em pouco tempo, ele se mostrou um verdadeiro bandido, um aventureiro. A Vasp, outrora motivo de orgulho nacional, deixou de pagar impostos e os salários de seus funcionários. A empresa cancelou as rotas internacionais e a frota foi drasticamente reduzida.Em setembro de 2004, o Departamento de Aviação Civil (DAC) suspendeu as operações de oito aeronaves da VASP, que estavam sem manutenção e colocavam em risco a vida dos passageiros. De segunda maior companhia de aviação, a empresa privatizada passou a deter apenas 1,39% dos vôos no país. Em 2004, os trabalhadores fizeram a primeira greve contra o atraso dos salários.Mídia privatista não confessa seu crimeA ineficiência privada, expressa na ambição de lucro de Walter Canhedo, matou a Vasp em janeiro de 2005, quando o DAC cassou a sua autorização de operação. As suas aeronaves ficaram estacionadas nos pátios dos aeroportos de todo o país, numa cena triste e deprimente. Toda esta tragédia, porém, não foi relatada pela mídia privatista na cobertura do show do leilão dos restos da Vasp.

domingo, 18 de setembro de 2011

Aeroporto Internacional Afonso Pena

OBRAS NO AEROPORTO AFONSO PENA

Dia 19/09/2011 iniciam as obras no Aeroporto Internacional Afonso Pena.

Serviços a serem executados, recapeamento da pista instalação de luminarias na cabeceira 33 substituição de lãmpadas e recuperação das luminárias existentes, entre outras melhorias.

O aeroporto ficará fechado nos seguintes horários:
Segunda a Sexta entre 00h15 as 06h15
Sábado, entre 00h15 e 06h15 e das 20h15 de sábado até às 12h15 de domingo

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Aeroporto Internacional Afonso Pena

Afonso Pena terá centro de gerenciamento da Infraero

Centro vai coordenar e monitorar, em tempo real, a operação de aeronaves e a movimentação de passageiros e bagagens. Operações são realizadas em parceria com outros órgãos e empresas aéreas

O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, vai contar com um Centro de Gerenciamento Aeroportuário (CGA) a partir de sexta-feira (2). A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) também vai instalar um centro desses moldes no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.

O CGA coordena e monitora, em tempo real, as operações das aeronaves e a movimentação de passageiros e bagagens no terminal. As operações são realizadas em sincronia com as empresas aéreas e outros órgãos públicos, como a Polícia Federal (PF), Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Vigilância Agropecuária (Vigiagro), por exemplo.

Segundo o superintendente da Regional Sul da Infraero, Carlos Alberto da Silva Souza, a instalação do CGA em parceria com outros órgãos e empresas vai ser benéfica aos passageiros que usam o aeroporto. Ele explica que, com a central, é possível se antecipar aos acontecimentos e cita como exemplo a formação de fila. O problema poderá ser resolvido acionando órgãos e companhias para tripular balcões e agilizar atendimentos, por exemplo.

No Afonso Pena, o CGA terá representantes de empresas aéreas, dos órgãos públicos e da empresa de ônibus responsável pelo transporte de passageiros no pátio do aeroporto. A central terá operação 24 horas.

Gazeta do Povo

domingo, 14 de agosto de 2011

INFRAERO

Infraero garante que Afonso Pena fica pronto para Copa









Administração do aeroporto explicou obras para comissão de vereadores


A administração do aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, garantiu que as obras de ampliação e melhorias estarão concluídas a tempo para a Copa de 2014. As obras foram explicadas para a comissão de vereadores que fizeram uma visita técnica na quinta-feira. Neste semestre inicia o recapeamento da pista de pouso e decolagem. Com a ampliação do estacionamento, que já está sendo feita, a capacidade irá de 670 vagas para 2.200. Até o início dos jogos, a Infraero também pretende resolver o problema com pousos e decolagens em dias de neblina.

“A Copa é um motivo para que desafios como o fechamento do aeroporto por conta da neblina e a falta de vagas em estacionamento sejam vencidos. Vimos agora a ampliação do estacionamento e o orçamento aprovado para a melhoria da pista. A última vez que estivemos aqui as obras eram só projeto e agora já estão em andamento”, analisou Pedro Paulo, presidente da Comissão Especial da Copa.

Além dele, fazem parte da comissão os vereadores Juliano Borghetti (PP), relator, Jair Cézar (PSDB), Jorge Yamawaki (PSDB), Julião Sobota (PSC), Roberto Hinça (PDT), Serginho do Posto (PSDB), Aladim Luciano (PV), Julieta Reis (DEM), Valdemir Soares (PRB), Paulo Frote (PSDB), Renata Bueno (PPS) e Zezinho do Sabará (PSB).

