domingo, 5 de dezembro de 2010

AEROPORTOS

Uma simples explicação
Veja neste blog a reportagem da revista “Isto é Dinheiro” sobre os aeroportos. Leia e verifique se o "lead" tem alguma coisa a ver com o "corpo" da reportagem.

Em que "profissionalização da Infraero" se relaciona com malha aérea ruim, com problemas de atraso da TAM e com uma Anac que finge fiscalizar o setor.

Acho que essa grande confusão é proposital. Além da ausência do desejo de bem informar o leitor, há grandes interesses econômicos forçando a barra.

Quero ser simplório ao explicar essas questões, até porque o raciocínio é muito simples mesmo. Senão vejamos.

Muito se fala sobre caos nos aeroportos, mas se existem problemas eles decorrem pouco da infraestrutura. Explico.

As companhias aéreas estão numa guerra tarifária sem precedentes. Só não faliram porque a demanda está muito aquecida. A agência finge que não é com ela. Seus sábios alegam que é a saudável concorrência de mercado.

As cias. aéreas estão se matando para transportar o máximo de passageiros, tentando destruir umas as outras e cortando custos para retirar algum lucro da guerra de preços. Com isso elas desrespeitam os passageiros, atrasam e cancelam voos e geram transtornos nos aeroportos.

É certo que alguns aeroportos precisam ser ampliados, mas o mínimo de profissionalismo das cias. aéreas e atitudes mais enérgicas da agência poderiam eliminar a maioria dos problemas que se tem verificado.

A diferença entre aeroportos grandes ou pequenos frente ao modelo de gestão das cias. aéreas e a ineficiência da agência é apenas um espaço maior ou menor para acomodar passageiros abandonados.

De que adianta apenas ampliar o espaço em terra. O passageiro não quer ficar no aeroporto, ele quer pegar seu voo, chegar ao destino e seguir seu rumo (e isso rapidamente).

Entretanto, o passageiro (principalmente nas grandes cidades) tem que enfrentar enormes engarrafamentos para chegar ao aeroporto.

Depois, enormes filas no check-in por falta de atendentes das cias. aéreas nos balcões. Se o voo não estiver atrasado em função de escalas, de condições climáticas ruins ou cancelado por falta de pessoal, ele pode conseguir embarcar logo. Porém, pode ser que a cia. aérea, pela reduzida taxa de ocupação, resolva juntar dois voos (isso é mais frequente do que se imagina). Aí é mais atraso.

Após embarcar, o passageiro tem que se acomodar nos reduzidos espaços das aeronaves. É engraçado que as cias. querem espaços maiores, mas só nos aeroportos.

Quando o voo chega ao destino, já com atraso, cria enormes dificuldades para o operador aeroportuário, pois todo o planejamento de ocupação do pátio fica comprometido.

Os voos atrasados têm que ser direcionados para as áreas remotas e os passageiros transferidos por ônibus. Aqui você entende o porquê da frequente mensagem: “senhoras e senhores, devido ao reposicionamento no pátio, o embarque do voo XYZ será realizado pelo portão K”.

Após o desembarque, quem entregou sua mala, tem que aguardar a devolução. (Faço aqui uma recomendação: evite entregar sua mala. Até porque não tem ninguém da cia. aérea verificando se é o proprietário quem está saindo com a mala - mais uma medida para reduzir os custos. Porém, eu sei que uma mala grande sempre é necessária em viagens de maior duração).

Neste momento a cia. aérea está concentrada na tarefa de esvaziar o avião, ou seja, tirar os passageiros e as bagagens que chegam e enchê-lo com os passageiros e bagagens que saem. Depois, com a mesma equipe, vai colocar as malas nas esteiras, que estiveram circulando por mais de vinte minutos sem nenhuma mala. Acho que você já vivenciou isso.

Após receber sua mala, o passageiro sai do aeroporto e novamente tem que enfrentar o trânsito. Não precisa ser muito inteligente para concluir que os sucessivos atrasos já prejudicaram os compromissos. Daí só resta ligar para remarcar, quando é possível.

Sobre a malha aérea é ruim mesmo. Ela é montada para maximizar o lucro das cias. aéreas e não para atender os passageiros.

Eles alegam que é o mercado. Mas, pergunte ao passageiro do norte do país se ele quer passar por Brasília para ir ao sudeste/sul. Claro que não. Pergunte ao morador de Teresina porque ele tem que ir a Brasília para voltar para São Luiz. Pergunte, também, porque os voos tem que sair de madrugada para chegar a Brasília (ou São Paulo) no início da manhã. Eles vão dizer que é a força do mercado.

