domingo, 14 de agosto de 2011

INFRAERO

Infraero garante que Afonso Pena fica pronto para Copa









Administração do aeroporto explicou obras para comissão de vereadores


A administração do aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, garantiu que as obras de ampliação e melhorias estarão concluídas a tempo para a Copa de 2014. As obras foram explicadas para a comissão de vereadores que fizeram uma visita técnica na quinta-feira. Neste semestre inicia o recapeamento da pista de pouso e decolagem. Com a ampliação do estacionamento, que já está sendo feita, a capacidade irá de 670 vagas para 2.200. Até o início dos jogos, a Infraero também pretende resolver o problema com pousos e decolagens em dias de neblina.

“A Copa é um motivo para que desafios como o fechamento do aeroporto por conta da neblina e a falta de vagas em estacionamento sejam vencidos. Vimos agora a ampliação do estacionamento e o orçamento aprovado para a melhoria da pista. A última vez que estivemos aqui as obras eram só projeto e agora já estão em andamento”, analisou Pedro Paulo, presidente da Comissão Especial da Copa.

Além dele, fazem parte da comissão os vereadores Juliano Borghetti (PP), relator, Jair Cézar (PSDB), Jorge Yamawaki (PSDB), Julião Sobota (PSC), Roberto Hinça (PDT), Serginho do Posto (PSDB), Aladim Luciano (PV), Julieta Reis (DEM), Valdemir Soares (PRB), Paulo Frote (PSDB), Renata Bueno (PPS) e Zezinho do Sabará (PSB).

O superintendente do aeroporto, Antônio Pallu, falou sobre todos os investimentos previstos até a Copa. Um dos projetos é a ampliação do terminal de cargas de importação e exportação. A área atual é de 12 mil metros quadrados e mais cinco mil metros serão agregados. “Nunca na história do aeroporto foram feitas tantas intervenções quanto as que estamos prevendo. Temos que continuar com o funcionamento do terminal causando o menor impacto possível para passageiros”, disse o superintendente.

Além da ampliação do estacionamento térreo, Pallu informou que há um projeto, que também deverá ser concluído até a Copa, para um novo prédio de estacionamento com capacidade para 3.015 vagas. A proposta está em fase de estudo de viabilidade econômica.

O pátio das aeronaves, hoje com seis pontes de embarque e desembarque, deverá passar para um total de 14 pontos, ao custo de R$ 28,5 milhões. Atualmente, há a capacidade de receber 24 aeronaves por hora. “O recapeamento que vamos fazer vai ser suficiente para a Copa por que vai aumentar a capacidade técnica operacional do aeroporto para quarenta aeronaves”, ressaltou o superintendente.

O terminal de passageiros também será ampliado de 45 mil metros quadrados para 62 mil, com um investimento previsto de R$ 130 milhões. Os balcões de atendimento serão ampliados de 30 para 64 e mais três esteiras de bagagem serão somadas às quatro já existentes.

Todo este trabalho é para atender ao aumento da movimentação que deve acontecer até a Copa. Em 2010, o aeroporto atendeu 5,7 milhões de passageiros e a Infraero estima receber 8,3 milhões em 2014.
Reforma da pista

As obras de recapeamento da pista de pouso e decolagem e substituição das luzes da pista deverão reduzir o número de voos. Com início agendado para meados de setembro, a superintendência informou que a previsão é cessar os voos de segunda-feira a quinta-feira da meia-noite às 6h e das 14h dos sábados até o meio-dia dos domingos. A previsão é que os trabalhos durem nove meses.

Segundo Pallu, em torno de 118 vôos comerciais por semana serão afetados, num universo de 1750 vôos que são realizados regularmente neste período. O investimento previsto será de 19 milhões. “Esta obra é fundamental para que tenhamos as condições de segurança do aeroporto mantidas”, enfatizou Pallu. A última reforma de pista no Afonso Pena aconteceu na década de 1990.

