domingo, 2 de agosto de 2009

Arco Iris Viação Aérea S/A


A Arco Iris Viação Aérea S/A. recebeu autorização para voar em março de 1945. Em 12 de julho de 1946 começava a operar com uma frota de 7 (sete) De Havilland DH-89 Dragon Rapide avião bimotor britânico, com trem de aterragem convencional fixo, asas em tela e fuselagem em contraplacado, transportava dois tripulantes e seis passageiros. Voava de São Paulo para as cidades do oeste do Estado e a primeira empresa aérea a operar em Londrina. As matrículas eram PP-AIA, PP-AIB, PP-AIC, PP-AID, PP-AIE, PP-AIF, PP-AIG.

As aeronaves acidentadas PP-AIB foi perdido em Fartura, SP em 24.12.1946, PP-AIE acidentou-se em Araranguá, SC em 31.10.1948, PP-AID acidente em Congonhas/SP em 1946 com perda total, e o resto da frota foi vendido.

No final de 1948 a companhia faliu devido sua delicada situação financeira. Mesmo falida um grupo de investidores de Caxias do Sul tentou reerguer a empresa, alterando inclusive sua sede para aquela cidade, mas sua autorização foi cancelada definitivamente em junho de 1950.

Descrição
Fabricante De Havilland Aircraft Co. Ltd. / Grã Bretanha,
Primeiro vôo Abril de 1935
Missões de transporte Especial
Tripulação 2
Comprimento 10,50 m
Envergadura 14,60 m
Altura 3,12 m
Área (asas) 30,24 m²
Peso total 1453 kg
Peso bruto máximo 2491 kg
Motores 2 x De Havilland Gipsy Queen II de 6 cilindros em linha, invertidos
Força (por motor) 200 hp kN
Velocidade máxima 251 km/h (Mach: )
Alcance 950 km
Teto máximo 5100 m

segunda-feira, 20 de julho de 2009

1946 - 1959

AEROPORTO AFONSO PENA

A área pertencente ao Aeroporto Afonso Pena, num total de 250 (duzentos e cinqüenta) alqueires, se constitui em parte da área da Colônia Afonso Pena, ali implantada no início do século em homenagem ao 6º (sexto) Presidente da República, Afonso Pena, no período de 1906 a 1909.

Nessa ocasião, nos primeiros anos deste século, o Governo Federal desapropriou a área de uma fazenda, no Município de São José dos Pinhais, de propriedade do Senhor Matias Mendes. Dividiu-a em pequenas chácaras (6 alqueires) e ali assentou uma colônia de imigrantes poloneses e alemães (incentivados pela política de colonização para a agricultura), efetuando-se a ocupação no início deste século.

Devido á entrada do Brasil na II Grande Guerra, o Ministério da Guerra, através dos órgãos responsáveis pela aviação (que dariam origem ao atual Ministério da Aeronáutica), nos anos de 1940 a 1942, efetuou um minucioso levantamento da área dessa colônia, em função dos ventos dominantes, desapropriando a área correspondente ao antigo Aeroporto Afonso Pena, para a construção das pistas de pouso, com o mesmo traçado hoje existente.

Desde a década de 30, a aviação civil e militar se estabeleceu no Bairro do Bacacheri, que anos mais tarde teria por denominação Aeroporto de Bacacheri. A única pista de Bacacheri tinha como origem a doação feita pelo interventor Manoel Ribas, meses após a criação do Aero Clube do Paraná. Época conturbada, em que várias iniciativas foram registradas com intuito de fortalecer a aviação no Brasil.

No ano de 1932 é criado o Aero Clube do Paraná, numa assembléia realizada na Casa do Mate Palácio Avenida João Pessoa. Quatro meses após sua criação, o Aero Clube obtém o campo de aviação doado pelo interventor Manoel Ribas, com área de 500 x 500 metros, no Bacacheri, no local da Escola de Capatazes da Escola de Agronomia.

A 4 de maio de 1932, aterrizou o primeiro avião: um Tiger Moth, pilotado pelo Capitão Rolland, procedente de São Paulo, tendo por passageiro Joachin Von Ribbeck, que viajou 3 horas e 10 minutos em vôo direto.

Em 1933, o CAM - Correio Aéreo Militar (Atual CAN - Correio Aéreo Nacional), criou a rota São Paulo/Sorocaba/Itapetininga/Faxina/Curitiba. A ligação com São Paulo veio pela Aviação comercial, em 1933 e logo depois à Joinville e Florianópolis, pela empresa Aero-Loyd Iguassu S/A, que mais tarde foi absorvida pela VASP, utilizando pequenas aeronaves em seus percursos (capacidade para quatro passageiros).

Em janeiro de 1946, com a guerra terminada, a aviação civil passou a operar efetivamente na Base Aérea Afonso Pena, moderna e recém construída. Operavam com vôos regionais e internacionais, nesta época, as seguintes companhias:1 - VARIG - iniciada em 15 de janeiro de 1946 no Aeroporto de Bacacheri, com a linha Florianópolis/Porto Alegre/Pelotas/Jaguarão e Montevidéu; 2 - CRUZEIRO DO SUL; 3 - REAL - Com vôos regionais e Assunção, em 1955; 4 - PANAIR - Assunção em 1946; 5 - AERONAVIS BRASIL - Atendendo a linha Rio de Janeiro/Poços de Caldas e Porto Alegre, bem como linhas internacionais.

A construção original do Aeroporto Afonso Pena, deu-se no período de maio de 1944 à abril de 1945, tendo como construtores o Ministério da Aeronáutica em cooperação com o Departamento de Engenharia do Exército Norte-Americano. A Base Aérea Afonso Pena, como era então conhecido o Aeroporto, tinha como finalidade básica servir de ponto estratégico para as operações aliadas durante a II Guerra Mundial. Devido ao fato de ser construído nos últimos meses da guerra, o Aeroporto foi pouco utilizado, prevalecendo posteriormente, o uso pela aviação civil.

Quando a Base Aérea passou a atender a Aviação Civil, foi construída uma estação de passageiros, que esteve em uso até 1959. Era dotada de um bar, sala de espera, área ajardinada, além de escritório de administração e manutenção, bomba de gasolina, caixa d'água, farol, torre de controle (construída em madeira e com altura de 35,00 m), balizamento de pista (luz amarela), gerador de energia alternativa, além de equipamento de rádio-transmissão-recepção.





Em 1959 o Aeroporto Afonso Pena era o quarto aeroporto em movimento de aeronaves, quando o Ministério da Aeronáutica precisou construir uma nova estação de passageiros com área de 2.200,00 m2. Este terminal de passageiros, foi inaugurado em 05 de fevereiro de 1959, durante o Governo de Moysés Lupion. Era então Ministro da Aeronáutica o Brigadeiro Menescal. As obras executadas em 1959 permaneceram inalteradas até a década de 70.