O superintendente do aeroporto, Antônio Pallu, falou sobre todos os investimentos previstos até a Copa. Um dos projetos é a ampliação do terminal de cargas de importação e exportação. A área atual é de 12 mil metros quadrados e mais cinco mil metros serão agregados. “Nunca na história do aeroporto foram feitas tantas intervenções quanto as que estamos prevendo. Temos que continuar com o funcionamento do terminal causando o menor impacto possível para passageiros”, disse o superintendente.

Além da ampliação do estacionamento térreo, Pallu informou que há um projeto, que também deverá ser concluído até a Copa, para um novo prédio de estacionamento com capacidade para 3.015 vagas. A proposta está em fase de estudo de viabilidade econômica.

O pátio das aeronaves, hoje com seis pontes de embarque e desembarque, deverá passar para um total de 14 pontos, ao custo de R$ 28,5 milhões. Atualmente, há a capacidade de receber 24 aeronaves por hora. “O recapeamento que vamos fazer vai ser suficiente para a Copa por que vai aumentar a capacidade técnica operacional do aeroporto para quarenta aeronaves”, ressaltou o superintendente.

O terminal de passageiros também será ampliado de 45 mil metros quadrados para 62 mil, com um investimento previsto de R$ 130 milhões. Os balcões de atendimento serão ampliados de 30 para 64 e mais três esteiras de bagagem serão somadas às quatro já existentes.

Todo este trabalho é para atender ao aumento da movimentação que deve acontecer até a Copa. Em 2010, o aeroporto atendeu 5,7 milhões de passageiros e a Infraero estima receber 8,3 milhões em 2014.
Reforma da pista

As obras de recapeamento da pista de pouso e decolagem e substituição das luzes da pista deverão reduzir o número de voos. Com início agendado para meados de setembro, a superintendência informou que a previsão é cessar os voos de segunda-feira a quinta-feira da meia-noite às 6h e das 14h dos sábados até o meio-dia dos domingos. A previsão é que os trabalhos durem nove meses.

Segundo Pallu, em torno de 118 vôos comerciais por semana serão afetados, num universo de 1750 vôos que são realizados regularmente neste período. O investimento previsto será de 19 milhões. “Esta obra é fundamental para que tenhamos as condições de segurança do aeroporto mantidas”, enfatizou Pallu. A última reforma de pista no Afonso Pena aconteceu na década de 1990.

Para melhorar a visibilidade da pista em dias de neblina, o superintendente informou que deverá ser adquirido um instrumento chamado ILS 3, que proporcionará condições melhores para pouso e decolagens.
Terceira pista

Pallu informou ainda que a terceira pista do aeroporto não ficará pronta para a Copa de 2014, mas já existe o projeto para que ela seja construída. O governo estadual está fazendo um levantamento para verificar a viabilidade da desapropriação de imóveis na região.
Na visita também estiveram presentes a diretora administrativa da Câmara Municipal de São José dos Pinhais, Dielce Rodrigues Marafico, e o diretor regional dos Correios do Paraná, Areovaldo Figueiredo.

Jornale

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Força Aérea Brasileira

Nota Oficial - Esclarecimentos sobre reportagem do Fantástico exibida em 07/08/2011

O Comando da Aeronáutica repudia veementemente o teor da reportagem do jornalista Valmir Salaro, levada ao ar no Fantástico deste domingo, sete de agosto, e no Bom Dia Brasil desta segunda-feira, oito de agosto.

A matéria em questão parte de princípios incorretos e de denúncias infundadas para passar à população brasileira a falsa impressão de que voar no Brasil não é seguro. A reportagem contradiz os princípios editoriais da própria Rede Globo ao apresentar argumentos com falta de Correção e falta de Isenção, itens considerados pela própria emissora como sendo atributos da informação de qualidade.


O jornalista embarcou em uma aeronave de pequeno porte (aviação geral), que tem características como nível de voo, rota, classificação e regras de controle aéreo diferentes dos voos comerciais. A matéria trata os voos sob condições visuais e instrumentos como se obedecessem as mesmas regras de controle de tráfego aéreo, levando o espectador a uma percepção errada.


O piloto demonstra espanto ao avistar outras aeronaves sobre o Rio de Janeiro e São Paulo, dando um tom sensacionalista a uma situação perfeitamente normal e controlada que ocorre sobre qualquer grande cidade do mundo. Nesse sentido, causa estranheza que a reportagem tenha mostrado a proximidade dos aviões como algo perigoso para os passageiros no Brasil. As próprias imagens revelam níveis de voo diferenciados, além de rotas distintas.


