sábado, 6 de fevereiro de 2010

INFRAERO


Aeroporto Afonso Pena pode entrar no PAC 2

Infraero faz acordo com governos locais para estudar a construção da terceira pista em São José dos Pinhais

Deixada de fora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do plano de investimentos visando a Copa do Mundo de 2014, a construção da terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, poderá finalmente decolar com o chamado PAC 2.

Na manhã de ontem, o presidente da Infraero, estatal que administra os aeroportos, Murilo Marques Barboza, assinou um “Termo de Cooperação Técnica” com o governo do Paraná e com a prefeitura de São José dos Pinhais para a realização de estudos para a construção da nova pista. O documento, no entanto, não menciona prazos para o início das obras ou valores, ficando apenas no plano das intenções.

Estudos técnicos preliminares indicam que a obra para a construção da terceira pista no Afonso Pena demandaria investimentos de até R$ 300 milhões e demoraria entre três e cinco anos para ficar pronta. O projeto ampliaria a capacidade operacional do Afonso Pena de 14 para 28 aeronaves por hora.

De acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que sobrevoou ontem a área para uma inspeção e participou da assinatura do protocolo, o documento recoloca a discussão sobre a terceira pista na agenda dos governos federal, estadual e municipal. O ministro afirma que até março vai propor a inclusão da obra na segunda edição do PAC. “Se for aprovada a inclusão e todos cumprirem a sua parte, o governo federal garante os recursos para a construção. Mas é preciso deixar claro que 15% da área ainda depende da desapropriação, além do estudo de impacto ambiental da obra”, pondera.

Demanda antiga

A construção da terceira pista é uma reivindicação que mobiliza o empresariado paranaense há mais de uma década. A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) acredita que a obra pode trazer vantagens econômicas ao estado, com a transformação do aeroporto em “hub” regional, uma espécie de concentrador no atendimento aeroportuário de todos os estados do Sul do país.

Para tentar contribuir com o avanço da questão, a Fiep promoveu em maio de 2008 um encontro com empresários, parlamentares da bancada federal paranaense e o superintendente de planejamento e gestão da Infraero, Eduardo Xavier Balla­­rin. À época, ele admitiu que a obra consta no plano diretor da Infraero, mas considerou que ela poderia “esperar mais alguns anos”. “Curitiba tem o quinto aeroporto de um total de 67 no país. Existem outros que exigem investimentos mais urgentes por questões estratégicas e econômicas”, disse Ballarin na ocasião.

Em novembro de 2009, o superintendente do Afonso Pena, Antonio Pallu, considerou que não há demanda para uma obra do porte da construção da terceira pista. “Os estudos que temos indicam que a pista atual ainda tem capacidade para o nível de operações.”

O terminal, projetado para aten­­der 3,5 milhões de passageiros ao ano, opera atualmente com um fluxo de passageiros 40% acima de sua capacidade. A execução completa do plano de in­­vestimento para a modernização do Afonso Pena para a Copa de 2014 deve investir R$ 70 mi­­lhões na modernização e am­­plia­­ção do terminal de passageiros e reforma do pátio de aeronaves.

Obra depende da desapropriação de 15% da área

Fonte: Alexandre Costa Nascimento (Gazeta do Povo)

INFRAERO


Infraero realiza obras no Aeroporto de Congonhas

As chuvas que desde o final do ano passado castigam a cidade de São Paulo obrigaram a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) a repavimentar a pista de taxiamento e o pavimento do pátio do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo (SP).

Em nota, a empresa estatal informou que alguns trechos da pista e do pátio sofreram desgaste na camada asfáltica, causando desagregação do piso, infiltrações e fissuras.

Os reparos foram iniciados esta semana e ocorrerão em duas fases. De acordo com a Infraero, a primeira etapa deve ser encerrada até o próximo dia 12, véspera do feriado de Carnaval. A segunda fase deverá ocorrer entre 20 e 26 de fevereiro, dependendo das condições meteorológicas.