Para melhorar a visibilidade da pista em dias de neblina, o superintendente informou que deverá ser adquirido um instrumento chamado ILS 3, que proporcionará condições melhores para pouso e decolagens.
Terceira pista

Pallu informou ainda que a terceira pista do aeroporto não ficará pronta para a Copa de 2014, mas já existe o projeto para que ela seja construída. O governo estadual está fazendo um levantamento para verificar a viabilidade da desapropriação de imóveis na região.
Na visita também estiveram presentes a diretora administrativa da Câmara Municipal de São José dos Pinhais, Dielce Rodrigues Marafico, e o diretor regional dos Correios do Paraná, Areovaldo Figueiredo.

Jornale

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Força Aérea Brasileira

Nota Oficial - Esclarecimentos sobre reportagem do Fantástico exibida em 07/08/2011

O Comando da Aeronáutica repudia veementemente o teor da reportagem do jornalista Valmir Salaro, levada ao ar no Fantástico deste domingo, sete de agosto, e no Bom Dia Brasil desta segunda-feira, oito de agosto.

A matéria em questão parte de princípios incorretos e de denúncias infundadas para passar à população brasileira a falsa impressão de que voar no Brasil não é seguro. A reportagem contradiz os princípios editoriais da própria Rede Globo ao apresentar argumentos com falta de Correção e falta de Isenção, itens considerados pela própria emissora como sendo atributos da informação de qualidade.


O jornalista embarcou em uma aeronave de pequeno porte (aviação geral), que tem características como nível de voo, rota, classificação e regras de controle aéreo diferentes dos voos comerciais. A matéria trata os voos sob condições visuais e instrumentos como se obedecessem as mesmas regras de controle de tráfego aéreo, levando o espectador a uma percepção errada.


O piloto demonstra espanto ao avistar outras aeronaves sobre o Rio de Janeiro e São Paulo, dando um tom sensacionalista a uma situação perfeitamente normal e controlada que ocorre sobre qualquer grande cidade do mundo. Nesse sentido, causa estranheza que a reportagem tenha mostrado a proximidade dos aviões como algo perigoso para os passageiros no Brasil. As próprias imagens revelam níveis de voo diferenciados, além de rotas distintas.


Além disto, o piloto que opta por regras de voo visual, só terá seu voo autorizado se estiver em condições de observar as demais aeronaves em sua rota, de acordo com as regras de tráfego aéreo que deveriam ser de seu pleno conhecimento. Mesmo assim, o piloto receberá, ainda, avisos sobre outros voos em áreas próximas.


Foi exatamente o que ocorreu durante a reportagem, que mostra o contato constante dos controladores de tráfego aéreo com o piloto. Desde a decolagem foram passadas informações detalhadas sobre os demais tráfegos aéreos na região, sem que houvesse qualquer perigo para as aeronaves envolvidas.


A respeito da dificuldade demonstrada em conseguir contato com o serviço meteorológico, é interessante lembrar que há várias frequências disponíveis para contato com o Serviço de Informações Meteorológicas para Aeronaves em Voo (VOLMET), que está disponível 24 horas por dia em todo o país. Além destas, há frequências de ATIS (Serviço Automático de Informação em Terminal) que fornecem continuamente, por meio de mensagem gravada e constantemente atualizada, entre outros dados, as condições meteorológicas reinantes em determinada Área Terminal, bem como em seus aeroportos. Como, aliás, é o caso da Terminal de Belo Horizonte, incluindo os aeroportos da Pampulha e de Confins.


Ressalte-se que, a despeito da operação de tais serviços, todos os pilotos têm a obrigação de obter informações meteorológicas antes do voo pessoalmente nas Salas de Informações Aeronáuticas dos aeroportos, por telefone ou até pela internet.


Ao realizar o voo sem, possivelmente, ter acessado previamente informações meteorológicas, o piloto expôs a equipe de reportagem a uma situação de risco desnecessário. Tratou-se, obviamente, de mais um traço sensacionalista e sem conteúdo informativo.


A respeito do momento da reportagem em que o controle do espaço aéreo diz que não tem visualização da aeronave, cabe esclarecer que o voo realizado pela equipe do Fantástico ocorreu à baixa altitude, em regras de voos visuais, uma situação diferente dos voos comerciais regulares.