Na verdade, a malha proposta pelas cias. aéreas e aprovada pela agência é desenhada para que os passageiros cheguem no melhor momento para que as cias. aéreas os acomodem nos voos que saem no início da manhã nos aeroportos concentradores de voos (os chamados hubs). Isso logicamente quando os voos da madrugada não atrasam. Neste caso, os voos da manhã também atrasam e a consequência são atrasos em cascata.

Não há a mínima gestão da agência para otimizar o uso dos aeroportos, onde as cias. aéreas amontoam voos em poucos períodos do dia. Quando o operador aeroportuário nega um horário, a agência aemaça que a restrição na infraestrutura vai gerar aumento das passagens aéreas.
Você deve estar pensando: e os aeroportos? Como já enfatizado alguns precisam ser ampliados e os investimentos estão atrasados (principalmente em Brasília e Guarulhos). Há vários motivos para isso, mas a sociedade com razão não quer discuti-los e quer mesmo os resultados: novos aeroportos, amplos, modernos, seguros e confortáveis.

Mas resta uma pergunta: somente ampliar aeroportos vai resolver os problemas? A resposta é não.

Todos tem que entender que se trata de um sistema, cujas partes (cias. aéreas, infraero, anac, receita federal, polícia federal, anvisa, vigiagro, concessionários, etc) precisam funcionar bem, para que o todo também funcione.

Um último ponto é importante ser enfatizado. Construir aeroportos parece ser mais complexo do que resolver os problemas de gestão das cias. aéreas e a guerra predatória de preços. Pode ser que sim. O planejamento e as ações para construir uma infraestrutura como o Terminal 3 de Guarulhos é de, pelo menos, cinco anos. Mas, eu lembro que os problemas de gestão das cias. aéreas e a guerra tarifária não são de agora. Vem desde meados da década de 1990 e fizeram Transbrasil, Vasp e Varig desaparecer.
Bem, acho que a explicação foi simples, parece ser um exagero, mas não é. Peço apenas que você fique mais atento no aeroporto e repare se esta explicação trata a maioria dos problemas que você já viu ou vivenciou. Eu garanto que sim.
Postado por Aeroportos no Brasil: artigos, notícias e informaçoões.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

INFRAERO




A Infraero participou nesta segunda-feira (22/11) de uma reunião no Rio de Janeiro com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Polícia Federal, Receita Federal, Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), e com representantes das principais empresas aéreas. No encontro, foram destacadas as ações que cada órgão irá adotar para o final do ano.

Durante a reunião, o presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, destacou o planejamento da empresa para a alta temporada, que visa garantir tranquilidade e fluidez nos aeroportos, as mesmas observadas nos três últimos anos. "Vamos trabalhar em conjunto, com diálogo constante entre os órgãos envolvidos no setor aéreo, e colocar em prática ações aperfeiçoadas a fim de dar agilidade em todas operações envolvidas no embarque e desembarque de passageiros", garantiu Murilo.

O diretor de Operações da Infraero, João Márcio Jordão, reafirmou o compromisso com a realização das obras que terão em início em 2011. “Enquanto as grandes obras são realizadas, estão sendo disponibilizados Módulos Operacionais - como o que entrou em operação em Brasília na última semana - que são uma solução de conforto e eficiência para acompanhar o crescimento da demanda”, finalizou. Jordão solicitou das empresas aéreas atenção especial com o cumprimento do fechamento do horário do check-in a fim de não causar impacto nas operações.

A superintendente de Marketing e Comunicação Social da Infraero, Léa Cavallero, apresentou para os presentes a campanha “Fique por Dentro”, que será divulgada este ano em 16 aeroportos. Entre as novidades, ela destacou a inserção nas Redes Sociais e o vídeo que será exibido ao lado dos aparelhos de raio-x para auxiliar o passageiro a passar pela inspeção. “Nossa intenção é mostrar a responsabilidade de cada órgão no setor aéreo a fim de que o passageiro consiga a informação que necessita”, afirmou Léa, ressaltando também que a chamada principal da campanha é “Todos trabalham juntos por você”.