Além disto, o piloto que opta por regras de voo visual, só terá seu voo autorizado se estiver em condições de observar as demais aeronaves em sua rota, de acordo com as regras de tráfego aéreo que deveriam ser de seu pleno conhecimento. Mesmo assim, o piloto receberá, ainda, avisos sobre outros voos em áreas próximas.


Foi exatamente o que ocorreu durante a reportagem, que mostra o contato constante dos controladores de tráfego aéreo com o piloto. Desde a decolagem foram passadas informações detalhadas sobre os demais tráfegos aéreos na região, sem que houvesse qualquer perigo para as aeronaves envolvidas.


A respeito da dificuldade demonstrada em conseguir contato com o serviço meteorológico, é interessante lembrar que há várias frequências disponíveis para contato com o Serviço de Informações Meteorológicas para Aeronaves em Voo (VOLMET), que está disponível 24 horas por dia em todo o país. Além destas, há frequências de ATIS (Serviço Automático de Informação em Terminal) que fornecem continuamente, por meio de mensagem gravada e constantemente atualizada, entre outros dados, as condições meteorológicas reinantes em determinada Área Terminal, bem como em seus aeroportos. Como, aliás, é o caso da Terminal de Belo Horizonte, incluindo os aeroportos da Pampulha e de Confins.


Ressalte-se que, a despeito da operação de tais serviços, todos os pilotos têm a obrigação de obter informações meteorológicas antes do voo pessoalmente nas Salas de Informações Aeronáuticas dos aeroportos, por telefone ou até pela internet.


Ao realizar o voo sem, possivelmente, ter acessado previamente informações meteorológicas, o piloto expôs a equipe de reportagem a uma situação de risco desnecessário. Tratou-se, obviamente, de mais um traço sensacionalista e sem conteúdo informativo.


A respeito do momento da reportagem em que o controle do espaço aéreo diz que não tem visualização da aeronave, cabe esclarecer que o voo realizado pela equipe do Fantástico ocorreu à baixa altitude, em regras de voos visuais, uma situação diferente dos voos comerciais regulares.


Na faixa de altitude utilizada por aeronaves como das empresas TAM e GOL, extensamente mostradas durante a reportagem, há cobertura radar sobre todo o território brasileiro. Para isso, existem hoje 170 radares de controle do espaço aéreo no país. Como dito acima, é feita uma confusão entre perfis de voos completamente diferentes. Dessa forma, o telespectador do Fantástico ficou privado de ter acesso a informações que certamente contribuem para a melhor apresentação dos fatos.


No último trecho de voo da reportagem, o órgão de controle determinou a espera para pouso no Aeroporto Santos-Dumont. O que foi retratado na matéria como algo absurdo, na realidade seguiu rigorosamente as normas em vigor para garantir a segurança e fluidez do tráfego aéreo. Os voos de linhas regulares, na maioria das vezes regidos por regras de voo por instrumentos, gozam de precedência sobre os não regulares, visando a minimizar quaisquer problemas de fluxo que possam afetar a grande massa de usuários.


A reportagem também errou ao mostrar que Traffic Collision Avoidance System (TCAS) é acionado somente em caso de acidente iminente. O fato do TCAS emitir um aviso não significa uma quase-colisão, e sim que uma aeronave invadiu a “bolha de segurança” de outra. Essa bolha é uma área que mede 8 km na horizontal (raio) e 300 metros na vertical (raio).


Cabe ressaltar ainda que a invasão da bolha de segurança não significa sequer uma rota de colisão, pois as aeronaves podem estar em rumos paralelos ou divergentes, ou ainda com separação de altitude, em ambiente tridimensional.


A situação pode ser corrigida pelo controle do espaço aéreo ou por sistemas de segurança instalados nos aviões, como o TCAS. Nem toda ocorrência, portanto, consiste em risco à operação. O TCAS, por exemplo, pode emitir avisos indesejados, pois o equipamento lê as trajetórias das aeronaves, mas não tem conhecimento das restrições impostas pelo controlador.


Todas as ocorrências, no entanto, dão início a uma investigação para apurar os seus fatores contribuintes e geram recomendações de segurança para todos os envolvidos, sejam controladores, pessoal técnico ou tripulantes. É esse o caso dos 24 relatórios citados na reportagem. A existência desses documentos não significa a ocorrência de 24 incidentes de tráfego aéreo, e sim uma consequência direta da cultura operacional de registrar todas as situações diferentes da normalidade com foco na busca da segurança.