Na faixa de altitude utilizada por aeronaves como das empresas TAM e GOL, extensamente mostradas durante a reportagem, há cobertura radar sobre todo o território brasileiro. Para isso, existem hoje 170 radares de controle do espaço aéreo no país. Como dito acima, é feita uma confusão entre perfis de voos completamente diferentes. Dessa forma, o telespectador do Fantástico ficou privado de ter acesso a informações que certamente contribuem para a melhor apresentação dos fatos.


No último trecho de voo da reportagem, o órgão de controle determinou a espera para pouso no Aeroporto Santos-Dumont. O que foi retratado na matéria como algo absurdo, na realidade seguiu rigorosamente as normas em vigor para garantir a segurança e fluidez do tráfego aéreo. Os voos de linhas regulares, na maioria das vezes regidos por regras de voo por instrumentos, gozam de precedência sobre os não regulares, visando a minimizar quaisquer problemas de fluxo que possam afetar a grande massa de usuários.


A reportagem também errou ao mostrar que Traffic Collision Avoidance System (TCAS) é acionado somente em caso de acidente iminente. O fato do TCAS emitir um aviso não significa uma quase-colisão, e sim que uma aeronave invadiu a “bolha de segurança” de outra. Essa bolha é uma área que mede 8 km na horizontal (raio) e 300 metros na vertical (raio).


Cabe ressaltar ainda que a invasão da bolha de segurança não significa sequer uma rota de colisão, pois as aeronaves podem estar em rumos paralelos ou divergentes, ou ainda com separação de altitude, em ambiente tridimensional.


A situação pode ser corrigida pelo controle do espaço aéreo ou por sistemas de segurança instalados nos aviões, como o TCAS. Nem toda ocorrência, portanto, consiste em risco à operação. O TCAS, por exemplo, pode emitir avisos indesejados, pois o equipamento lê as trajetórias das aeronaves, mas não tem conhecimento das restrições impostas pelo controlador.


Todas as ocorrências, no entanto, dão início a uma investigação para apurar os seus fatores contribuintes e geram recomendações de segurança para todos os envolvidos, sejam controladores, pessoal técnico ou tripulantes. É esse o caso dos 24 relatórios citados na reportagem. A existência desses documentos não significa a ocorrência de 24 incidentes de tráfego aéreo, e sim uma consequência direta da cultura operacional de registrar todas as situações diferentes da normalidade com foco na busca da segurança.


A investigação tem como objetivo manter um elevado nível de atenção e melhorar os procedimentos de tráfego aéreo no Brasil, pois é política do Comando da Aeronáutica buscar ao máximo a segurança de todos os passageiros e tripulantes que voam sobre o país. Incidentes e acidentes não são aceitáveis em nenhum número, em qualquer escala.


Sobre a questão dos controladores de tráfego aéreo, ao contrário da informação veiculada, o Brasil tem atualmente mais de 4.100 controladores em atividade, entre civis e militares. No total, são mais de 6.900 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas.


Para garantir a segurança do controle do espaço aéreo no futuro, o Comando da Aeronáutica investe na formação de controladores de tráfego aéreo. A Escola de Especialistas de Aeronáutica forma anualmente 300 profissionais da área. Todos seguem depois para o Centro de Simulação do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), inaugurado em 2007 em São José dos Campos (SP). Com sistemas de última geração e tecnologia 100% nacional, o ICEA ampliou de 160 para 512 controladores-alunos por ano, triplicando a capacidade de formação e reciclagem.


Vale salientar que a ascensão operacional dos profissionais de controle de tráfego aéreo ocorre por meio de um conselho do qual fazem parte, dentre outros, os supervisores mais experientes de cada órgão de controle de tráfego aéreo. Desse modo, nenhum controlador de tráfego aéreo exerce atividades para as quais não esteja plenamente capacitado.