Empresas aéreas manifestam satisfação com infraestrutura aeroportuária

Após reunião, em entrevista coletiva, questionadas sobre a infraestrutura aeroportuária, algumas empresas aéreas, como a TAM e a Gol, manifestaram satisfação com os serviços prestados pela Infraero. “Estamos operando normalmente e aproveitando horários fora do pico (de 7h a 10h e de 17h a 20 h) para atender passageiros que podem voar neste período”, afirmou Líbano Barroso, presidente da TAM. O diretor de Relações Intitucionais da Gol, Alberto Fajerman, lembrou que nos últimos dois feriados prolongados o transporte aéreo operou com tranquilidade.

A Anac, por sua vez, anunciou que manterá, de 17 de dezembro a 3 de janeiro, uma equipe de 120 pessoas, entre inspetores, diretores e pessoal de apoio, nos períodos de manhã, tarde e noite em 11 aeroportos de todas as regiões do País. Os aeroportos a receberem a equipe de reforço da Anac são: Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Antonio Carlos Jobim – Galeão (RJ); Aeroporto Internacional de São Paulo/Governador André Franco Montoro – Guarulhos e Aeroporto de São Paulo/Congonhas (SP); Aeroporto Internacional de Brasília/Juscelino Kubitschek (DF); Aeroporto Internacional de Confins/Tancredo Neves (MG); Aeroporto Internacional de Porto Alegre/Salgado Filho (RS); Aeroporto Internacional de Fortaleza/Pinto Martins (CE); Aeroporto Internacional de Recife/Gilberto Freyre – Guararapes (PE); Aeroporto Internacional de Salvador/Luís Eduardo Magalhães (BA); Aeroporto de Vitória/Eurico de Aguiar Salles (ES) e Aeroporto Internacional de Manaus/Eduardo Gomes (AM).

De acordo com a diretora-presidente da Anac, Solange Vieira, o passageiro que precisar de ajuda deverá buscar, em primeiro lugar, a companhia aérea. “Caso não seja atendido de forma satisfatória, pedimos que procure um fiscal da Anac para relatar o fato”, orientou Solange.

Já o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) aumentará em 14% as posições de controle de tráfego, além de realizar monitoramento especial dos Aeroportos de Porto Seguro, Salvador, Fortaleza e Florianópolis, além de Guarulhos, Congonhas e Galeão.

A Polícia Federal confirmou que, no caso dos voos internacionais, todas as posições de controle de migração (checagem de passaportes) estarão tripuladas nos horários de maior movimentação.

Entre as medidas divulgadas pelas empresas aéreas estão a disponibilização de aeronaves reserva, o aumento das equipes de atendimento, a ocupação de todas as posições de check-in das companhias nos horários de pico, o incentivo ao check-in pela Internet ou por totens nos aeroportos, a proibição de overbooking e o endosso de passagens entre as empresas.

Medidas da Infraero para a alta temporada

Entre as medidas anunciadas pela Infraero para garantir a fluidez das operações e o conforto dos usuários no período do final de ano, vale destacar:

· Campanha Fique Por Dentro: Neste fim de ano, a segunda edição da Campanha Fique por Dentro, lançada em 2009, está mais elaborada e com novidades. A campanha de marketing vai abranger os 16 aeroportos principais da Rede Infraero e que fazem parte da Copa de 2014. A ideia é informar aos passageiros a responsabilidade de órgãos e empresas do sistema aéreo, dando orientações diante de diversas situações.

A iniciativa irá inserir diversas peças publicitárias e disponibilizar mídia de apoio para reforçar a cobertura da campanha (como folders, gibi infantil e revista Coquetel para adultos, mostrando quem é quem no aeroporto) em pontos de distribuição nos locais onde o passageiro passa.

O projeto de presença digital inclui estratégia de posicionamento, monitoramento e respostas nas redes sociais (Facebook, Orkut etc). Também conta com publicidade de internet, hotsite exclusivo da campanha com dicas de viagem, SMS para interatividade com o público externo (projeto piloto em um dos aeroportos) e mobile com o aplicativo Voos Online, disponível também no site da Infraero.

Outra novidade será o filme para os raios-x, com orientações sobre a inspeção de pessoas e bagagens. O filme será exibido por meio de totens com monitores LCD instalados na área do canal de inspeção (inicialmente nos aeroportos do Rio, São Paulo e Brasília).

Já o “Guia do Passageiro”, que teve sua primeira edição lançada em 2009 com grande aceitação por parte dos usuários, também ganhará sua versão em inglês e será disponibilizado por bluetooth. O usuário também tem acesso ao conteúdo por meio do link no portal da Infraero ( www.infraero.gov.br ).