As obras estão sendo realizados após o encerramento das operações do aeroporto, entre 23h e 5h30. O serviço exige a interdição do local e alterações no procedimento de manobra das aeronaves, mas a Infraero garante que isso não compromete em nada o nível de segurança do local. Em média, o aeroporto recebe uma média diária de 530 operações de pouso e decolagens.

Fonte: Terra

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

INFRAERO

05/02/10

Ampliação

Aeroporto Afonso Pena vai ganhar nova pista
Também será elaborado o plano diretor e feitos os estudos de impacto ambiental e social
O vice-governador Orlando Pessuti assinou, nesta sexta-feira (5), o termo de cooperação técnica entre o Governo do Estado, Infraero e prefeitura de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O acordo dará prosseguimento à construção de nova pista no Aeroporto Internacional Afonso Pena. Também será elaborado o plano diretor e feitos os estudos de impacto ambiental e social.

“Esta pista é algo que almejamos há mais de 20 anos. O nosso aeroporto já atende às necessidades da Copa do Mundo, em termos de transporte de passageiros, principalmente com os investimentos que vão ser feitos, mas a terceira pista, com mais de 3 mil metros de comprimento e toda sua infraestrutura, permitirá termos voos internacionais direto para a Europa”, afirmou Pessuti.

Com a nova pista, será aumentada a capacidade de movimentação de aeronaves. “Vai possibilitar a ampliação do transporte de carga e também receber voos transcontinentais”, explicou o presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza. “Todo o Estado precisa desta pista, não é luxo, é necessidade”, afirmou Valmor Weiss, coordenador do Grupo de Trabalho do Aeroporto Afonso Pena.

Segundo Barboza, a região onde se encontra o aeroporto estar a quase mil metros de altitude e é necessário mais espaço para trabalhar com aeronaves de maior peso. “Este é um projeto não apenas para São José dos Pinhais, mas para todo o sul do Brasil”, destacou o prefeito Ivan Rodrigues.

De acordo com Barboza, a ampliação já era planejada pela Infraero, mas com a obtenção de recursos via governo federal, as obras serão antecipadas. “Pretendemos envolver ainda as universidades, para que se crie na região uma competência na área de engenharia aeroportuária”, adiantou.

Barboza explicou que o próximo passo são os estudos de impacto ambiental e social. “Hoje, o nível de ruído é de grande importância nos projetos de novas pistas a fim de preservar o meio ambiente e a saúde das pessoas que moram no entorno do aeroporto”.

Também participaram da solenidade o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o senador Osmar Dias, os deputados estaduais Elton Verter e Neivo Beraldim, diretores da Infraero, representantes de classe como o presidente da Federação do Comércio do Paraná (Fecomercio), Darci Piana; o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Rodrigo Rocha Loures; a presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Avani Slomp; o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Ardisson Akel.

domingo, 31 de janeiro de 2010

INFRAERO

Sexta, 29 de Janeiro de 2010
Infraero reforça efetivo para executar investimentos

A Infraero começou a reforçar o seu quadro de profissionais para a administração de 67 aeroportos brasileiros. A meta da empresa é preencher cerca de mil vagas em diversos cargos de nível médio e superior, que vão contribuir para a realização dos empreendimentos de infraestrutura aeroportuária, principalmente aqueles que integram o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016.

As convocações começaram em dezembro de 2009 e, do total, 262 são engenheiros e 197 são técnicos da área de Engenharia. Eles atuarão nas áreas Civil, Orçamentista, Mecânica, Sanitarista e Ambiental; e serão lotados na Sede, Superintendências Regionais e Aeroportos. As contratações devem ser efetivadas até o final do mês que vem, desde que durante o processo não haja problemas como desistência do candidato até a admissão ou após a contratação; ou necessidade de repetição de algum exame admissional.

A chegada desses novos profissionais é considerada um grande reforço pelo presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, que conta com a colaboração deles para que a empresa realize todos os investimentos programados. “Frente ao volume de trabalho entre 2010 e 2014, a chegada deles é um grande reforço e isso é absolutamente imprescindível para a Diretoria de Engenharia e Meio Ambiente e a Superintendência de Obras”, destaca o presidente.