A qualidade desses profissionais se comprova por meio de relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). De acordo com o Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira, dos 26 tipos de fatores contribuintes para ocorrência de acidentes no país entre 2000 e 2009, o controle de tráfego aéreo ocupa a 24° posição, com 0,9%. O documento está disponível no link:

http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/Anexos/article/19/PANORAMA_2000_2009.pdf


A capacitação dos recursos humanos faz parte dos investimentos feitos pelo DECEA ao longo da década. Entre 2000 e 2010, foram R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008. O montante também envolve compra de equipamentos e a adoção do Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITÁRIO), um novo software nacional que representou um salto tecnológico na interface dos controladores de tráfego aéreo com as estações de trabalho. O sistema tem novas funcionalidades que permitem uma melhor consciência situacional por parte dos controladores. Sua interface é mais intuitiva, facilitando o trabalho de seus usuários.


Os resultados desses investimentos foram demonstrados pela auditoria realizada em 2009 pela International Civil Aviation Organization (ICAO), organização máxima da aviação civil, ligada às Nações Unidas, com 190 países signatários. A ICAO classificou o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro entre os cinco melhores no mundo. De acordo com a ICAO, o Brasil atingiu 95% de conformidade em procedimentos operacionais e de segurança.


Sem citar quaisquer dessas informações, para realizar sua reportagem, a equipe do Fantástico exibe depoimentos sem ao menos pesquisar qual a motivação dessas fontes. O Sr. Edileuzo Cavalcante, por exemplo, apresentado como um importante dirigente de uma associação de controladores, é acusado por atentado contra a segurança do transporte aéreo, motim e incitação à indisciplina, e responde por essas acusações na Justiça Militar.


O Sr. Edileuzo Cavalcante foi afastado da função de controlador de tráfego aéreo em 2007 e recentemente excluído das fileiras da Força Aérea Brasileira. Em 2010, também teve uma candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral.


Quanto à informação sobre as tentativas de chamada por parte do controlador de tráfego aéreo, Sargento Lucivando Tibúrcio de Alencar, no caso do acidente ocorrido com a aeronave da Gol (PR-GTD) e a aeronave da empresa Excel Aire (N600XL) em 29 de setembro de 2006, cabe reforçar que elas não obtiveram sucesso devido à aeronave da Excel Aire não ter sido instruída oportunamente a trocar de frequência e não a qualquer deficiência no equipamento, conforme verificado em voo de inspeção. Durante as tentativas de contato, a última frequência que havia sido atribuída à aeronave estava fora de alcance, impossibilitando o estabelecimento das comunicações bilaterais.


Já quando foi consultar o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, a equipe de reportagem omitiu o fato que trataria de problemas de tráfego aéreo. Foi informado que se tratava unicamente sobre a evolução do tráfego aéreo de 2006 a 2011.


Por fim, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica ressalta que voar no país é seguro, que as ferramentas de prevenção do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro estão em perfeito funcionamento e que todas as ações implementadas seguem em concordância com o volume de tráfego aéreo e com as normas internacionais de segurança. No entanto, este Centro reitera que a questão da segurança do tráfego aéreo no país exige um tratamento responsável, sem emoção e desvinculado de interesses particulares, pessoais ou políticos.


Brasília, 9 de agosto de 2011.

Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Fonte: CECOMSAER

sexta-feira, 8 de julho de 2011

INFRAERO

Resposta à TV Record

Em relação ao Repórter Record deste domingo, 3/7, a Infraero esclarece:

A empresa entende a preocupação em abordar um tema tão importante aos usuários do transporte aéreo. Entretanto, o tom de "Caos Aéreo" em toda a reportagem não condiz com a realidade. Há mais de três anos, a Infraero tem tomado medidas para garantir a operacionalidade nos aeroportos, mesmo com o forte aumento da demanda no setor. Desta forma, a empresa não tira sua responsabilidade em vários quesitos apresentados na matéria e, como foi informado anteriormente, há sim, um planejamento sendo executado para garantir as melhorias necessárias nos aeroportos administrados pela Infraero, com foco naqueles que estão nas cidades sede da Copa de 2014.

Cabe, entretanto, ressaltar que na reportagem sobre a "Situação dos Aeroportos Brasileiros" é possível notar uma falta de conhecimento do setor aéreo brasileiro e das atribuições de cada ente que faz parte desse sistema. A apuração da reportagem deixa de divulgar ao telespectador a responsabilidade de cada ente que compõe o setor, bem como explicar o que tem sido feito para minimizar cada situação apontada. Infelizmente, não houve esta preocupação.