· Juizados Especiais: Foram instalados nos aeroportos do Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, e Juscelino Kubitschek, em Brasília, para solucionar problemas relacionados a serviço de transporte aéreo. Em todas as unidades judiciais, os passageiros podem solucionar eventuais conflitos relacionados a viagens, como overbooking, atrasos e cancelamentos de voos, extravio, violação e furto de bagagens, falta de informação, entre outros, sem sair do aeroporto. Os juizados especiais funcionam em salas cedidas pela Infraero em locais de fácil acesso, com sinalização adequada e por tempo indeterminado.

· Ouvidoria: Para melhorar o nível de atendimento e satisfação dos usuários, a Ouvidoria da Infraero atualizou sua Central de Atendimento Telefônico, com a implantação de uma Unidade de Resposta Audível (URA). Essa nova solução tecnológica apresenta diversas facilidades, como o direcionamento das ligações por intermédio de um menu de opções e avaliação do atendimento oferecido. A nova ferramenta também permite a obtenção de dados estatísticos categorizados das ligações recebidas em sua Central de Atendimento por meio de relatórios que poderão servir de apoio para a melhoria das atividades da Ouvidoria. O número de telefone 24h da Ouvidoria é 0800-727-1234.

· Balcões de Informações: Estão disponíveis na maioria dos aeroportos da Rede e grande parte deles opera 24 horas por dia. Os telefones para contato dos balcões em cada aeroporto podem ser encontrados no site da Infraero ( www.infraero.gov.br ), no ícone Aeroportos.

· Núcleo de Acompanhamento e Gestão Operacional (Nago) : O Nago tem sede em Brasília e acompanha a movimentação de passageiros e aeronaves nos 67 aeroportos da Rede. Todas as atividades da Infraero são monitoradas: movimento dos saguões e salas de embarque; pontes de embarque; sistemas de informação do voo e checagem do funcionamento das esteiras de bagagem; funcionamento dos estacionamentos; áreas de inspeção (raios-X); pátios e demais áreas dos aeroportos. Em 2010, o Nago recebeu novos equipamentos, que permitiram uma otimização dos serviços e reduziram o tempo de comunicação entre os elos de informação.

· Planos de Contingência: Todos os 67 aeroportos da Rede Infraero contam com um Plano de Contingência, que define qual a tratativa a ser adotada em cada situação fora da normalidade, garantido, assim, a continuidade das operações e o conforto e a segurança de passageiros e usuários.

· Reforço do efetivo: Ao longo do ano, a Infraero contratou 922 novos funcionários para as áreas de Operações, Manutenção e Navegação Aérea, que, até o início da alta temporada 2010/2011, já estarão trabalhando em diversos aeroportos da Rede, garantindo o movimento de passageiros e aeronaves durante o período. Além disso, as equipes que já atuam nos aeroportos serão reforçadas com o remanejamento de escala dos empregados.

· Reforço no Monitoramento: A Infraero fará um reforço na fiscalização em todos os setores do aeroporto – salas de embarque e desembarque, conectores, pontes de embarque, saguão e praça de alimentação – buscando certificar-se do correto funcionamento dos sistemas e equipamentos. Na área de Manutenção, equipes vão fiscalizar 24h todos os sistemas e equipamentos disponíveis – ar condicionado, iluminação, escadas rolantes, elevadores, pontes de embarque, esteiras de restituição de bagagem etc. Na Segurança, as equipes vão intensificar rondas nas áreas operacionais e patrimoniais, garantindo a segurança de todos os usuários do sistema aéreo. Nos pátios e demais áreas operacionais, a Infraero também vai intensificar a fiscalização, garantindo a fluidez de pousos e decolagens e o acesso dos passageiros às aeronaves, como um melhor controle da eficiência do transporte de passageiros entre a sala de embarque e as aeronaves.

· Sistema Informativo de Voo: O Sistema Informativo de Voo (SIV) recebeu, ao longo de 2010, novos monitores de LCD que foram distribuídos em diversos aeroportos da Rede, facilitando o acesso às informações aos usuários.

· Investimento de R$ 100 milhões: A Infraero investiu, para a alta temporada 2010/2011, cerca de R$ 100 milhões na aquisição de novos equipamentos. Foram adquiridos 54 ônibus, 10 veículos operacionais, 30 micro-ônibus, 29 ambulâncias, 13 mil carrinhos de bagagem, entre outros, que estarão à disposição para atender passageiros e demais usuários do setor.