Assim que forem admitidos, esses novos empregados serão acompanhados diretamente pela chefia imediata e participarão de treinamentos e visitas técnicas, entre outras atividades, para conhecerem a realidade da empresa e do trabalho a ser desenvolvido. “Esperamos que esses novos funcionários levem de três a seis meses para se integrarem e terem a melhor compreensão das atividades da empresa”, afirma o assessor especial da Presidência, que também responde pela Diretoria de Engenharia, Jaime Henrique Caldas Parreira.

A Infraero possui, dentro do PAC, 44 projetos em 27 aeroportos. Desse total, 16 terminais estão diretamente ligados à Copa do Mundo e aos Jogos Olímpicos e eles vão receber R$ 4,6 bilhões em investimentos.

INFRAERO

Segunda, 04 de janeiro de 2010
Aeroporto Internacional Afonso Pena / Curitiba tem balanço positivo em 2009


Números positivos indicam aumento na movimentação de passageiros e aeronaves por meio do Aeroporto Internacional Afonso Pena/Curitiba(PR) ao longo dos últimos doze meses. A expectativa é que o número de passageiros alcance 4,8 milhões/ano. O dado representa crescimento de 12% em relação ao ano de 2008 em que o movimento registrado foi de 4,2 milhões de viajantes.

Já o número de pousos e decolagens aponta aumento de cerca de 9% em relação ao ano anterior. Incluindo a movimentação de aeronaves no dia 31, o ano deve ter se encerrado com 78,5 mil movimentos contra 69 mil pousos e decolagens registrados em 2008. "Nossa margem operacional (que é a relação entre a receita e a despesa) ultrapassa 40% no balanço do ano, o que mantém o aeroporto entre os dez primeiros no ranking de resultados da rede", explica Antonio Pallu - superintende do aeroporto de Curitiba. Ele acrescenta que o resultado é fruto do comprometimento do corpo funcional da Infraero que atua na capital paranaense.

O mês de outubro aparece com destaque no balanço do aeroporto. Foram registrados 551.481 embarques, aumento de 48% em relação a outubro de 2008. No mesmo mês, o movimento de pousos e decolagens cresceu 17% em relação ao mesmo período no ano anterior.

Na semana que antecedeu ao Natal, a movimentação de passageiros em Curitiba foi 21% maior que no ano passado. O plano integrado de contingência com ações conjuntas entre a Infraero e os demais agentes do setor aéreo tem se mostrado eficiente, pois mesmo durante a alta temporada o aeroporto opera sem impactos. Itens voltados ao conforto dos passageiros como limpeza, climatização, esteiras de bagagem, banheiros, escadas rolantes e elevadores, pontes de embarque e praça de alimentação tem recebido atenção redobrada da administração local. Proatividade e agilidade na solução de gargalos é a premissa.

União

A união da equipe da Infraero que atua em diferentes setores no aeroporto de Curitiba é um dos fatores do sucesso entre as ações da alta temporada. Empregados das áreas de operações, segurança, tráfego, facilitação e manutenção tem trabalhado em escalas de horários especiais para reforçar o atendimento ao público. Outro fator de destaque é a parceria com órgãos públicos, empresas terceirizadas, companhias aéreas e organizações militares para desempenho conjunto dos trabalhos.

INFRAERO

domingo, 31 de janeiro de 2010

Salgado Filho é um dos aeroportos mais defasados para a Copa

PROBLEMAS EM TERRA

O aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, é um dos casos mais graves na preparação da infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. A constatação é de um estudo apresentado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), que mostrou os gargalos da aviação civil para o evento esportivo, já levando em conta os investimentos oficiais previstos pela Infraero, a estatal que administra os principais aeroportos do país.

Segundo o Snea, que representa as companhias aéreas, os projetos em andamento nos aeroportos das cidades-sede da Copa serão suficientes apenas para atender ao aumento natural da demanda prevista para o Brasil.