Esse desconhecimento comprometeu a correta informação para o telespectador e passageiros/usuários.

- Primeiramente, a Infraero não é responsável por todos os aeroportos brasileiros. A empresa administra 66 aeroportos, além de 34 Terminais de Logística de Carga. O Brasil possui centenas de aeródromos sob responsabilidade de Estados, Municípios e empresas privadas;

- Quando se fala da cobrança do documento de identidade na entrada da sala de embarque: segundo a Resolução nº 130 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), essa cobrança deve ser realizada pela própria companhia aérea no ato de conferência dos bilhetes de embarque, no momento do passageiro entrar na aeronave, e não por um empregado da Infraero ou um de seus terceirizados;

- No item "conferência de bagagens": segundo normas da Anac, a responsabilidade pela bagagem do passageiro, desde o momento do despacho até a retirada do equipamento na esteira de restituição, é da companhia aérea. E "para que os funcionários da Infraero" na saída do desembarque? A função desses profissionais é garantir a segurança patrimonial do aeroporto e dos próprios passageiros, e não verificar a bagagem dos passageiros;

- Atrasos de voos: atrasos e cancelamentos de voos podem ocorrer por diversos motivos, desde meteorológicos (chuva, neblina, erupção vulcânica etc.) até problemas relacionados às companhias aéreas;

- Mudanças dos portões de embarque: a programação dos portões de embarque é realizada pela Infraero em conjunto com as empresas aéreas. Mudanças nessa programação podem ser causadas em virtude de atrasos dos voos e/ou necessidade de embarque de um passageiro com deficiência ou mobilidade reduzida, ou seja, para se atingir a melhor eficácia da operação aeroportuária naquele momento;

- Vias de acesso ao aeroporto: mobilidade urbana não é de responsabilidade da Infraero.

Sobre itens pertinentes aos aeroportos, a Infraero esclarece:

- O Aeroporto de Guarulhos possui 28 escadas rolantes que funcionam 24h por dia, sete dias por semana. Como todo equipamento, as escadas também passam por manutenção. Durante a produção da reportagem, em nenhum momento a Infraero foi procurada para prestar informações sobre o assunto. Vale destacar que o funcionário da Infraero que conversa com o repórter age corretamente e informa as alternativas existentes: outra escada rolante em funcionamento e um elevador próximo. Sobre o estacionamento, a Infraero se manifestou via nota (e que infelizmente não foi incluída na reportagem) que já possui projetos para a ampliação do estacionamento do Aeroporto de Guarulhos;

- São Luís: as mudanças no Aeroporto Marechal Cunha Machado tiveram início em 18/3, quando o acesso principal ao atual Terminal de Passageiros foi interditado em virtude de avaliação técnica formulada por consultores contratados pela Infraero, que indicou avaria na estrutura espacial do Terminal. Em 24/3, o Terminal foi totalmente interditado. Desde então, embarques e desembarques vêm sendo realizados em caráter temporário no antigo Terminal (atual sede da Administração do aeroporto). Todas as adequações têm sido feitas desde a interdição total do atual Terminal de Passageiros, com o objetivo de adaptar o aeroporto para a movimentação de passageiros e demais usuários enquanto as obras de reforma do atual Terminal não ficam prontas. Sobre a afirmação de que a Infraero teve "a cara de pau" de dar desconto na tarifa de embarque, a empresa estranha a agressividade da reportagem, uma vez que atendeu a todas as solicitações da produção, e esclarece que a redução da cobrança está respaldada na Resolução nº 180 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de 25/1/2011. Em nenhum momento a reportagem cita o problema de interdição do aeroporto que, desde então, não teve qualquer voo cancelado ou atrasado devido à infraestrutura;

- Em Confins, o aeroporto dispõe de 941 assentos nas salas de embarque (doméstica e internacional) e outros 120 no saguão. Mais 50 conjuntos de assentos (com quatro lugares cada) já estão em processo de aquisição e estarão disponíveis para passageiros e usuários;

- Em Congonhas, mais uma vez, cadeiras de rodas destinadas a passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida são de responsabilidade das companhias aéreas;