A investigação tem como objetivo manter um elevado nível de atenção e melhorar os procedimentos de tráfego aéreo no Brasil, pois é política do Comando da Aeronáutica buscar ao máximo a segurança de todos os passageiros e tripulantes que voam sobre o país. Incidentes e acidentes não são aceitáveis em nenhum número, em qualquer escala.


Sobre a questão dos controladores de tráfego aéreo, ao contrário da informação veiculada, o Brasil tem atualmente mais de 4.100 controladores em atividade, entre civis e militares. No total, são mais de 6.900 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas.


Para garantir a segurança do controle do espaço aéreo no futuro, o Comando da Aeronáutica investe na formação de controladores de tráfego aéreo. A Escola de Especialistas de Aeronáutica forma anualmente 300 profissionais da área. Todos seguem depois para o Centro de Simulação do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), inaugurado em 2007 em São José dos Campos (SP). Com sistemas de última geração e tecnologia 100% nacional, o ICEA ampliou de 160 para 512 controladores-alunos por ano, triplicando a capacidade de formação e reciclagem.


Vale salientar que a ascensão operacional dos profissionais de controle de tráfego aéreo ocorre por meio de um conselho do qual fazem parte, dentre outros, os supervisores mais experientes de cada órgão de controle de tráfego aéreo. Desse modo, nenhum controlador de tráfego aéreo exerce atividades para as quais não esteja plenamente capacitado.


A qualidade desses profissionais se comprova por meio de relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). De acordo com o Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira, dos 26 tipos de fatores contribuintes para ocorrência de acidentes no país entre 2000 e 2009, o controle de tráfego aéreo ocupa a 24° posição, com 0,9%. O documento está disponível no link:

http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/Anexos/article/19/PANORAMA_2000_2009.pdf


A capacitação dos recursos humanos faz parte dos investimentos feitos pelo DECEA ao longo da década. Entre 2000 e 2010, foram R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008. O montante também envolve compra de equipamentos e a adoção do Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITÁRIO), um novo software nacional que representou um salto tecnológico na interface dos controladores de tráfego aéreo com as estações de trabalho. O sistema tem novas funcionalidades que permitem uma melhor consciência situacional por parte dos controladores. Sua interface é mais intuitiva, facilitando o trabalho de seus usuários.


Os resultados desses investimentos foram demonstrados pela auditoria realizada em 2009 pela International Civil Aviation Organization (ICAO), organização máxima da aviação civil, ligada às Nações Unidas, com 190 países signatários. A ICAO classificou o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro entre os cinco melhores no mundo. De acordo com a ICAO, o Brasil atingiu 95% de conformidade em procedimentos operacionais e de segurança.


Sem citar quaisquer dessas informações, para realizar sua reportagem, a equipe do Fantástico exibe depoimentos sem ao menos pesquisar qual a motivação dessas fontes. O Sr. Edileuzo Cavalcante, por exemplo, apresentado como um importante dirigente de uma associação de controladores, é acusado por atentado contra a segurança do transporte aéreo, motim e incitação à indisciplina, e responde por essas acusações na Justiça Militar.


O Sr. Edileuzo Cavalcante foi afastado da função de controlador de tráfego aéreo em 2007 e recentemente excluído das fileiras da Força Aérea Brasileira. Em 2010, também teve uma candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral.


Quanto à informação sobre as tentativas de chamada por parte do controlador de tráfego aéreo, Sargento Lucivando Tibúrcio de Alencar, no caso do acidente ocorrido com a aeronave da Gol (PR-GTD) e a aeronave da empresa Excel Aire (N600XL) em 29 de setembro de 2006, cabe reforçar que elas não obtiveram sucesso devido à aeronave da Excel Aire não ter sido instruída oportunamente a trocar de frequência e não a qualquer deficiência no equipamento, conforme verificado em voo de inspeção. Durante as tentativas de contato, a última frequência que havia sido atribuída à aeronave estava fora de alcance, impossibilitando o estabelecimento das comunicações bilaterais.


Já quando foi consultar o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, a equipe de reportagem omitiu o fato que trataria de problemas de tráfego aéreo. Foi informado que se tratava unicamente sobre a evolução do tráfego aéreo de 2006 a 2011.


Por fim, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica ressalta que voar no país é seguro, que as ferramentas de prevenção do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro estão em perfeito funcionamento e que todas as ações implementadas seguem em concordância com o volume de tráfego aéreo e com as normas internacionais de segurança. No entanto, este Centro reitera que a questão da segurança do tráfego aéreo no país exige um tratamento responsável, sem emoção e desvinculado de interesses particulares, pessoais ou políticos.


Brasília, 9 de agosto de 2011.

Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Fonte: CECOMSAER