– O problema não é 2014. Teremos preocupações sérias antes disso – diz o presidente do Snea, José Marcio Mollo.

A situação é grave, diz o diretor técnico da entidade, Ronaldo Jenkins, porque a maior parte das obras só ficará pronta em 2014. Até lá, terminais como o Salgado Filho conviverão com sobrecarga. O aeroporto da Capital tem capacidade para 4 milhões de passageiros por ano, mas, em 2009, já recebeu mais de 5,6 milhões de viajantes.

Se as obras seguirem o cronograma da Infraero, a ampliação de 50% do terminal será concluída em 2013, quando 7,6 milhões de passageiros passarão pelo Salgado Filho, quase o dobro do máximo previsto no projeto original. É o segundo caso mais grave entre os 16 aeroportos estudados pelo Snea e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atrás apenas do terminal de Brasília.

Jenkins lembrou que os prazos para a realização das obras previstas não podem ser acelerados – e ainda correm risco de atrasar por ações judiciais e problemas em licitações, contratempos comuns no setor público.

O Snea aguarda estudos do governo federal sobre novos modelos de administração dos aeroportos, como privatização e concessões. Jenkins, entretanto, não se mostra otimista com as alternativas. Lembra que há três anos, quando as companhias aéreas se candidataram para construir, com recursos próprios, o terceiro terminal de passageiros no aeroporto em Guarulhos (SP), os departamentos jurídicos das empresas e da Infraero não encontraram um modelo legal que permitisse a parceria.

A privatização, avaliada pelo governo, não é uma alternativa viável, segundo o Snea. Casos malsucedidos na Argentina e na Grã-Bretanha desestimulam a experiência. Uma possibilidade é limitar a capacidade dos aeroportos, para evitar a sobrecarga.

– Possível, é. Mas que indústria é essa que tem sua atividade cerceada mesmo com aumento da demanda? – reclama Jenkins.

A Infraero informou, por meio da assessoria de imprensa, que não recebeu o estudo do Snea, por isso não faria comentários. Ainda de acordo com a estatal, os investimentos para melhorar a infraestrutura aeroportuária para a Copa do Mundo de 2014 estão dentro do cronograma. A empresa pretende investir R$ 4,6 bilhões em 16 terminais, incluindo os 12 aeroportos das cidades-sede.

O que está previsto para o Salgado Filho

Ampliação da pista
Ano: 2010-2012
Valor: R$ 122 milhões

Reforma e ampliação do terminal de passageiros
Ano: 2010-2013
Valor: R$ 360,21 milhões

Recapeamento da pista
Ano: 2010
Valor: R$ 12,95 milhões

Pontos críticos

Segundo o Snea, o Salgado Filho precisa de investimentos em todas as áreas:

Pátio de aeronaves

- Apresenta rachaduras no pavimento

- É necessária a construção de mais posições para estacionamento de aeronaves
durante a madrugada (pernoite)

Pista de pouso

- Precisa ser ampliada

- São necessárias duas "saídas rápidas", ligações que permitem a saída do avião da pista logo após o pouso

- Construção de pista de manobra (taxiamento) em uma das cabeceiras da pista

Outros investimentos necessários

- Aumento da área de check-in de passageiros

- Ampliação do pátio de aeronaves

- Construção do terminal de cargas

- Aumento das salas de embarque

Fonte: Alexandre de Santi (Zero Hora)

INFRAERO

sábado, 30 de janeiro de 2010

Promessa no ar

Decreto do governo impõe metas para atendimento, filas e bagagens nos aeroportos do país