- Em Vitória, a Infraero esclarece que a rotina de limpeza dos banheiros do Terminal de Passageiros é planejada visando a minimizar a necessidade de interdições nos sanitários. Todavia, existem horários em que o fluxo de pessoas e o consequente uso dos banheiros são mais intensos, o que acaba exigindo interdições momentâneas para manter as condições de higiene nas instalações. Também é importante destacar que administração do Aeroporto de Vitória vem providenciando a reforma parcial dos banheiros masculino e feminino do Terminal, com a troca de todas as torneiras, sifões, ralos, louças sanitárias, portas e assentos. Tal ação visa trazer mais conforto e satisfação aos passageiros e usuários. Além disso, o projeto para essa reforma já está concluído. Sobre a capacidade do aeroporto, já está em fase de conclusão a instalação de um Módulo Operacional, que vai ampliar a capacidade de passageiros do aeroporto capixaba.

Lamentamos que a TV Record tenha ignorado as informações passadas e esperamos, com isso, ter contribuído para sanar dúvidas sobre o funcionamento do sistema aéreo brasileiro e estamos à disposição para outros esclarecimentos.


Fonte: Assessoria de Imprensa – Infraero - 07.07.11



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Aeroporto Internacional Afonso Pena


Aeroporto Internacional Afonso Pena em obras



O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, terá a capacidade aumentada para embarques e desembarques. Nesta terça-feira (5) foi assinada a ordem de serviço para o início das obras de ampliação do pátio de aeronaves. As obras fazem parte do PAC da Copa e o investimento é de R$ 23 milhões.

Atualmente existem seis posições para estacionamento de aeronaves no Afonso Pena. As obras vão criar mais nove posições fixas para embarque e desembarque direto nos aviões, sem a necessidade de usar ônibus para se chegar às aeronaves. Serão oito para o uso dos passageiros e uma posição ficará de reserva, caso algum avião precise ficar estacionado por algum período. As obras começam na quarta-feira (6) e têm prazo de um ano para serem concluídas.

"Essas obras representam um ganho técnico e operacional muito significativo para o aeroporto. Elas vão ajudar a dar vazão a todo o tráfego aéreo que a Copa do Mundo vai gerar aqui em Curitiba", disse Antonio Pallu, superintendente da Infraero do Aeroporto Internacional Afonso Pena.
"O aeroporto terá um ganho muito importante na sua capacidade de embarques e desembarques. Curitiba terá um aeroporto em condições ideais para receber os turistas para a Copa. Teremos um aeroporto mais confortável e melhor equipado", afirmou Luiz de Carvalho, secretário municipal para a Copa."A ampliação da área do pátio de estacionamento das aeronaves vai facilitar muito a vida dos passageiros. Vai dar mais segurança e conforto aos usuários", disse o secretário de estado da Copa, Mario Celso Cunha. Hoje passam pelo aeroporto Internacional Afonso Pena entre 18 mil a 20 mil passageiros por dia. São 240 voos diários.

Estacionamento - No aeroporto também estão sendo realizadas obras para a ampliação do estacionamento. Das 670 vagas atuais, o estacionamento passará a ter 2.070. Até o fim do ano também deve ser concluído o projeto para a ampliação do terminal de passageiros do aeroporto. A estimativa da Infraero é que neste ano passem pelo terminal aéreo cerca de 6,7 milhões de passageiros.

O prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues, e a engenheira do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (Ippuc) Susana Costa, assessora técnica da Prefeitura para a Copa, também acompanharam a assinatura da ordem de serviço no Aeroporto Afonso Pena.

Obras em Curitiba - Em Curitiba serão investimentos R$ 222 milhões em obras do PAC da Copa. Ao todo são sete projetos de mobilidade para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Os recursos são para as seguintes obras: corredor Aeroporto/Rodoferroviária (Avenida das Torres); requalificação da Estação Rodoferroviária e seus acessos; corredor da Avenida Cândido de Abreu; extensão da Linha Verde Sul; requalificação do corredor da avenida Marechal Floriano Peixoto; Sistema Integrado de Mobilidade (uma rede inteligente de organização de trânsito); e a reforma e ampliação do terminal de ônibus Santa Cândida.