· Criação do Centro de Gestão Aeroportuária (CGA) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, que contará com representantes da Infraero, Receita Federal, Polícia Federal, Anvisa, Ministério da Agricultura e empresas aéreas para resolver questões que surjam durante o período.

· Utilização de coletes amarelos, com a frase "Posso Ajudar?", por empregados das áreas de Operações e Comunicação Social da Infraero, que serão responsáveis por reforçar as informações e orientações passadas aos passageiros. Ao todo, cerca de 4 mil coletes foram confeccionados, num novo modelo com bolsos.

· Módulos Operacionais de Florianópolis e Brasília já estão em funcionamento. Essas instalações são soluções de engenharia modernas, implantadas rapidamente, que proporcionam um excelente resultado final. Os Módulos Operacionais possuem toda a infraestrutura necessária ao conforto e comodidade dos passageiros, como ar condicionado, sanitários, Sistema Informativo de Voos, sistema de som e, em alguns casos, até estabelecimentos comerciais, como cafeterias, livrarias, etc. Atualmente, a Infraero está instalando Módulos Operacionais em Goiânia e Vitória e pretende implantar esta solução de engenharia em outros aeroportos da Rede
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

AEROPORTO

Aeroporto é o maior problema?

Pensar em viajar no Brasil tem sido sinônimo de constante preocupação. Férias hoje em dia é sinônimo de desespero, pelo menos no que diz respeito a mobilidade urbana, hospedagem e segurança.

O que não falta nesse país são lugares maravilhosos para desfrutar de momentos inesquecíveis, mas, nem tudo são flores...

Quando falamos em turismo, férias, passeios e etc não podemos esquecer que dependemos de toda uma infraestrutura para que não nos estressemos e nosso prazer converta-se em ódio.

Se a viagem for de carro, cuidados preventivos com o veículo são fundamentais para não ficarmos na mão ou não sofrermos com problemas mecânicos no caminho. Por outro lado, dependendo para onde se vai, as estradas podem representar um grande risco para o passeio, isso sem falar na imprudência cultural de alguns muitos motoristas. Como diziam os antigos: "Um olho no padre e o outro na missa". Prevenir é sempre o melhor remédio.

Há alguns anos atrás era possível viajar de trem para alguns lugares no Brasil. Segundo aqueles que já desfrutaram desse transporte, a viagem era agradabilíssima. Contudo, pela ineficiência de planejamento estratégico do crescimento de um país continental, passamos a sofrer com a má qualidade nos serviços prestados de transporte público e de massa.

A conclusão que chegamos é que pela falta de melhores condições das estradas, pela falta de transporte ferroviário e hidroviário, os aeroportos encontram-se, no Brasil especificamente, abarrotados. Com isso, todos os olhos estão voltados para a "ineficiência" da infraestrutura aeroportuária nesse país.

Ocorre que em decorrência do modelo único adotado no Brasil de transporte de massa para longas distâncias – aeroportos, o crescimento do poder aquisitivo da população brasileira aliado ao incremento da concorrência de companhias e consequente baixa nos preços das tarifas aéreas, o Brasil de hoje vive nos ares.

Descartado os "criados" problemas nas estradas e nos aeroportos é possível que esbarremos em outro recente dissabor. É que dependendo da data de sua viagem é bem provável que não haja hotel para sua hospedagem. Isso porque o Brasil está na mira do mundo e nesse sentido se alguma grande empresa multinacional, Congresso e tantos outros fóruns resolver alugar o hotel inteiro, isso será feito. Aliás, eles têm realizado eventos dessa grandeza e com grande frequência.

Mas, mesmo com um excelente planejamento de viagem, não ocorrendo percalços no traslado e na hospedagem é possível que você não se sinta seguro para determinada cidade escolhida, tamanha é a falta da presença do poder público – das polícias e guardas, nos grandes centros urbanos do Brasil.

O Brasil é um dos países em desenvolvimento mais atrasados no que se refere a utilização dos diversos modais de transporte de massa e o pior no ranking de captação de turistas possuindo uma das mais belas paisagens naturais do mundo. Falta praticamente tudo!