Pouco mais de três anos após o país ter enfrentado o caos aéreo, com os usuários sofrendo transtornos pela falta de organização, o governo decidiu determinar padrões mínimos de qualidade de atendimento nos aeroportos. Um decreto enviado pelo Ministério da Defesa à Casa Civil, a ser assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes do carnaval, vai fixar o tempo máximo que a companhia aérea terá para fazer o check-in do passageiro a partir do momento que ele chegar ao balcão, para a devolução da bagagem e para as filas de controles de Polícia Federal (PF), Receita Federal e Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O decreto dará à Infraero poderes de coordenação sobre a prestação de serviços dos vários órgãos públicos que convivem nos aeroportos. Atualmente, cada órgão trabalha isoladamente e quando acontece um problema a responsabilidade não é de ninguém.
Esse posto será ocupado pelos próprios superintendentes dos aeroportos, que poderão cobrar dos demais órgãos um padrão na formação de filas ou uma melhor distribuição dos agentes entre os terminais, conforme o movimento em diferentes horários.
Com sete artigos, o texto do documento estabelece que a harmonização dos órgãos que atuam no aeroporto é essencial para prestar um serviço adequado aos usuários. O governo chegou a pensar em criar a figura da autoridade aeroportuária, mas concluiu que o termo poderia gerar ainda mais conflitos entre os órgãos — que poderiam achar que estavam sofrendo ingerência. O grupo que participou da elaboração do decreto considerou que o termo coordenação seria mais palatável e compreendido pelos órgãos
Anac vai determinar índices de qualidade
A Receita Federal, explica um técnico que participou da elaboração do texto do decreto, continuará soberana para definir que bagagem deve ser aberta para vistoria. Mas o coordenador aeroportuário poderá cobrar que a vistoria obedeça a um padrão de tempo ou que sejam postos mais agentes e equipamentos para esse trabalho.
Os critérios de qualidade serão estabelecidos em todas as áreas do aeroporto. No caso dos balcões de checkin das companhias aéreas, exemplifica o técnico, os padrões internacionais apontam que o atendimento, após iniciado aos passageiros, deve ser feito em um minuto e meio. No Brasil, não existe parâmetro e, numa medição informal, constatou-se casos de empresas que levam até quatro minutos.
Os indicadores de qualidade serão fixados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e vão orientar a Infraero na tentativa de reduzir os transtornos aos passageiros, sobretudo de voos internacionais, que apresentam enormes filas para checar passaporte, visto e fazer a declaração de bagagem.
Caso o tempo de espera extrapole o previsto, o superintendente do aeroporto estará autorizado a agir, exercendo o papel de coordenador.
Infraero poderá exigir atendentes
Com a prerrogativa, a Infraero poderá, por exemplo, exigir mais atendentes nos guichês; poderá também utilizar espaços ociosos reservados aos órgãos que atuam nos aeroportos, bem como das companhias aéreas.
Terá liberdade, neste caso, para abrir espaços em áreas vazias das empresas, nos balcões de check-in, quando houver fila na concorrente.
Atualmente, a Infraero não tem competência expressa para agir nos 67 aeroportos que administra e acaba, muitas vezes, ficando a mercê do trabalho dos órgãos que atuam nos terminais, disse um integrante do governo.
Um aeroporto, acrescenta esse técnico, funciona no Brasil como se fosse um condomínio, onde se nomeia um síndico, mas não há uma convenção para amparar seu trabalho.
Outro aspecto fundamental para a pontualidade dos voos é a fixação de um limite para que as companhias deixem suas aeronaves paradas no finger. Hoje, não há parâmetros e, mesmo que a companhia seja multada por algum abuso, o valor é irrisório.
O decreto da Defesa foi a alternativa encontrada pelo governo para contornar a necessidade de aprovar no Congresso uma nova função para a Infraero permitindo que a empresa assumisse o comando dentro dos espaços aeroportuários.
Antes mesmo de ser publicada, a medida já mobiliza as cúpulas dos órgãos envolvidos, que têm procurado a Infraero para articular os trabalhos.
Segundo uma fonte, a iniciativa é um primeiro passo. No futuro, pode-se discutir, por exemplo, a unificação dos trabalhos dos fiscais da Receita e da Polícia Federal. Com isso, evitariam-se enormes filas nos principais hubs (centros de distribuição de rotas) internacionais: Galeão e Guarulhos.