Na última semana o prefeito Luciano Ducci autorizou a extensão da Linha Verde Sul. O novo trecho em licitação da Linha Verde tem 1,8 quilômetro, transformando a BR 476 em uma via urbana com 10 pistas de rolamento - duas para canaletas exclusivas para o transporte coletivo, seis para o sistema viário (três em cada sentido) e duas vias locais de passagem (uma em cada sentido), ciclovia, além de iluminação renovada, paisagismo e calçadas.

O investimento na Nova Cândido de Abreu será de R$ 11,4 milhões, dos quais R$ 5,1 milhões do PAC da Copa e o restante com recursos do município. Já o investimento no Corredor Marechal Floriano será de R$ 20 milhões em uma obra que vai ligar Curitiba a São José dos Pinhais com pista exclusiva para os biarticulados.

sábado, 2 de julho de 2011

Aeroporto Internacional Afonso Pena

Proposta da nova pista do Aeroporto Afonso Pena é oficializada

A Prefeitura de São José dos Pinhais apresentou nesta sexta-feira (1), durante a Agenda Parlamentar Infraestrutura, organizada CREA-PR, as propostas da construção da nova pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena e de um novo modal de transporte até Curitiba.

Com a nova pista, a atual pista auxiliar seria desativada e no local erguido o terminal de logística de cargas, que desafogaria o aeroporto de Guarulhos (SP). “Este terminal possibilitaria a vinda para o Afonso Pena de todo o movimento de carga do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o que representa aproximadamente 30% do movimento do aeroporto de Guarulhos”, afirma Ivan Rodrigues, prefeito de São José dos Pinhais.

A nova pista poderá receber aeronaves de carga sem limitações, já que hoje as condições do Afonso Pena não permitem que aviões de cargas pousem ou decolem com 100% da sua capacidade. A instalação do terminal logístico de cargas aliviará também o trafego pesado na BR-116 entre Curitiba e São Paulo. A ideia é delegar a construção e operação do terminal de cargas à iniciativa privada, dentro da proposta da presidenta Dilma Rousseff de privatizar os terminais dos principais aeroportos do País.

Durante o encontro desta sexta-feira (1), Ivan Rodrigues apresentou o projeto da nova pista do aeroporto para outros prefeitos, deputados e representantes do governo do estado que estiveram no evento. Assim como representantes do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Valec-Engenharia, Coordenação do PAC II / Ministério do Planejamento e Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República que participaram da agenda.

Estiveram presentes e também receberam o projeto das mãos do prefeito Ivan Rodrigues, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o chefe de gabinete da ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, Carlos Carboni, o superintendente da Infraero, Antonio Pallu, o presidente do CREA-PR, Álvaro Cabrini Júnior, o vice-presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Hélio Bampi, e o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Valter Fanini.

Com a nova pista, alguns moradores no entorno do Afonso Pena ficariam isolados. Problema que seria resolvido com a construção de um metrô de superfície, ou então de eixo para Veículo Leve Sobre Rodas (VLSR), movido a eletricidade, bem como pistas laterais para o tráfego normal. A ideia do prefeito é que o eixo conecte a BR-116 de um lado e de outro o prolongamento da Avenida do Trabalhador, na divisa com Curitiba, cortando São José dos Pinhais. A obra seria construída na mesma área disponibilizada para uso da antiga Rede Ferroviária Federal, mas que está desativada há vários anos. Não haverá necessidade de desapropriações.

Desta forma, os moradores do bairro Quissisana, Suíça e região recuperariam o acesso ao centro de São José dos Pinhais. O novo modal de transporte também serviria como opção de transporte público rápido entre moradores do centro de São José dos Pinhais e região do bairro Afonso Pena até Curitiba.

“É um projeto que vem ao encontro com os planos da Infraero. É uma alternativa viável e que pode ser muito útil ao país. No projeto, a prefeitura, através do Ivan (Rodrigues), já colocou alguns adereços de modificações importantes para a mobilidade da população”, afirma Antonio Pallu.