Portanto caro leitor, essas linhas não têm a pretensão de desestimulá-lo a viajar Brasil afora, mas contribuir de certa forma para a reflexão de que o "recente grande" problema do nosso país, quer seja aeroporto, de fato não decorre em si como o problema, mas da falta de planejamento há pelo menos 50 anos. Se o presidente Juscelino Kubitschek ousasse ao invés de construir Brasília ligar o Brasil com os diversos modais de transporte em massa, estaríamos hoje numa situação confortável em se tratando de infraestrutura, a exemplo de diversos países.

Acredito que o Brasil precisa continuar voando, isto é, nos ares, mas com os pés no chão para não se investir em demasia em aeroportos e daqui há 50 anos termos grandes elefantes brancos desperdiçando dinheiro público ou privado, além de atestarmos de uma vez por todas que o Brasil não possui competência para planejar. Precisamos investir em modais como trens, veículos leves sobre trilhos, em melhores estradas, em mais portos para passageiros, em aeroportos modernos e mais tecnológicos, em metrô, em segurança pública e principalmente convidar e fomentar o setor privado para participar do planejamento de crescimento das cidades.

O fato é que se houvessem todos os outros modais de transporte de massa no Brasil, estradas bem sinalizadas e em perfeitas condições, hotéis para atender a demanda e segurança nas cidades para gozarmos nossas viagens, nossos aeroportos seriam uma delícia e não um tormento. Tratando-se de estatísticas, "habitar" nos aeroportos administrados pela maior estatal operadora de aeroportos do mundo - INFRAERO é mais seguro que qualquer ponto da cidade mais segura do país.


Alex Fabiano
Diretor de Pesquisas
Associação Nacional dos Empregados da INFRAERO – ANEI

sábado, 13 de novembro de 2010

AEROPORTO

Cada macaco no seu galho! Mas não esqueça que a árvore é a mesma!

A questão aeroportuária no Brasil passou a ser assunto de botequim. Isso em decorrência do enorme crescimento da demanda pelos serviços aéreos e pelo fato de mais brasileiros estarem voando. Ademais, os problemas vivenciados nos anos de 2006 e 2007 ainda estão na mente da maioria dos usuários do sistema.

O interesse que o assunto passou a ter faz com que todos os dias novas notícias surjam, na maioria das vezes, prevendo o próximo caos. Felizmente, pelo esforço das pessoas envolvidas nas operações aéreas, o caos não está ocorrendo. Mas, ainda ocorrem muitos problemas que poderiam ser evitados.

É importante notar que os papeis nesse enorme sistema estão mais claros e as críticas agora estão sendo dirigidas diretamente aos responsáveis pelos problemas que aparecem de vez em quando.

Nos últimos meses ocorreram dois problemas graves no sistema. Os dois tiveram a mesma causa: a falta de tripulantes. Duas importantes empresas aéreas causaram diversos transtornos a seus clientes, pois seus tripulantes estavam com excesso de horas as voadas. Muitos voos foram cancelados e pessoas tiveram enormes prejuízos.

Há algum tempo toda essa querela teria sido colocada sobre o colo da Infraero, por ser a operadora dos principais aeroportos brasileiros (e, também, por ser um ente do Governo Federal). Todavia, todos os noticiários trataram o assunto de forma bastante isenta. Primeiro, culpando as próprias empresas geradoras dos transtornos. Depois, exigindo ações mais enérgicas da Anac na fiscalização e adoção de medidas punitivas.

A boa notícia é que finalmente as pessoas parecem compreender melhor o papel de cada ente que atua no aeroporto. A má, entretanto, é que não importa o causador dos problemas, o sistema é avaliado de forma conjunta. Assim, as falhas das empresas aéreas, embora não sejam de responsabilidade deste ou daquele outro ente envolvido na operação, denigre a desgastada imagem do setor aéreo brasileiro.

O melhor então é todos buscarem evitar os erros. Do lado da infraestrutura, é importante que a operação seja feita com qualidade, de modo a minimizar as deficiências em alguns aeroportos, até que sejam corrigidas. Os órgãos públicos precisam disponibilizar equipes para cumprir seu importante papel na fiscalização de pessoas, cargas e aeronaves. As empresas aéreas precisam ampliar equipes em terra e no ar para melhorar os níveis dos serviços. E isso vale para todas as demais partes.

Na verdade, o que o usuário anseia é por serviços condizentes com a conta que ele paga. Ninguém no aeroporto está trabalhando de graça. Ninguém está fazendo favor. Todos são responsáveis por aquilo pelo qual são devidamente remunerados.

O que se vê é que se o ditado “cada macaco no seu galho” tem algum sentido no aeroporto, não se pode esquecer que a árvore é a mesma e que quem sustenta todos é sua Excelência o Senhor Passageiro.
Aeroportos no Brasil: artigos, notícias e informações.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

INFRAERO


ABIH-PR lança o Disque Hotéis no aeroporto Afonso Pena

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Paraná (ABIH-PR) lança hoje (25) o projeto Disque Hotéis, no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais.

Trata-se de um serviço de discagem direta e gratuita pelo qual os visitantes poderão entrar em contato com os meios de hospedagem associados adquirindo todas as informações necessárias e também a realização da reserva através de um serviço digital, que estará em um totém, bastando pressionar uma das fotos disponíveis no monitor.

A rede está distribuída em 60 painéis com tecnologia desenvolvida em parceria da entidade com uma empresa especializada em mídia digital.

Parceria
Foi formada oficialmente pela entidade nacional durante a 52ª edição do Congresso Nacional de Hotelaria - Conotel 2010. Desde agosto, com o apoio do Ministério do Turismo e Infraero, para equipar os aeroportos de serviços de relevância para os turistas e viajantes. As instalações acontecem nos aeroportos de Curitiba, Florianópolis, Brasília, Campinas, Congonhas, Guarulhos, Galeão, Santos Dumont, Salvador e Porto Alegre.

www.abihpr.com.br

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

INFRAERO


Primeiro táxi elétrico do Brasil começa a circular amanhã em Curitiba
Experimental, veículo será abastecido em eletroposto inaugurado pela Copel no aeroporto Afonso Pena


A partir desta quinta-feira (30), e em caráter experimental, começa a circular em Curitiba o primeiro táxi elétrico do Brasil. Para abastecê-lo, a Copel (Companhia Paranaense de Energia) instalou e vai inaugurar no aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, seu primeiro eletroposto -ponto para recarga de veículos elétricos. Para operacionalizar este projeto, foi feita uma parceria entre a Companhia, a Infraero, a prefeitura de São José dos Pinhais e a cooperativa Aerotáxi.

O veículo que será utilizado como táxi -um Fiat Palio Weekend- foi montado há dois anos, como parte de um trabalho de pesquisa envolvendo a Copel, Itaipu Binacional e Lactec (Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento), a Fiat e outras empresas privadas.

O eletroposto, tótem para recarga das baterias, será também utilizado dentro do projeto como local de estudos sobre o desempenho do veículo e o impacto de seu uso sobre o sistema elétrico. Hoje o tempo de recarga deste carro é de oito horas, mas espera-se melhorar essa performance.

A proposta da Copel é que no futuro, talvez já durante a Copa de 2014, o transporte não poluente e silencioso possa ser adotado em Curitiba e replicado para outras cidades paranaenses. Por enquanto, segundo assessores da Copel, trata-se de uma experiência, que permitirá subsidiar o desenvolvimento de outros postos elétricos, aperfeiçoar os equipamentos de recarga e estimular estudos sobre formas de cobrança da energia utilizada para a carga da bateria.

Londres
Na capital britânica, sede da próxima Olimpíada, a prefeitura local está experimentando táxis (leia mais) movidos a hidrogênio e promete colocar uma frota de autos e ônibus em circulação até 2012, quando acontecem os Jogos Olímpicos.
(crédito: Copel/Divulgação)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010


Presidente da Infraero vistoria obras da nova Torre de Controle de Congonhas

Nesta terça-feira, 31/8, o presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, e o presidente do Conselho de Administração da Infraero, Pedro Celestino, visitaram as obras de construção da nova Torre de Controle do Aeroporto de São Paulo/Congonhas (SP).

Os serviços - orçados em R$ 14,2 milhões, estão em andamento. O próximo estágio da obra será a preparação para a concretagem do 1º pavimento da Cabine de Controle, à 30,50 m de altura. Já estão sendo executados, também, os serviços de instalações elétricas, hidráulicas e de ar-condicionado do edifício do Departamento de Controle do Espaço Aereo, além dos acabamentos externos e internos.

Acompanharam a visita o superintendente do Aeroporto de Congonhas, Carlos Haroldo Novak, o gerente Regional de Administração, Bene Wilson, e toda a equipe da Gerência de Obras

Assessoria de Imprensa – Infraero
imprensa@infraero.gov.br