Com uma nova pista com 3.400m de extensão equipada com o ILS-3, a interrupção de tráfego aéreo por problemas climáticos como ocorre com frequência, teria sido reduzida.

A Prefeitura também reforça a importância de se construir o terminal de cargas em São José dos Pinhais, tanto pela infraestrutura já implantada quanto pela localização estratégica da cidade – junto ao maior pólo econômico e industrial do Estado e no meio do entroncamento viário que liga as regiões Sul e Sudeste do País, além da Capital paranaense ao interior. Não faria sentido, no entender da Prefeitura, levar um terminal de tamanha importância para o Estado a qualquer outra região afastada desse eixo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

INFRAERO

Revista Carta Capital denuncia que privatização dos aeroportos obedece “cegamente” orientação de consultoria dos Estados Unidos
Escrito por: Maurício Dias/Carta Capital

Na terça-feira 31 de maio, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a concessão de três aeroportos, Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Brasília, que passarão ao controle societário da iniciativa privada, que, também, será responsável pela operação desses locais.

Dois dias depois, foi anunciado que também serão privatizados os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e Confins, em Belo Horizonte.

A presidenta Dilma Rousseff ignorou o documento elaborado pela Infraero e encaminhado às autoridades competentes pelo conselho de administração da empresa, que aniquila inteiramente o relatório da multinacional McKinsey, que, contratada pelo governo, elaborou o relatório Estudo do Setor do Transporte Aéreo no Brasil, que norteia as decisões tomadas agora.

Uma observação à parte: a iniciativa mostra um descaso absoluto com a engenharia nacional.

Se o governo supôs que os técnicos nacionais optariam pela manutenção do modelo (estatal) existente, deveria considerar que as empresas estrangeiras, como a McKinsey, estão inevitavelmente comprometidas com o processo de privatização.

O modelo da concessão prevê a entrega de 51% do controle dos aeroportos para os investidores privados. A Infraero ficará com 49%. Isso marca uma mudança de modelo que, na prática, significa a implosão da Infraero, uma das mais bem-sucedidas empresas aeroportuárias do mundo.

Criada na década de 1970, a Infraero administra hoje 67 aeroportos, 34 terminais logísticos de cargas, torres de controle e outros meios auxiliares de navegação aérea. Nesse estoque, formado também para atender a conveniências políticas, é possível notar que a empresa administra aeroportos pequenos como o Júlio César, em Belém (PA), com 30 mil passageiros por ano, e gigantes como Cumbica, em Guarulhos (SP), com 20 milhões.

A concessão muda radicalmente a lógica do sistema implantado no Brasil, que, na verdade, reflete o modelo de países de dimensões continentais, como o nosso, nos quais o serviço aéreo é um meio essencial para o transporte de pessoas e mercadorias. Isso significa que o estado não pode abrir mão do controle do sistema. É o que o Brasil está fazendo agora.

Curioso é que os nossos “patriotas”, que olham para os Estados Unidos com o sentimento de que admiram a sociedade perfeita, desconheçam que, lá, o poder público controla o sistema aeroportuário.

Todos os grandes aeroportos do mundo, excetuando Londres e Cingapura, são controlados e operados por empresas públicas. No Brasil, isso permite que os aeroportos lucrativos, como os do Rio e São Paulo, financiem aqueles de pequeno movimento, como Londrina (PR) e Cuiabá (MT), que, no entanto, são também essenciais para a economia nacional. Os lucrativos financiam os não lucrativos.

Pergunta: a iniciativa privada sustentará isso? Claro que não. E isso faz sentido. Mas será justo os empresários ficarem com o filé e o Estado com o osso?

O sistema federal que, a partir de agora, começa a ser desmontado em benefício das regras ortodoxas da privatização seguiu cegamente à seleção feita pela McKinsey, que se norteou somente pelos grupos interessados na privatização.

Tudo isso foi precedido pelas tentativas de sufocar a Infraero e provocar pequenos escândalos inspirados pelos interesses privados, em detrimento das necessidades dos usuários. Um exemplo: as tarifas portuárias nos custos operacionais das empresas aéreas, de 1,5%, estão bem abaixo da média internacional, de 3,8%.

Fonte: CUT